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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Acordo deve reduzir sódio de requeijão, hambúrguer e embutidos

Fabricantes se comprometeram a diminuir índice de sódio em quatro anos. Biscoito, macarrão instantâneo e maionese já estavam em acordos anteriores.


Redução de sódio nos alimentos
Acordo de 2013
ProdutoMeta 2014Meta 2016
Requeijão cremoso587 mg de sódio / 100 g do produto541mg em 2016 / 100 g de produto
Queijo muçarela559 mg de sódio / 100 g de produto512 mg de sódio / 100 g de produto
Sopa instantânea334 mg / 100 g do produto330 mg / 100 g do produto
Sopas prontas para consumo e para cozimento327mg / 100 g do produto314 mg / 100 g do produto
ProdutoMeta 2015Meta 2017
Empanados690mg em 2015/ 100 g do produto650mg em 2017/ 100 g do produto
Hambúrguer780mg/ 100 g do produto740mg/ 100 g do produto
Linguiça cozida mantida a temperatura ambiente1560 mg/ 100 g do produto1500 mg/ 100 g do produto
Linguiça frescal1080 mg/ 100 g do produto970 mg/ 100 g do produto
Linguiça cozida mantida sob refrigeração1310 mg / 100 g do produto1210 mg / 100 g do produto
Mortadela mantida sob refrigeração1270 mg em 2015 / 100 g do produto1180 mg/ 100 g do produto
Mortadela mantida a temperatura ambiente1380 mg / 100 g do produto1350 mg / 100 g do produto
Presuntaria1180mg / 100 g do produto1160 mg / 100 g do produto
Salsichas1140mg / 100 g do produto1120mg / 100 g do produto
Acordo de 2012
ProdutoMeta 2013Meta 2015
Caldo líquido ou em gel928 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo865 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo
Caldo em pó ou em cubo1.100 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo1.025 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para  consumo
Tempero em pasta37.901 mg de sódio / 100 g do produto33.134 mg de sódio / 100 g do produto
Tempero para arroz32.927 mg de sódio / 100 g do produto32.076 mg de sódio / 100 g do produto
Demais temperos23.775 mg de sódio / 100 g do produto21.775 mg de sódio / 100 g do produto
Margarina vegetal1.089 mg de sódio / 100 g do produto715 mg de sódio / 100 g do produto
Cereais matinais579 mg de sódio / 100 g do produto418 mg de sódio / 100 g do produto
Acordo de dezembro de 2011
ProdutoTeor em 2011Meta 2014 / 2016
Pão francês648 mg de sódio / 100 g do produto586 mg de sódio / 100 g do produto(2014)
Batatas fritas e palha720 mg de sódio / 100 g do produto529 mg de sódio / 100 g do produto(2016)
Salgadinhos de milho1.288 mg de sódio / 100 g do produto747 mg de sódio / 100 g do produto(2016)
Bolos prontos463 mg de sódio / 100 g do produtoEntre 204 e 332 mg de sódio / 100 g do produto(2014)
Misturas para bolos568 mg de sódio / 100 g do produtoEntre 250 e 334 mg de sódio / 100 g do produto(2016)
Biscoito salgado1.220 mg de sódio / 100 g do produto699 mg de sódio / 100 g do produto(2014)
Biscoito doce490 mg de sódio / 100 g do produto359 mg de sódio / 100 g do produto(2014)
Biscoito doce recheado600 mg de sódio / 100 g do produto265 mg de sódio / 100 g do produto(2014)
Maionese1.567 mg de sódio / 100 g do produto1.052 mg de sódio / 100 g do produto (2014)
Acordo de abril de 2011
ProdutoMeta 2012Meta 2014
Macarrão instantâneo1.920,7 mg de sódio / 100 g do produto


