quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Por que o leite sobe quando ferve e a água não?


O leite cai do canecão quando ferve porque tem substâncias, como proteínas, sais minerais e gordura, que formam fina camada na superfície e são empurradas pelas bolhas de água que querem fugir do calor. Para entender melhor é preciso saber que o leite é formado por água e vários outros componentes. Durante o aquecimento, gorduras e proteínas ficam na parte de cima, enquanto as moléculas de água ficam em baixo, impedindo o vapor de sair.


Só que a água presente no leite começa a ferver mais rápido do que as outras substâncias. Como o vapor não consegue romper a camada de gordura, ele a empurra até conseguir escapar do calor. Enquanto isso, as bolhas formadas pela água, que se transformam em espuma branca, pressionam a camada até que ela explode e transborda.


ÁGUA É DIFERENTE - Com a água isso não acontece porque ela não tem gordura e outras substâncias como as do leite; por isso, as bolhas de vapor conseguem passar pela superfície sem dificuldade. No entanto, se mexer o leite no instante em que começa a transbordar, vai perceber que ele para de subir. É que as bolhas de vapor desmancham conforme você mexe e deixam de fazer pressão para cima. Ao desligar o fogo, a reação termina.


A espuma que se formava na superfície do canecão se transforma em nata, camada formada por gordura, proteínas e outras substâncias. A nata é usada para fazer biscoito, iogurte, sorvete, entre outras coisas gostosas.



Vapor escapa da pressão
Da mesma maneira que o vapor de água tenta atravessar a camada que se forma no leite, o ar também encontra um jeito de escapar da panela de pressão, que serve para cozinhar os alimentos mais rapidamente. Nas panelas abertas, a água ferve a cerca de 100ºC, enquanto que na de pressão pode atingir temperatura próxima a 120ºC. Esquenta mais porque o vapor não sai tão facilmente da panela e assim cozinha mais rápido.


No entanto, chega uma hora que o vapor de água precisa encontrar um jeito de escapar. Por isso, existe a válvula de controle de pressão, que permite a saída do vapor quando atinge o limite (note que o pino vai rodando enquanto o vapor vai saindo). Há também a válvula de segurança (pininho vermelho) que se rompe, se necessário, para a panela não explodir.



Por que a bolacha fica mole e o pão fica duro?
Quando entra em contato com o ar, o alimento pode ter as características modificadas, pois ocorre troca de umidade entre os dois; por isso, a bolacha amolece, e o pão endurece. Como o biscoito é muito seco, ou seja, quase não tem água, fica úmido após essa troca. Já o pão tem mais água, então endurece em contato com o ar.


No entanto, se o pão for mantido fechado dentro do saco plástico, fica borrachudo. O miolo perde água, mas a umidade não consegue escapar, então faz com que a casca, que é a parte mais seca do pão, amoleça. Já a bolacha se mantém do jeito que é se ficar fechada no pacote; dessa forma, não troca de umidade com o ambiente.



Saiba mais
- Se jogar detergente na água e colocá-la para ferver, vai ocorrer a mesma reação do leite. Sabão também tem gordura e outros componentes que se desprendem conforme o líquido aquece e formam fina camada na superfície. Quando ferve e começa a evaporar, forma-se espuma na borda, a mistura sobe e transborda.


- Já ouviu dizer que a melhor maneira de fazer pudim é em banho-maria? É o método em que se coloca uma forma dentro de outro recipiente com água que vai fervendo. Como a água evapora ao chegar perto dos 100ºC, a temperatura do recipiente não vai passar disso, mantendo o calor controlado, sem risco de queimar.



Consultoria de Guilherme Marson, professor-doutor do Instituto de Química da USP, e Pierluigi Piazzi, professor de Física e escritor


Fonte: DGABC

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dietas customizadas: o cardápio certo para quem quer emagrecer sem cortar o carboidrato, o vinho ou o chocolate



Quem não vive sem pão ou macarrão
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Fonte: Artigo
Em geral, são as que mais apelam para as dietas que cortam completamente os carboidratos da rotina, como a Atkins — em que, por duas semanas, não é permitido ingerir nem pão nem massa nem mesmo algumas frutas e legumes. Mas justamente por serem tão radicais, essas restrições não costumam durar muito tempo. Além disso, há estudos que relacionam a necessidade de comer carboidratos a uma baixa produção de serotonina (o hormônio do prazer) no cérebro. “Uma forma de melhorar a liberação dessa substância sem apelar para os carboidratos é consumir alimentos ricos em triptofano, como castanhas em geral, abacate, banana, ovos, leite e derivados”, diz a nutricionista Mariana Jota, da Emex Nutrição Orientada.


