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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Por que o leite sobe quando ferve e a água não?


O leite cai do canecão quando ferve porque tem substâncias, como proteínas, sais minerais e gordura, que formam fina camada na superfície e são empurradas pelas bolhas de água que querem fugir do calor. Para entender melhor é preciso saber que o leite é formado por água e vários outros componentes. Durante o aquecimento, gorduras e proteínas ficam na parte de cima, enquanto as moléculas de água ficam em baixo, impedindo o vapor de sair.


Só que a água presente no leite começa a ferver mais rápido do que as outras substâncias. Como o vapor não consegue romper a camada de gordura, ele a empurra até conseguir escapar do calor. Enquanto isso, as bolhas formadas pela água, que se transformam em espuma branca, pressionam a camada até que ela explode e transborda.


ÁGUA É DIFERENTE - Com a água isso não acontece porque ela não tem gordura e outras substâncias como as do leite; por isso, as bolhas de vapor conseguem passar pela superfície sem dificuldade. No entanto, se mexer o leite no instante em que começa a transbordar, vai perceber que ele para de subir. É que as bolhas de vapor desmancham conforme você mexe e deixam de fazer pressão para cima. Ao desligar o fogo, a reação termina.


A espuma que se formava na superfície do canecão se transforma em nata, camada formada por gordura, proteínas e outras substâncias. A nata é usada para fazer biscoito, iogurte, sorvete, entre outras coisas gostosas.



Vapor escapa da pressão
Da mesma maneira que o vapor de água tenta atravessar a camada que se forma no leite, o ar também encontra um jeito de escapar da panela de pressão, que serve para cozinhar os alimentos mais rapidamente. Nas panelas abertas, a água ferve a cerca de 100ºC, enquanto que na de pressão pode atingir temperatura próxima a 120ºC. Esquenta mais porque o vapor não sai tão facilmente da panela e assim cozinha mais rápido.


No entanto, chega uma hora que o vapor de água precisa encontrar um jeito de escapar. Por isso, existe a válvula de controle de pressão, que permite a saída do vapor quando atinge o limite (note que o pino vai rodando enquanto o vapor vai saindo). Há também a válvula de segurança (pininho vermelho) que se rompe, se necessário, para a panela não explodir.



Por que a bolacha fica mole e o pão fica duro?
Quando entra em contato com o ar, o alimento pode ter as características modificadas, pois ocorre troca de umidade entre os dois; por isso, a bolacha amolece, e o pão endurece. Como o biscoito é muito seco, ou seja, quase não tem água, fica úmido após essa troca. Já o pão tem mais água, então endurece em contato com o ar.


No entanto, se o pão for mantido fechado dentro do saco plástico, fica borrachudo. O miolo perde água, mas a umidade não consegue escapar, então faz com que a casca, que é a parte mais seca do pão, amoleça. Já a bolacha se mantém do jeito que é se ficar fechada no pacote; dessa forma, não troca de umidade com o ambiente.



Saiba mais
- Se jogar detergente na água e colocá-la para ferver, vai ocorrer a mesma reação do leite. Sabão também tem gordura e outros componentes que se desprendem conforme o líquido aquece e formam fina camada na superfície. Quando ferve e começa a evaporar, forma-se espuma na borda, a mistura sobe e transborda.


- Já ouviu dizer que a melhor maneira de fazer pudim é em banho-maria? É o método em que se coloca uma forma dentro de outro recipiente com água que vai fervendo. Como a água evapora ao chegar perto dos 100ºC, a temperatura do recipiente não vai passar disso, mantendo o calor controlado, sem risco de queimar.



Consultoria de Guilherme Marson, professor-doutor do Instituto de Química da USP, e Pierluigi Piazzi, professor de Física e escritor


Fonte: DGABC

quarta-feira, 13 de julho de 2011

De cirurgia plástica a rosquinhas: conheça 13 causadores de depressão

Foto: Getty Images
A depressão é considerada mal do século 21 e estima-se que 30% da população sofra do problema, mesmo que não tenha sido diagnosticado. As causas da doença não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que consumo de substâncias químicas, problemas familiares ou financeiros, doenças e até mesmo estilo de vida e alimentação estão ligados ao seu aparecimento.
Conheça 13 fatores que podem desencadear um quadro de depressão, segundo o instituto inglês Mind Health Development e publicados pelo jornal Daily Mail. A lista inclui desde o cigarro até uma simples e inocente rosquinha.

TemperaturaO excesso de sol pode estar ligado à depressão. É o que afirmam estudos que associam a depressão sazonal ao frio ou ao calor. Em períodos quentes o corpo sofre alterações hormonais, produzindo menos hormônio da tireoide o que leva à falta de energia. O calor também interfere na capacidade de o corpo lidar com o estresse. Em países que sofrem com invernos rigorosos, foi verificado ainda aumento nas taxas de suicídio quando as temperaturas começam a se elevar. Outros fatores associados por pesquisadores estão o aumento no consumo de álcool durante os meses mais quentes e maiores dificuldades para dormir, quando as temperaturas interferem no conforto corporal.