         ----
Pão de forma645 mg de sódio / 100 g do produto522 mg de sódio / 100 g do produto
Bisnaguinha531 mg de sódio / 100 g do produto430 mg de sódio / 100 g do produto
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Edmundo Klotz, assinaram nesta terça-feira (5) um acordo para reduzir a quantidade de sódio em mais um grupo de alimentos industrializados no país. O sódio é o principal componente do sal de cozinha.
Com o acordo, o quarto para a área, a meta do governo em relação ao sódio é de, por exemplo, passar de 587miligramas (mg) de sódio por 100g de requeijão cremoso em 2014 para 541mg por 100g em 2016. Para fins estatísticos do governo, ela foi estabelecida em 2012 e representará uma redução de 63,2% do nutriente no acumulado de quatro anos, de 2013 a 2016.
O termo assinado pelo governo e pelos fabricantes prevê redução de sódio em requeijão cremoso, sopa instantânea, sopa pronta para consumo e para cozimento, queijo muçarela, empanados, hambúrguer, presunto embutido, linguiça frescal, linguiça cozida a temperatura ambiente e mantida sob refrigeração, salsicha e mortadela mantida sob temperatura ambiente e sob refrigeração.
Esse é o quarto acordo firmado entre o Executivo federal e os fabricantes de alimentos desde 2011 com o mesmo objetivo. Nos tratados anteriores, alimentos como pão de forma, macarrão instantâneo, batata frita, maionese, biscoito recheado, margarina, cereais matinais e temperos para massa e arroz também tiveram a quantidade de sódio reduzida.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário de sódio deve ser de menos de dois gramas por dia, equivalente a uma colher de chá ou cinco gramas de sal. O sal, em quantidades maiores do que a recomendada, aumenta a pressão arterial, podendo alterar o ritmo cardíaco. Com o desequilíbrio, a pessoa corre mais riscos de sofrer enfarte e problemas circulatórios.
De acordo com o ministério, a ingestão em excesso de sódio pode contribuir para o aparecimento e agravamento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como a hipertensão arterial. A meta do governo federal é diminuir a média de consumo de sal no país e reduzir a taxa de mortalidade prematura (que se refere às pessoas com menos de 70 anos), por DCNTs em 2% ao ano.
O governo estima que, desde 2011, cerca de 11,3 mil toneladas de sódio deixaram de ser adicionadas aos alimentos que foram incluídos nos acordos firmados com a indústria alimentícia. Até 2020, o Executivo espera evitar a adição de 28,5 mil toneladas de sódio.
Klotz disse que atingir essas metas é possível devido à mudança gradual, que dá tempo de a indústria alimentícia pesquisar substâncias em substituição ao sódio sem perder o sabor de produtos. "Estamos não só dispostos, mas também já praticando. [...] Essa graduação permite que esses investimentos sejam feitos sem grande esforço. Se fosse feito de uma vez, seria incompatível. [...] Tem alguns problemas a serem enfrentados. O sal é um conservante, então tem que arranjar alguma outra coisa que se conserve, que faça esse papel", ponderou.
O sódio, especialmente em alimentos industrializados, está presente em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).
A fim de equilibrar o sódio ingerido, os especialitas recomendam o consumo de frutas e verduras, que são ricas em potássio.


Hipertensão
Durante a assinatura do acordo, o Ministério da Saúde também divulgou os resultados de uma pesquisa feita em 2012 sobre a hipertensão arterial no Brasil. Segundo o estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), feito pela pasta, 24,3% dos brasileiros são hipertensos.

Essa porcentagem representa um aumento em relação aos dados de 2011, quando a proporção de hipertensos no Brasil tinha sido de 22,7%, de acordo com a pesquisa Vigitel divulgada no ano passado.
A pesquisa divulgada nesta terça-feira mostrou que a hipertensão tem mais impacto mulheres, pessoas de menor escolaridade e com mais de 65 anos. Destas últimas, 59,2% sofrem com a doença no país.
A diretora do Departamento de Análise de Situação de Saúde, Deborah Malta, afirmou que o consumo médio de sal pelo brasileiro é de 12 gramas diárias, mais do que o dobro sugerido pela OMS. Isso seria causado pelo hábito de colocar sal em alimentos processados e de comer frequentemente fora de casa.
Deborah ainda afirmou que, se a recomendação de consumo de sódio da OMS fosse totalmente adotada, o Brasil teria 15% a menos de mortes por acidente vascular cerebral (AVC) e menos 10% de óbitos por enfarte. Além disso 1,5 milhão de hipertensos ficariam livres de medicação para combater a doença e ganhariam mais quatro anos na expectativa de vida.
A cidade que tem a população mais hipertensa, conforme o estudo, é o Rio de Janeiro (RJ), com 29,7%. A capital fluminense é seguida no ranking por Recife (PE), 26,9% e Maceió (AL), 26,7%. Já a cidade que menos tem vítimas de hipertensão é Boa Vista (RR), que registrou 16,6%.