Mas quem não consegue viver sem massas, pães & cia., a dica é aprender a consumi-los corretamente. “A massa deve ser sempre acompanhada de uma fonte de proteína e de uma salada, para controlar o índice glicêmico”, afirma Mariana. Índice glicêmico é o nível de glicose no sangue. Quanto mais rápido ele sobe, mais rápido passa a sensação de saciedade. Ou seja, se for comer um pão branco, por exemplo, inclua no recheio peito de peru, atum ou sardinha. O macarrão, por sua vez, deve sempre vir acompanhado de uma salada e de uma carne magra.

Os alimentos que mais interferem nessa relação glicêmica são justamente os pães, as massas e os doces, chamados de carboidratos simples. Os carboidratos integrais fazem o efeito inverso: a digestão ocorre lentamente, em função das fibras, e a glicose, consequentemente, é liberada aos poucos, mantendo o nível de energia equilibrado por mais tempo. Resultado: sem fome por mais tempo. Por isso, sempre que possível, prefira os integrais.


Quem ataca a geladeira à noite
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Fonte: Artigo
De nada adianta passar o dia todo se controlando e, à noite, atacar a geladeira. Em alguns casos, esse comportamento pode ser sintoma de uma compulsão alimentar chamada síndrome da alimentação noturna (quando a pessoa come 50% da ingestão diária depois das 19h), mas, na maioria das vezes, é apenas um hábito errado — essa síndrome acomete apenas 1,5% da população em geral e 8% dos obesos. “O maior problema desse comportamento é o consumo de calorias num período em que o metabolismo está com o funcionamento mais lento, pois a necessidade e a queima de energia tendem a ser menores”, diz a nutricionista Martha Amodio, da clínica Stesis. Uma forma de eliminar esse hábito é alimentar-se melhor durante o dia, não pular refeições e, principalmente, fazer lanche da tarde e um jantar leve, para que o corpo mantenha-se nutrido. 

Mas enquanto isso não acontece e a vontade continua atacando de madrugada, a dica prática é deixar à disposição alimentos de fácil digestão, saudáveis e pouco calóricos, como palitos de cenoura, pepino e erva-doce, iogurtes, gelatinas, salada de frutas e queijos e frios magros. “Ninguém vai fatiar cenouras ou preparar rolinhos de peito de peru no meio da noite. Em geral, nessa hora a gente pega a primeira coisa que vê na frente, quase sempre pães, biscoitos, justamente o que se deve evitar”, diz ela. Um copo de leite desnatado também pode ajudar a saciar a fome (ou a gula).



Quem não abre mão de uma tacinha de vinho
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Fonte: Artigo
A primeira regra de qualquer dieta é: diminuir ou evitar ao máximo o consumo de bebidas alcoólicas, pois elas são bastante calóricas. Mas essa não é uma tarefa fácil para todo mundo – há quem sofra só de pensar em abrir mão do vinho, da caipirinha ou da cerveja mesmo que só nos fins de semana. “Uma boa dica para quem tem essa dificuldade é tomar água entre os goles da bebida alcoólica”, diz Martha. Assim, mantém-se o prazer e diminui-se consideravelmente o consumo. “Parece exagero, mas se lembrarmos que cada grama de álcool tem sete calorias, enquanto cada grama de carboidrato ou proteína tem quatro e de gordura tem nove dá para se ter uma idéia do quanto uma tacinha pode atrapalhar uma dieta”, afirma. Uma simples taça de vinho, por exemplo, tem 107 calorias, ou seja, quatro delas já equivalem a uma refeição inteira.