Pílula anticoncepcionalMulheres que usam pílula como método anticoncepcional estão mais sujeitas a ficar deprimidas do que as que não fazem uso do medicamento. Estudos feitos desde 2005 verificaram alterações de humor e também nos níveis de serotonina em usuárias do método.
 
RosquinhasDoces e outros mimos que comemos para nos sentir melhores ao longo do dia podem fazer mal à boa forma e também à saúde mental. A explicação é de que a entrada de açúcar no sangue tem o poder de causar bem-estar imediato, mas quando a substância é absorvida pelo corpo o que acontece é um estado de tristeza pior do que o anterior. A recomendação é a ingestão de alimentos que liberem açúcar no sangue de maneira lenta, como grãos integrais, o que manteria os níveis de dopamina, uma das substâncias responsáveis pelo bom humor, equilibrados.

LuzesO excesso de luzes afeta o cérebro negativamente, segundo estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos. A iluminação urbana, muitas lâmpadas no quarto ou mesmo a exposição constante à TV causa alterações, verificadas em estudos com animais, que passaram a procurar junk food, por exemplo, um dos sintomas associados à depressão.
 
Consumo de café e chásApesar de algumas pessoas consumirem o sagrado cafezinho após as refeições e desfrutarem de uma ótima noite de sono, outras não se dão bem com a combinação cafeína-descanso. A substância pode atrapalhar o sono, o que leva à sensação de cansaço e tristeza no dia seguinte. Para essas pessoas, a recomendação é desfrutar da última xícara de café até às 16h. Chás com concentrações de cafeína também entram na lista de restrições.

RemédiosSubstâncias encontradas em remédios para controle da pressão arterial e também para tratamento de problemas de pele, como acne e psoríase, foram associados à depressão. Os responsáveis seriam os beta-bloqueadores presentes nas fórmulas.

CigarroSegundo estudo realizado pela Universidade de Malbourne, na Austrália, fumar pode elevar os riscos de desenvolver depressão em até 93%. A sensação de relaxamento oferecida pela nicotina, uma das substâncias do cigarro, é apenas temporária, devido ao estímulo da dopamina. O que acontece é que na ausência do cigarro, o cérebro ¿desliga¿ o mecanismo de produção da substância, o que a longo prazo leva à depressão.

HipertereoidismoO funcionamento anormal da glândula tireoide é uma causa normalmente associada a alterações de humor e à depressão. Segundo estudos, a produção de muitos hormônios leva à irritação e afeta principalmente pessoas mais velhas.

Excesso de tecnologiaEstar constantemente conectado à internet, falando ao telefone ou fazer uso de outros aparelhos tecnológicos aumenta as chances de depressão. Segundo levantamento feito na China com mil adolescentes, os que navegavam excessivamente tinham duas vezes e meia mais chances de ficar depressivo. A explicação para a propensão vinha do fato de os pesquisados se tornarem menos confiantes em situações da vida real e mais confiantes em relacionamentos e ações no mundo virtual.

Dieta vegetarianaPessoas que não consomem produtos de origem animal podem sofrer com a falta de ácidos graxos essenciais à saúde, o que pode levar à depressão. Seguidores da dieta vegetariana precisam estar atentos ao consumo de itens como nozes e sementes que forneçam quantidades de ácidos. A conclusão é baseada em estudos que associam tais substâncias, como óleo de peixe, à diminuição em taxas de depressão, inclusive entre mulheres na fase pós-parto.

ProcrastinarAdiar as tarefas ou deixar tudo para a última hora pode causar atrasos, confusões e estresse. O hábito pode ser uma causa de quadros de depressão, uma vez que tudo parece estar fora de controle. A falta de organização também pode tomar o lugar de prazeres como desfrutar de tempo livre, sensação de dever cumprido, tempo de qualidade com a família, entre outros.

Dieta do Dr. AtkinsO regime que propõe o consumo de carnes e gorduras e o corte dos carboidratos, também conhecido como dieta do Dr. Atkins, pode fazer bem para a perda de peso em algumas pessoas, mas é um causador de depressão. A falta de carboidratos leva à queda dos níveis de serotonina, trazendo sentimentos de raiva e tristeza. Os carboidratos se convertem em açúcares no sangue e são fundamentais para a saúde do organismo e também mental.

Cirurgia plásticaA mudança em alguma parte do corpo de que não gostamos por meio de operações plásticas é positiva. Mas estudos verificaram que mulheres que passaram pelo procedimento têm mais chances de se tornarem depressivas um ou dois anos após a operação. Um levantamento publicado pelo Current Psychiatry Reports aponta ainda que elas têm três chances mais de cometer suicídio do que as que não fizeram mudanças no corpo.

Fonte: Terra

domingo, 19 de junho de 2011

Comer peixe reduz risco de doença cardíaca

Há muito tempo conhecido como amigo do coração, o peixe assado ou cozido também pode proteger as mulheres do desenvolvimento de insuficiência cardíaca.

A descoberta é de um novo estudo, que acompanhou mais de 84.000 mulheres na pós-menopausa por um período médio de 10 anos. Os pesquisadores constataram que aquelas que incluíam maior quantidade de peixe assado ou cozido na dieta – a partir de cinco porções semanais – apresentaram risco 30% inferior de insuficiência cardíaca, em comparação àquelas que consumiam menos de uma porção ao mês.