Fonte: Bem Estar






segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cinco alimentos saudáveis para incluir na alimentação das crianças


Como deve ser o cardápio de uma criança a partir de 2 anos de idade? Alguns ingredientes são indispensáveis ao desenvolvimento dos pequenos. Veja aqui cinco alimentos saudáveis que não podem faltar no cardápio da meninada.
1. Leite.  A criança precisa tomar no mínimo três porções de leite ou derivados todos os dias. A partir dessa fase, o leite já pode ser servido em um copinho. Fonte de proteínas e de cálcio, ele é indispensável ao crescimento e à manutenção de dentes e ossos. E mais: “As gorduras do leite são indispensáveis para a assimilação de algumas vitaminas”, explica o nutrólogo Fábio Ancona, professor da Universidade Federal de São Paulo, em entrevista à revista CLAUDIA BEBÊ.
2. Frutas e sucos cítricos. Sirva até quatro porções ao dia. Pode ser em forma de purê, picadinhas, em salada de frutas e até em um sorvete caseiro. No início, ofereça as frutas descascadas, mas, aos poucos, comece a servi-las com casca, para que todas as vitaminas sejam aproveitadas. Lave sempre as frutas em água corrente, inclusive antes de descascar. Todas elas contêm vitaminas variadas e fibras, mas cada uma possui propriedades específicas. Por isso, é preciso diversificar ao máximo. Sirva também sucos, especialmente os cítricos, que contêm vitamina C, como laranja, limão, acerola, maracujá, caju e goiaba. Um copo como sobremesa no almoço e no jantar é uma boa medida.
3. Cereais. São necessárias cinco porções de cereais ao dia. Ou seja, eles devem estar presentes em todas as refeições. No café da manhã e nos lanchinhos, opte por mingau de aveia com leite, biscoito ou pão. Para almoço e jantar, ofereça arroz, macarrão ou pratos à base de farinha, como uma torta. Nessas refeições, os cereais também podem ser substituídos por raízes, como mandioca, batata, batata-doce e cará, picadinhos ou ligeiramente amassados com o garfo.
4. Feijão.  O ideal é uma concha média, cozido até ficar bem macio, uma ou duas vezes por dia. Ele é fonte de proteínas, calorias e minerais, como o ferro e, combinado com o arroz, fornece também aminoácidos formadores de proteínas que servem de matéria-prima para músculos, ossos, pele e cabelos. Alterne feijão-rosado, preto e branco. Deixe-os de molho antes de cozinhar, para que eles liberem os fitatos – substâncias causadoras de gases.
5. Hortaliças cruas. Basta meio pires no almoço e no jantar. Os cuidados de higienização são os mesmos das demais verduras. Para servir, pique miudinho ou rale. Elas são fontes importantes de vitaminas variadas e de fibras. Bons exemplos são alface, beterraba e tomate. Selecione vegetais sem folhas queimadas, com cascas íntegras e que não estejam excessivamente maduras.
(Com reportagem de Carolina Prado para a revista CLAUDIA BEBÊ)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Alimentação correta durante o Carnaval

"Carnaval é tempo de festa, alegria e samba no pé. No entanto, o exageros de bebidas alcoólicas e comidas nem sempre saudáveis, que ocorrem durante esses dias, pode ser prejudicial."


A falta de líquidos, bem como as noites mal-dormidas e o excesso de exposição ao sol, também podem trazer alguns malefícios a sua saúde. Para não esgotar o corpo e acabar adoecendo, a nutróloga Sylvana Braga e a nutricionista Rita de Cássia Leite Novais dão as dicas de como se alimentar corretamente e aproveitar os dias de folia sem maiores surpresas.
Segundo Rita de Cássia, como os foliões perdem bastante líquido e gastam energia por causa da alta temperatura, deve-se manter o corpo sempre hidratado com água, sucos ou água de coco, evitando os refrigerantes. "Para quem gosta de beber cerveja, é importante intercalar com a água mineral", explica a nutricionista que chama atenção para os excessos cometidos durante as festas e lembra, "oito latinhas significam 980 calorias".
Já Sylvana Braga é categórica e afirma que para matar a sede, nada melhor que água. "Beba o tempo todo, em torno de 2 a 3 litros no mínimo. Caso se exercite muito (desfiles de escolas, esportes radicais, surfe), pode ser mais (4 litros). O ideal são as águas minerais que têm sódio, potássio e magnésio. Para a reposição de eletrólitos, as bebidas isotônicas também são bem-vindas e repõem os minerais perdidos", afirma a nutróloga que alerta para os principais sinais de desidratação. 