Outra maneira de “enganar” o paladar é preparar drinques não alcoólicos e consumi-los entre as bebidas alcoólicas. Por exemplo: se você gosta muito de vinho tinto, sirva-se de meia taça, beba intercalando com água e depois, neste mesmo tipo de taça, coloque suco de uva integral. Quando terminar, sirva-se de mais meia taça de vinho, intercalando as tomadas com água. Se gosta de espumante, faça o mesmo com água com gás pura ou misturada com algum suco que se aproxime da cor da sua bebida favorita e sirva na taça. “Vale também incluir frutas na bebida, como pedaços de maçã e pêssego, e fazer uma ‘sangria’, com umas gotinhas de adoçante”, sugere a nutricionista.


Quem come chocolate todos os dias 
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Fonte: Artigo
Quem não consegue viver sem chocolate cansou de ouvir de nutricionistas e endocrinologistas que deve trocar a versão ao leite pela amarga. Isso pode soar como uma heresia, mas vale a pena tentar. Foi comprovado que o chocolate amargo ou com maior concentração de cacau (em torno de 70%), além de ter menos açúcar e gorduras, é o que traz mais benefícios à saúde – rico em flavonóides, ajuda a proteger o coração, a prevenir o diabetes tipo 2, reforça as defesas do corpo e até controla o apetite. “Um jeito é acostumar o paladar aos poucos, começando com os de 40%, depois 50% e assim por diante”, diz Martha Amodio. Ou tentar equivalentes no sabor para saciar a vontade, sugere Mariana Jota. “A semente de alfarroba (uma vagem originária do mediterrâneo) tem gosto de chocolate, é isento de lactose e tem quatro calorias por grama enquanto o cacau tem nove”, diz. Além disso, a vagem é comercializada em pó (como o chocolate) é pobre em gorduras, rica em fibras (como a pecticina, que aumenta a saciedade, melhora a digestão e, de quebra, reduz o colesterol ruim do sangue), e boa fonte de vitaminas B1, B2, A, além de rica em cálcio, magnésio, potássio, sódio e ferro, minerais que reforçam as defesas do organismo. Se nada disso adiantar, porém, é bom saber que o consumo de chocolate deve ser de no máximo 30 g por dia e o melhor horário para consumi-lo é entre meio-dia e 15h.


Quem fica o dia inteiro beliscando 
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Fonte: Artigo
Entram nessa categoria aquelas que não conseguem ficar no computador, ler ou assistir TV sem estar mastigando alguma coisa. “Em geral, esse comportamento tem um fundo emocional, como ansiedade”, diz a nutricionista Martha Amodio. “A boa notícia é que estudos comprovam que dá para ‘enganar’ o cérebro e saciar o desejo de consumir a todo o momento sem ingerir necessariamente algo calórico.” A dica, então, é parecida com a dos comedores noturnos: busque alimentos nas versões integrais e tenha sempre à mão palitos de legumes, frutas secas, mix de castanhas, semente de abóboras, chiclete sem açúcar, enfim, opções que mantenham a boca ocupada e a vontade saciada, mas que sejam saudáveis e pouco calóricas. Ou seja, transformar a compulsão em aliada, já que a recomendação é de fazer seis refeições por dia, contanto os lanches. “Outra dica é tomar chás que ajudam a controlar a ansiedade, como camomila, melissa e erva-cidreira”, diz Mariana Jota. 

Dicas que valem para todas 
Iogurte emagrece
Uma pesquisa recentemente divulgada pela Universidade de Harvard mostrou que quem come mais iogurte perde uma média de 370 gramas a cada quatro anos sem sacrifício. “As bactérias aumentam a produção de hormônios intestinais que produzem saciedade e diminuem a fome”, diz Frank B. Hu, especialista em nutrição na Faculdade de Harvard de Saúde Pública e coautor do estudo. As bactérias podem também aumentar a taxa metabólica do corpo, facilitando o controle do peso. 

Proteína mata a fome
Cientistas da Universidade do Missouri chegaram à conclusão que aumentar em 10% a ingestão de proteínas no café da manhã diminui a sensação de saciedade durante o dia todo. O estudo, publicada recentemente no periódico Obesity, mostrou que a proteína consumida logo cedo ameniza os sinais emitidos pelo cérebro que estimulam a motivação para comer e o comportamento alimentar de recompensa. “Comer no café da manhã é importante e já se sabia disso. Essa pesquisa ressalta, no entanto, que essa refeição é uma estratégia valiosa para controlar o apetite e regular a quantidade de alimento que consumimos”, diz Heather Leidy, uma das pesquisadoras. 