“Uma ligação direta entre o peixe e a insuficiência cardíaca não é necessariamente intuitiva, pois já é esperado que este alimento nos proteja de infartos”, disse Daniel Lloyds-Jones, cardiologista e diretor do departamento de medicina preventiva da Northwestern University Feinberg School of Medicine, de Chicago, e autor do estudo.

Ele explica: “Mas, não é este o mecanismo que ocorre nesta situação, o que eu acho bastante interessante. Interessante também é o fato de que a forma de preparar o peixe é tão importante quanto o tipo de peixe consumido”. O estudo foi publicado no dia 24 de maio no periódico Circulation: Heart Failure.

O estudo revelou que peixes preparados fritos – que já foram relacionado a riscos mais altos de AVC – estão ligados a um risco maior de insuficiência cardíaca. Mesmo o consumo de uma única porção semanal do alimento foi associado a um aumento de 48% nos riscos.

Além disso, os peixes de carne escura – como salmão, cavala e enchova – foram associados a um risco menor em comparação ao atum e aos peixes de carne branca, como linguado, vermelho e bacalhau.

Pesquisas anteriores já haviam sugerido que os ácidos graxos Omega-3 presentes nos peixes reduzem os riscos de doenças cardiovasculares, diminuindo inflamações, melhorando a pressão sanguínea e cardíaca e também o funcionamento dos vasos.

Para Lloyd-Jones, seu estudo não mostrou uma ligação específica entre o ômega-3 e a insuficiência cardíaca, em comparação a outras doenças do coração. Ele ressalta, porém, que a ciência ainda está tentando desvendar os aspectos nutricionais do peixe. A insuficiência cardíaca é caracterizada pela inabilidade do coração de bombear sangue suficiente para o resto do corpo.

“Talvez não saibamos quais são os outros componentes... Mas, é por isso que é melhor consumir peixes do que tomar suplementos. É realmente necessário ingerir o alimento. Está claro que esta é uma parte importante de um padrão alimentar saudável”, disse ele.

O estudo de Lloyd-Jones foi baseado em dados de 84.493 mulheres, entre os 50 e os 79 anos de idade, participantes da pesquisa americana Women’s Health Initiative. A grande maioria delas era de raça branca (85%), sendo que 7% eram negras e 3% de origem hispânica.

Para Lona Sandon, professora de nutrição clínica da University of Texas Southwestern, de Dallas, a principal limitação do estudo foi sua natureza empírica, além dos hábitos alimentares das participantes terem sido relatados por elas próprias.

“O que não sabemos é se essas mulheres vêm consumindo cinco porções de peixe assado ou cozido por toda a vida ou se elas adquiriram tal hábito aos 50 anos de idade. Pode ser que elas também tenham um estilo de vida mais ativo e consumam menor quantidade de gorduras saturadas. Então, é provável que existam diversas diferenças no consumo nutricional geral”, pondera Sandon.

De fato, o estudo indicou que as participantes que incluíam maiores quantidades de peixe assado ou cozido na dieta se mostraram mais saudáveis e mais jovens do que suas colegas que ingeriam o alimento frito, além de manterem melhor forma física e serem menos sedentárias. Elas também tinham nível educacional mais alto, menor probabilidade de fumar e apresentavam um número menor de problemas de saúde – como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Sandon diz: “O fato do peixe assado ou cozido ter um efeito essencialmente protetor é certamente promissor. Isso segue a mesma linha de informações reveladas em outros estudos, de que o peixe preparado sem fritar faz bem para a saúde”.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Abacate pode estar nas dietas de emagrecimento

Fonte: Google Imagens
Durante anos essa deliciosa fruta teve fama de vilã. Gostosa sim, mas engorda. Recentes pesquisas, no entanto, estão demonstrando que o abacate reduz em 40 % o ICM (índice de massa corporal) e pode sim, estar presente nas dietas de emagrecimento.

Quem tirou do abacate a fama de vilão foi o ácido oleico, a mesma gordura boa presente no azeite de oliva. O ácido oléico, que se encontra na polpa do abacate, aumenta a sensação de saciedade e baixa o índice glicêmico da refeição, o que resulta em menos gordura no corpo. Se for consumido na hora de dormir, intensifica a ação do GH (hormônio do crescimento), que tem o pico de produção à noite. Em adultos, o GH ajuda a formar músculos e faz o organismo ajudar a gordura estocada como fonte de energia.

Para conseguir esse efeito é preciso consumir 2 colheres de sopa (no máximo três) da fruta pura, sem açúcar ou adoçante, antes de ir para a cama.

Rico em vitaminas A e E e beta-sitosterol, ele também é bom para a pele, pois ajuda a combater acne, ruga e celulite. As substâncias anti-inflamatórias presentes na fruta ainda reduzem o risco de desgaste na cartilagem (tecido que protege as articulações), segundo uma pesquisa publicada na revista científica Osteoarthritis and Cartilage.

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