"Os sintomas que podem ser percebidos são: câimbras, moleza no corpo, tonturas, vômitos, pouca urina, enjoos, vista turva, luzes piscando, boca e pele secas. Desmaios, com a queda de temperatura e pressão também indicam a desidratação. Nestes casos, recomenda-se tomar um suco de fruta como laranja, limonada ou água de coco, que possuem absorção rápida e eficaz", ensina.
Para quem vai viajar, na hora de escolher o restaurante, opte por locais que ofereçam uma alimentação leve e balanceada. A nutricionista sugere que no almoço e no jantar é sempre bom dar preferência aos grelhados, verduras e legumes. Os vegetais também são ricos em fibras, importante para a reposição de minerais que são eliminados pelo suor. "A reposição de minerais é necessária, pois hidrata e mantém o pique na hora da folia".
Mas, se o seu destino é a praia, evite comer alimentos expostos ao sol ou as altas temperaturas. "Para se refrescar nestes dias quentes, sorvete é sempre uma boa alternativa, principalmente os de frutas, pois são mais hidratantes e menos calóricos. Mate, limonadas, água de coco e chás são úteis na reposição de líquidos", explica Sylvana.
Agora, se você está pensando em acompanhar os blocos de carnaval ou já está com o seu abadá comprado, a nutricionista recomenda que antes ou durante o percurso você ingira pelo menos um lanche leve ou uma fruta. "As barras de cereais também são uma boa opção, pois são práticas, gostosas e possuem em sua composição carboidratos e fibras", afirma.
Rita de Cássia ainda ressalta que nem sempre os lanches naturais são uma boa opção, pois se for mantido fora de refrigeração, a maionese e os frios estragarão. "Outro cuidado é com os petiscos preparados em ‘barraquinhas’ sem acondicionamento térmico visto que pode levar a uma intoxicação alimentar" completa a nutricionista.

Se você é aquele folião que brinca em vários blocos, desfila em escola de samba e ainda tem fôlego para acompanhar o trio elétrico na quarta-feira de cinzas, com certeza vai precisar de muita energia. Para isso é importante consumir alimentos ricos em carboidratos, como por exemplo: pães e torradas integrais, macarrão integral e barras de cereais. Atenção para a quantidade que vai consumir que deve estar ajustada às suas necessidades. 

É fundamental evitar alimentos muito gordurosos, tais como salgadinhos fritos que prejudicam a digestão e podem provocar sono (cuidado com a condição de higiene dos alimentos comercializados, pois aumenta a chance de causarem uma infecção intestinal). Uma refeição equilibrada com carboidratos, proteínas (presentes nos alimentos animais e derivados do leite), gorduras saudáveis (contidas nas sementes oleaginosas, no azeite de oliva extra-virgem) e vitaminas (presentes principalmente nas frutas, legumes e verduras).

A hidratação adequada é outro item indispensável antes, durante e após a folia do carnaval. Deve-se ingerir pelo menos 2 litros de água por dia. Se você consumir bebida alcoólica como por exemplo cerveja (bebida diurética), atenção especial para repor o líquido perdido, pois você elimina também vitaminas e sais minerais. Essa perda excessiva pode ser a causa daquela famosa ressaca, conseqüência da perda de nutrientes. Uma dica bem legal se você for beber é intercalar a bebida alcoólica com água potável e refeições bem leves.

Para ajudar a recuperar suas energias e também na hidratação é recomendado fazer pelo menos 6 refeições por dia. Entre o desjejum (café-da-manhã), almoço e jantar, faça lanches bem saudáveis dando preferência aos sucos, frutas e água de côco. Os menos calóricos são de melancia, maracujá e limão.

No café-da-manhã procure consumir pequenas porções de cereais integrais, pães integrais ou com fibras, leite desnatado (opções: iogurte, requeijão e queijo minas light). No almoço e jantar procure consumir peixe ou frango (sem pele) grelhado, verduras e legumes também em pequenas porções. Não se esqueça de incluir uma fruta como sobremesa, como por exemplo uma taça de salada de frutas da época.

Antes de sair para a folia faça uma pequena refeição saudável e evite os alimentos muitos gordurosos (retardam o esvaziamento gástrico e dificultam a digestão), biscoitos recheados, chocolates, queijos amarelos, pastas à base de maionese, refrigerantes e bebidas alcoólicas (pois aumentam as chances de todo tipo de acidentes).