Fonte: Busk

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Alimentação infantil saudável


Foto: 123RF
O desenvolvimento cognitivo e físico das crianças está associado a uma alimentação cuidada e saudável. Por isso, o nutricionista José Camolas sugere a ingestão de sopa, peixe e três peças de fruta por dia e tomar sempre o pequeno-almoço, de preferência em casa.

Patrícia Susano Ferreira | pferreira@destak.pt

Alcançar um elevado rendimento escolar desde tenra idade e ter uma boa capacidade de raciocínio e de memória são claros objectivos para qualquer pai. No entanto, nem sempre o conseguem fazer por falharem no mais simples: a alimentação.

A partir do primeiro ano de vida, as crianças começam a aproximar o conteúdo das refeições do que os próprios pais ingerem e como tal os progenitores não devem esquecer a importância dessa variedade e apostar em estratégias de incentivo à ingestão de bens menos apetecíveis, como são o peixe e os legumes.

Mas vamos por partes. A primeira regra está na «obrigatoriedade de tomar o pequeno-almoço, sempre com lacticínios e hidratos de carbono e, por vezes, com uma peça de fruta».

Mas sem corridas ou pressas, o ideal é mesmo que esta refeição seja supervisionada pelos pais e tomada no conforto do lar, explica ao Destak o nutricionista José Camolas.

Outro dos segredos de uma 'dieta' saudável para os mais pequenos está nos lacticínios. A sua riqueza em cálcio é essencial para esta fase de crescimento intenso e de desenvolvimento ósseo, mas tendo sempre especial atenção à gordura. Leite meio-gordo e queijo e iogurtes com baixo de teor de gordura saturada são as melhores opções.

E aqui aplica-se a importância dos pais interpretarem os rótulos das embalagens, com o objectivo de evitar publicidade «menos séria» e por vezes «exagerada», acrescenta o especialista.

Sopa: a tradição ainda é o que era
No que respeita a legumes e vegetais, a sugestão vai mesmo para a sopa, uma «tradição portuguesa que deve ser mantida». Sopa ao almoço e ao jantar e ainda uma salada nutritiva para acompanhar o prato principal de carne ou de peixe é a quantidade recomendada deste grupo de alimentos. Em relação à fruta, o ideal são mesmo três peças dispersas ao longo do dia, sejam como sobremesa ou como snack na escola.

Em relação às principais fontes de proteínas - carne e peixe - há a saber que não deve haver exageros. Sim, é um facto que estas são importantes para o crescimento, mas é suficiente uma dose diária de 80 a 100 gramas de peixe ou de carne. Esta quantidade apenas deve ser alterada na adolescência, com um aumento para 150 gramas, havendo uma preferência para o peixe.

«Panadinhos de pescada confeccionados no forno e carne picada em casa em forma de almôndegas ou de hambúrgueres são ideias saudáveis, mas também agradáveis para os mais pequenos.» Uma apresentação de alimentos mais original e colorida pode convencer os mais teimosos.

Não abuse das proteínas
Outra regra a reter, mas em relação aos ovos, também uma importante fonte de proteínas, é o facto de o seu consumo não dever exceder as duas unidades semanais. Segundo o nutricionista, «o excesso de ingestão de proteínas sobrecarrega os rins da criança, que ainda estão em desenvolvimento». Pratos com peixe/carne e ovo são por isso refeições a evitar por haver uma duplicação desnecessária deste nutriente.

Em relação aos snacks que as crianças levam para a escola, o especialista é defensor da fruta e do iogurte, podendo estes ser substituídos por uma barra de cereais, mas com baixo teor calórico e de açúcar, algo que os pais devem consultar nos rótulos das embalagens. 

Fonte: Destak

domingo, 4 de setembro de 2011

Saiba quais são os 10 alimentos imprescindíveis

A alimentação é o segredo da boa saúde. Porém, é preciso saber combinar os alimentos e escolher o que deve ser consumido. 

Saiba quais são os 10 alimentos que não podem faltar na mesa e descubra por que eles são imprescindíveis a uma dieta saudável. 

Pimentões São ricos de vitaminas A e C. O pimentão vermelho, por exemplo, tem oito vezes mais vitamina A do que o verde e por causa disso fortalecem o sistema imunológico. 

Brócolis São ricos em fibras e vitaminas antioxidantes. A substância isotiocinatos contida nele ajuda no combate ao câncer. 

Alho Mantém o colesterol total e a pressão sanguínea baixos. Feijões Fornecem fibras, proteína e carboidratos. Podem ser consumidos em saladas ou ensopados. 

Massas Integrais Reduzem o índice glicêmico da refeição. Peixes São fonte de proteína magra e ricos em ômega 3 que protegem contra arritmias cardíacas e reduzem inflamações. 

Verduras Fontes de fibras e antioxidantes têm vitamina C. 

Vinho Beber moderadamente durante as refeições pode ajudar a diminuir o risco de desenvolver doenças cardíacas e diabetes. 

Tomate O licopeno, contido em sua cor vermelha, combate os radicais livres, retarda o envelhecimento além de reduzir a incidência de câncer. 

Frutas Têm vitaminas A e C e minerais como potássio e magnésio. Por serem ricas em carboidrato, fornecem energia aos treinos. Por Carolina Abranches

Fonte: DGABC

sábado, 3 de setembro de 2011

Proteína de laticínios ajuda a perder barriga e ganhar músculos


Fonte: Thinkstock

Novas pesquisas mostram que um alto teor de proteínas tem um impacto bastante positivo sobre o nosso corpo, ajudando a diminuir a barriga e aumentar a massa muscular magra, principalmente quando essa proteína vem de produtos lácteos. Queijo, leite e iogurtes são exemplos de laticínios e fonte de proteínas.


O estudo, publicado na edição de setembro do Journal of Nutrition, comparou três grupos de pessoas mulheres na pré-menopausa, com sobrepeso e obesas, mas saudáveis. Cada um consumindo quantidades baixas, média ou alta de alimentos lácteos junto com quantidades maiores ou menores de proteínas e carboidratos. 

As mulheres exerceram sete dias por semana durante quatro meses, uma rotina que incluiu cinco dias de exercícios aeróbicos e dois dias de musculação. 

Segundo os pesquisadores, houve perdas de peso total idêntico entre os grupos, mas o grupo que consumiu o alto teor de proteínas proveniente de produtos lácteos teve mais perda de gordura corporal e abdominal, além de maior ganho de massa magra e maior ganho de força.


A composição do tecido, exclusivamente de gordura, que as mulheres perderam tem profundas implicações para a saúde a longo prazo, dizem os pesquisadores. 

“Todo o peso perdido pelo alto teor de proteínas de produtos lácteos foi de gordura. E os participantes ganharam massa muscular, o que é uma grande mudança na composição corporal", diz Andrea Josse, principal autora do estudo e estudante de graduação no Departamento de Cinesiologia da Universidade McMaster.


- O ganho de músculos é muito importante para manter a taxa metabólica e prevenir a recuperação do peso, que pode ser um grande problema para muitos que tentam perder peso. 

Os pesquisadores descobriram que o grupo que consumiu laticínios de baixa proteína perdeu cerca de um quilo e meio de músculo enquanto o grupo que consumiu laticínios de média taxa proteica perdeu quase nenhum músculo. Já o grupo que consumiu produtos lácteos de alta carga proteica realmente ganhou um quilo e meio de músculo, o que representa uma diferença de três quilos entre os outros grupos. 

Em cima das diferenças de massa muscular, o grupo que consumiu produtos lácteos com mais proteína perdeu duas vezes mais a gordura da barriga, do que as mulheres dos demais grupos.



- A gordura do abdômen é especialmente ruim para a saúde cardiovascular e metabólica, e parece que, de acordo com o que encontramos neste estudo, o aumento de cálcio e proteína na dieta pode ajudar a promover ainda mais a perda de gordura da área de armazenamento pior no corpo. 

Segundo Stuart Phillips, professor do Departamento de Cinesiologia, as mulheres que mais consumiram proteínas também ficaram mais fortes.


- Essas mulheres também estão mais fortes, o que reduz risco de doenças.

Fonte: R7

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Brasileiro se alimenta mal com muito carboidrato e gordura, diz IBGE


Alimentação rica em carboidratos e gordura e sem frutas e verduras. Esse é o prato dos brasileiros. Os dados da má alimentação foram apontados pelo último levantamento do IBGE. Outra preocupação da pesquisa é quanto aos índices de obesidade que estão altos demais. Essa enfermidade é uma das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) que, em conjunto com as demais, são responsáveis por 72% dos óbitos no país.