Viu como é fácil? Procure seguir as DICAS e curta com muita animação neste carnaval!

Fontes: nossadica.com e maisequilibrio.terra

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cientistas chineses encontram bactéria ligada à obesidade

Um grupo de pesquisadores de Xangai, na China, identificou uma bactéria cuja presença nos intestinos pode ser uma das causadoras da obesidade.

Os cientistas da universidade Jiao Tong descobriram que os ratos que normalmente resistem à obesidade, inclusive quando comem alimentos com muitas calorias, terminaram engordando depois que receberam injeções com uma bactéria humana chamada de enterobactéria.

Esta bactéria foi encontrada em grandes quantidades nos intestinos de uma pessoa com obesidade mórbida que participou voluntariamente do estudo e, por isso, os cientistas a relacionam com a doença.

Os ratos do experimento receberam injeções desta bactéria por dez semanas e os resultados demonstraram que "poderia contribuir para o desenvolvimento da obesidade nos humanos", segundo um artigo publicado na revista "International Society for Microbial Ecology".

Outra pessoa que participou do estudo perdeu 30 quilos em nove semanas graças a uma dieta a base de cereais, alimentos medicinais chineses tradicionais e alimentos prebióticos que reduziram a um nível indetectável a presença da bactéria em seus intestinos, indica o artigo.

Um dos autores do estudo, Zhao Liping, já havia perdido 20 quilos em dois anos com uma dieta a base de alimentos probióticos fermentados, como o melão amargo, em outro experimento cujos resultados foram publicados neste ano pela revista "Science".

O trabalho de Zhao Liping é inspirado na medicina tradicional chinesa, que considera que os intestinos são a "base da saúde humana", indicou a "Science".

O próximo objetivo dos pesquisadores de Xangai agora é identificar mais bactérias que influenciam na obesidade.

Os casos de obesidade no mundo mais que duplicaram desde 1980, segundo a Organização Mundial da Saúde, e em 2008 havia mais de 500 milhões de adultos que sofriam com esta doença em todo o planeta.

Fonte: G1

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Tome cuidado com a alimentação do seu bebê


Entenda porque não devemos dar certos alimentos para as crianças antes dos 2 anos de idade.

Introduzir a alimentação complementar após os 6 meses de idade costuma gerar uma série de dúvidas às mães. O que dar? De que forma? Quando? Foi para ajudá-las na importante tarefa de garantir alimentos saudáveis para seus bebês, que o Ministério da Saúde lançou a cartilha: Dez passos para uma alimentação saudável - Guia alimentar para crianças menores de dois anos.

A partir dela, é possível entender de que forma devemos começar a dar outros alimentos ao bebê, além do leite materno. E, lá no Passo 8, o Ministério da Saúde esclarece que precisamos evitar oferecer alguns produtos, pelo menos, até os 2 anos de idade.  Entre eles, estão descritos o açúcar, os refrigerantes e os salgadinhos.  Mas qual é a mãe que nunca ouviu de alguma avó ou tia da criança: “Deixe ela experimentar só um pouquinho, não vai fazer mal”?

Para mostrar a importância das mães e pais se manterem firmes e não deixarem que seus filhos experimentem esses itens antes da hora, conversamos com Denise Lellis, pediatra com conhecimentos em Nutrologia, e Karine Durães, nutricionista especializada em Nutrição Pediátrica, para mostrar os malefícios que estes alimentos podem trazer.

Devemos estar atentos aos rótulos

Com apenas uma rápida olhada nas embalagens das prateleiras do supermercado, vamos nos deparar com nomes bastante difíceis. São os aditivos químicos. Eles servem para melhorar o sabor, o aroma, a textura e conservar os alimentos. Mas a pediatra Denise afirma que estas substâncias são muito agressivas para uma criança com menos de dois anos e devem ser evitadas. “É mais saudável que, no lugar de um alimento industrializado com corante, você ofereça ao seu filho algo natural, como uma fruta, por exemplo”, reforça a médica.

E depois dos 2 anos de idade?

Os hábitos alimentares são construídos em casa, por isso, é tão importante incentivarmos desde cedo o consumo de alimentos saudáveis. Com o tempo a criança poderá fazer suas próprias escolhas.

A melhor opção é deixar as guloseimas para serem experimentadas na rua, em festas e junto dos amiguinhos. Se elas se tornarem a exceção, ao invés da regra, poderão ser curtidas pela criança sem oferecer riscos à sua saúde.

“Estudos mostram que problemas como colesterol elevado, diabetes tipo 2 e aterosclerose podem começar na infância”, afirma a pediatra Denise Lellis. De fato, crianças com hábitos alimentares não saudáveis estão manifestando as doenças crônicas dos adultos. É o que prova o documentário Muito Além do Peso, lançado em novembro. Nele, a diretora Estela Renner mostra os problemas da alimentação inadequada das crianças brasileiras. A grande quantidade de consumo de açúcar, sal e gorduras faz com que, atualmente, 30% das crianças estejam acima do peso. E não é apenas a criança obesa que corre estes riscos. Por causa dos alimentos inadequados, muitas crianças já apresentam alterações como o excesso de colesterol, mesmo sem estarem acima do peso.                                                               

Opções de lanches saudáveis

- Frutas, sucos e papinhas naturais
- Espiga de milho cozida
- Batata doce assada
- Iogurte natural batido com fruta
- Água de coco
- Pão com queijo
Fonte: Bebe Abril

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Nutrição e os cuidados com a pele para o verão

É verão: muito sol, calor e aridez. Então dentre todos os cuidados que devemos ter, não podemos esquecer dos concernentes aos de nossa pele. 

E, pensando nisso, trago algumas dicas nutricionais triviais para auxiliar na proteção contra a nocividade que esta estação do ano pode provocar em nosso corpo em especial, à nossa pele.

Vão aí:

1. Hidratação: beber água suficiente, ajuda a repor os líquidos que perdemos em maior quantidade nessa época por conta da sudorese aumentada; a boa ingestão de líquidos também diminui o desgaste e ressecamento da pele que também são intensificados nesse período.

2. Alimentação: aumentar a ingestão de frutas e verduras: esses alimentos, além de conterem uma grande quantidade de água, são ricos em componentes antioxidantes, reduzindo o ritmo de envelhecimento e melhorando também a função metabólica do organismo.

A) alimentos verdes escuros, alaranjados, vermelhos e a batata doce oferecem uma quantidade maior de pigmentos protetores dentre os quais o BETACAROTENO.

- Não seria esse o motivo de termos os alimentos tropicais aumentados nessa estação? Ex.: manga.

B) Aumente a ingestão de alimentos fontes de gorduras boas como óleos de linhaça, azeite, milho e girassol. Isso faz melhorar a qualidade da pele.

3. Observação:

- ficar de olho na função evacuatória do intestino: evacuações difíceis e raras podem ser sinal de baixa hidratação e de metabolismo ruim – MAIOR FRAGILIDADE DA PELE.

- de olho também na diurese. Se a urina estiver mais amarelada, é sinal de pouca ingestão de água. A urina deve ser bem clara quando a ingestão de líquidos é boa.

4. EVITAR:

- GRANDES EXPOSIÇÕES AO SOL
- FRITURAS
- EMBUTIDOS
- ENLATADOS

Tendo esses cuidados você poderá usufruir melhor de suas férias e da estação da luz tão evidente e cobiçada em nossa cidade.

Abração e até a próxima!!

Fonte: Karla Jeane Dantas - Nutricionista

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Não descuide da alimentação nas festas de fim de ano

Lembre-se "Se beber, não dirija!"
Está aberta a temporada de confraternizações e festas de fim de ano e, com ela, o aumento no consumo de comidas gordurosas e bebidas alcoólicas. 

É bom não descuidar da alimentação mesmo diante das tentações, para manter a forma e a saúde. O alerta é da média e diretora-executiva do programa Meu Prato Saudável, Elizabete Almeida.

A primeira dica para evitar ganho de peso nesta época do ano é nunca chegar aos eventos de estômago vazio. "Quando estamos com fome não conseguimos escolher o que vamos comer, e simplesmente comemos o que tem disponível", diz Elizabete. Fazer um lanche natural, com salada e patê de atum ou peito de peru com queijo magro, sacia a fome e ameniza as tentações.

Frituras devem ser evitadas, uma vez que são muito calóricas e podem dificultar a circulação, aumentando os níveis de colesterol. Boas opções de petiscos podem ser palitinhos de vegetais (cenoura, erva-doce, pepino), bruschetas de tomate com manjericão, tremoço ou tomates cereja.