Com os dados em mãos, o próximo passo do governo brasileiro é promover a alimentação saudável e o fim do excesso de peso. A meta integra o Plano de Ações Estratégicas de Enfrentamento das DCNT elaborado pelo Ministério da Saúde. Em dez anos, a população deverá elevar o consumo de frutas e hortaliças, reduzir o consumo médio de sal, aumentar a atividade física e buscar reduzir o excesso de peso e a obesidade na infância, na adolescência e na vida adulta.

O governo quer implementar de uma vez por todas as propostas do plano. Entre elas, estão a realização de guias alimentares para promover escolhas saudáveis relacionadas à alimentação, assim como apoiar a criação dos parâmetros nutricionais do Programa de Alimentação do Trabalhador, com foco na alimentação saudável e na prevenção de DCNT no ambiente de trabalho.

A meta requer a aquisição de alimentos saudáveis para o Programa Nacional de Alimentação Escolar; realizar ações de capacitação e educação permanente dos profissionais de saúde e orientar a população técnica sobre os benefícios dos alimentos da agricultura familiar.

O governo quer ainda fortalecer a promoção da alimentação saudável na infância, elaborar o Guia de Boas Práticas Nutricionais para Alimentação Fora de Casa e estimular o consumo de alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras. 

“Com esse plano, o governo busca a redução de doenças relacionadas com a má alimentação e ainda reduzir o agravamento de doenças crônicas que, na maioria das vezes, as suas complicações estão relacionadas com uma alimentação inadequada”, completa o enfermeiro, tutor do Portal Educação, Alisson Daniel.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

15 minutos de caminhadas diárias garantem 3 anos a mais de vida

Quinze minutos de atividade física por dia aumentam a expectativa de vida em três anos. Essa é a constatação de um estudo feito com 416.175 pessoas em Taiwan e publicado há uma semana na revista The Lancet, a publicação médica mais influente do mundo.

Os pesquisadores queriam descobrir se fazer menos de 30 minutos de exercícios por dia – o preconizado por médicos e recomendado pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte – traria benefícios para a saúde da pessoa. Os resultados mostraram que fazer 15 minutos de atividade física reduz o risco de morte em 14% e aumenta a longevidade em três anos. Os participantes foram acompanhados por 12 anos, entre 1996 e 2008.

Os pacientes foram divididos em cinco categorias, segundo o nível de exercícios praticados: sedentários ou de baixa atividade, média, alta ou muito alta. Foram calculados os riscos de mortalidade para cada grupo comparados com os inativos e calculada a expectativa de vida cada categoria.

Arquivo DNP
As pessoas do grupode baixa atividade física e que se exercitavam 15 minutos por dia apresentaram, se comparados com os sedentários, redução de 14% no risco de mortalidade geral e 10% no risco de morte por câncer e ainda aumentaram a expectativa de vida em três anos ou mais. 

A cada 15 minutos a mais de exercício por dia, o risco de morte geral reduziu 4% e o de morte por câncer 1%.

O personal trainer Fábio Carneiro diz que em 15 minutos o gasto calórico é muito baixo.

"E as pessoas vinculam o gasto calórico com emagrecimento". Ele afirma que para atingir os benefícios à saúde é preciso considerar a intensidade do exercício feito em 15 minutos. "Pode ser que 15 minutos de corrida intensa seja interessante, mas o mesmo tempo de caminhada a 5,5 km/h é pouco".

Carneiro recomenda a musculação como uma das melhores formaa de aproveitar ao máximo os 15 minutos diários de exercício proposto pela pesquisa.

"É um treino que aumenta a massa muscular e melhora a aptidão física. Fazendo musculação, a pessoa vai conseguir varrer a calçada sem ter dores no braço ou lavar o carro sem sentir dores na perna", exemplifica.

"Os 15 minutos diários podem ser um começo, mas a pessoa precisa progredir e acrescentar exercícios de maior intensidade".

Na cabeça
15 minutos de caminhada também faz bem para o cérebro, já que aumenta a oxigenação, ajudando até a melhorar a memória.

Fonte: O Diário

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