Pegar leve com a bebida é outra dica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o consumo de duas latas de cerveja ou duas taças de vinho para os homens e uma lata de cerveja ou uma taça de vinho para as mulheres. A sugestão da médica para diminuir o consumo e melhorar a hidratação é usar copos pequenos e sempre alternar um copo da bebida com um copo grande de água.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Conheça os benefícios nutricionais da batata-doce.


O amido e a fécula são as principais fontes de carboidratos na alimentação humana, em todo o mundo. Apesar dos dois termos serem comumente confundidos e a palavra amido ser utilizada para designar todos os carboidratos complexos de uma forma geral, há uma diferença sutil: o amido é extraído das partes aéreas comestíveis dos vegetais, enquanto a fécula advém das partes subterrâneas. Deste modo, temos “amido de milho” e “fécula de batata”.

Há diferentes espécies e cultivares de batata, todas densamente energéticas devido ao grande teor de fécula; a batata-inglesa é o exemplo mais popular de um tubérculo, que é a parte subterrânea arredondada do caule que funciona como reserva de energia para a planta; a batata-doce, por sua vez, é uma raiz tuberosa, muito mais desenvolvida do que os tubérculos e capaz de armazenar muito mais nutrientes, como vitaminas C e E, vitaminas do complexo B, cálcio, magnésio, ferro, fósforo, potássio e betacaroteno.

Além de mais nutritiva, a batata-doce é um vegetal rústico e de cultivo fácil e barato. Ela é cultivada desde as regiões mais secas às regiões tropicais, subtropicais ou temperadas, bem como protege melhor o solo de erosões em relação às culturas de milho, feijão e soja. Consumida nas Américas Central e do Sul há pelo menos dez mil anos, como atestam registros maias e resíduos ressecados, encontrados em cavernas peruanas, posteriormente foi introduzida na Europa por Cristóvão Colombo, sendo hoje produzida principalmente na Ásia.

Existem quatro tipos de batata-doce no Brasil, classificados segundo a cor da polpa: 1) a batata-branca (também denominada angola ou terra-nova) não é muito doce e apresenta polpa bem seca; 2) a batata-amarela também apresenta polpa seca, embora mais adocicada; 3) a batata-roxa apresenta casca e polpa dessa cor, sendo a mais apreciada pelo sabor e pelo aroma; 4) a batata-doce-avermelhada (conhecida pelos nordestinos como coração-magoado) tem casca parda e polpa amarela, com veios avermelhados ou mesmo roxos.

Enquanto a coloração amarelada deve-se à presença de betacaroteno, que possui ação antioxidante e previne certos tipos de câncer, a coloração arroxeada é formada pela deposição de antocianinas, pigmentos naturais com ação igualmente antioxidante, encontrados, por exemplo, também nas frutas vermelhas e na casca da jabuticaba.

A batata-inglesa, bastante difundida, é menos calórica, mas é rica em carboidratos de alto índice glicêmico, os quais fazem com que o pâncreas produza muita insulina, hormônio que conduz açúcar para dentro das células e, em excesso, incentiva o organismo a armazenar gordura, sobretudo na região abdominal.

A batata-doce, por outro lado, é rica em carboidratos complexos de baixo índice glicêmico que, digeridos e absorvidos lentamente, estimulam pouco a liberação de insulina, reduzindo o risco de diabetes, obesidade e, ainda, controlando o apetite. Um desses carboidratos é o amido resistente, que nem sequer sofre digestão e comporta-se como uma fibra insolúvel, atraindo moléculas de açúcar e gordura e retardando a sua absorção, evitando assim o aumento de LDL-colesterol, a fração nociva do colesterol, e de triglicerídeos.

O uso da batata-doce em preparações típicas das festas juninas e em combinação com mel, canela, coco e noz-moscada é bem conhecido. Porém, ela pode entrar em qualquer prato salgado em substituição à batata-inglesa, como purê, salada, sopa e bacalhoada. Embora a quantidade de calorias seja maior, a de nutrientes e compostos bioativos também é, exercendo, ao lado dos carboidratos de baixo índice glicêmico, ação antioxidante, desintoxicante, alcalinizante, anti-inflamatória e de combate ao ganho de peso, ao envelhecimento precoce e ao risco de desenvolvimento de doenças crônicas.

*Texto elaborado pelo depto. científico da VP Consultoria Nutricional

Referências Científicas:

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