sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dicas de alimentação para maratonistas

Carolina Ritter
Consuma, no mínimo, dois litros de água ao longo dia
A nutricionista Denise Entrudo, que é especialista em nutrição esportiva e membro da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva, dá algumas dicas de como acertar na alimentação antes e durante a maratona:

1 - Não experimente nenhuma alimentação nova nos dias que antecedem a maratona. Isso poderá trazer problemas gastrointestinais, como diarreia ou mal-estar;

2 - Consuma, no mínimo, dois litros de água ao longo dia, mesmo que não tenha sede;

3 - Bebidas como chimarrão, chás e café desidratam e não substituem o consumo de água;

4 - Se estiver fazendo alguma suplementação, não modifique as quantidades perto das provas. Porém, se houver necessidade, consulte seu nutricionista esportivo o quanto antes para realizar a modificação a tempo;

5 - Estude o percurso da maratona e os postos de hidratação;

6 - Durante a prova, faça a hidratação e a alimentação corretamente, lembrando que o consumo de carboidrato deve acontecer a cada 40 minutos de corrida;

7 - Dê preferência ao consumo de géis de carboidrato que contenham na sua formulação um mix com pequenas quantidades de proteínas;

8 - O jantar e o café da manhã anteriores à prova não devem ser modificados. Consuma apenas os alimentos habituais;

9 - A dieta que antecede a maratona não deve ser modificada em relação aos alimentos, mas sim nas quantidades, aumentando o consumo de carboidratos como pães, massas, batatas, arroz, bolos e biscoitos;

10 - Nessas ocasiões, deve-se consumir carboidratos complexos (de baixo índice glicêmico), que ajudam a melhorar o armazenamento de glicogênio muscular e hepático. Quanto maior as quantidades de glicogênio, melhor será o desempenho na prova.

Fonte:  Parana Online

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Alimentos e dicas práticas para não cair nas ciladas do cansaço e da fome durante a maratona de compras de fim de ano

Em dezembro, quem decide – ou precisa – fazer compras nos dias e horários de pico em shopping centers e zonas de comércio pode estar se metendo numa cilada de cansaço e estresse que pode se refletir na saúde.

A nutricionista Erika Almeida lembra que as pessoas vão às compras sem se dar conta de que talvez tenham de passar horas a fio nessa atividade. Na ansiedade para encontrar o presente planejado ou de terminar tudo o mais rápido possível, não param para descansar, se esquecem de beber água, de ir ao banheiro e de comer nos intervalos entre uma grande refeição e outra. Quando percebem, já estão com sede, exaustos e famintos.

“Nessa situação mais crítica fica quase impossível resistir aos alimentos ricos em gordura, açúcar e sódio ofertados nas praças de alimentação e lanchonetes de rua” alerta Erika.

“Quanto maiores o cansaço e a fome, menor é o poder de decisão para escolher aquilo que é mais saudável para o organismo.”

O resultado desses pequenos deslizes pode ser um duro golpe na dieta e na saúde. Para muitos, o jejum prolongado se transforma em mau humor. Para outros, no entanto, passar muito tempo sem comer gera fraqueza, náuseas e até desmaios – a famosa hipoglicemia.

"Para evitar problemas, a regra básica segue valendo: não saia de casa com fome. Seja organizado e se planeje para parar e lanchar assim como se planeja com as compras. E não esqueça de levar uma garrafinha de água sempre com você”, orienta Erika.

Maçã: fácil de carregar na bolsa,
é um lanche saudável que ajuda a saciar a fome
Veja a seguir sugestões de lanches práticos e saudáveis para comer durante as compras:

- 1 unidade de fruta fresca para comer com casca (maçã, pera, ameixa, uva sem caroço)

- 1 punhado de frutas secas e/ou oleaginosas (damasco, passas, tâmara, castanhas, nozes, amêndoa, amendoim, ameixa-seca)

- 1 saco pequeno (100g) de soja ou de torrada

- 1 punhado de semente de girassol ou de abóbora assada

- 1 barra de cereal sem chocolate

- 6 unidades de cenoura baby (ou 1 cenoura média cortada em palitos)

- 6 unidades de biscoito integral

Outras dicas úteis:

- Se for ao shopping com crianças, leve na bolsa algum lanchinho para elas e tente passar longe da praça de alimentação (ou vai ter de entrar na fila do sorvete...)

- Faça pausas periódicas para descansar um pouquinho, beber água e ir ao banheiro

- Caso seja obrigado a comer no shopping ou na rua, opte por bufê e escolha alimentos leves, como salada e carnes magras grelhadas

- Pense adiante: se vai ficar mais de três horas comprando, já escolha o local da refeição antes de ficar com fome. Se possível, reserve uma mesa e esteja lá no horário marcado


Fonte: saude.ig

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Obesidade já mata mais do que desnutrição, aponta pesquisa

"Segundo dados de agência ligada à OMS, óbitos por sobrepeso foram três vezes maiores do que os causados pela falta de comida"

Pesquisa realizada pela Global Health Burden, instituição ligada à Organização Mundial da Saúde, problemas físicos gerados pela obesidade mórbida foram responsáveis por três milhões de mortes em 2010, número três vezes maior do que os óbitos relacionados à desnutrição. De acordo com os dados apresentados, a fome era a principal causa de doenças há 20 anos.

O resultado do levantamento surpreendeu os pesquisadores, entre eles, o professor Alan Lopez, da Universidade de Queensland, na Austrália.

- Foi surpreendente para nós a disseminação da obesidade em países em desenvolvimento. Não é como nos países ricos, mas (o fenômeno) está crescendo - declarou Lopez, acrescentando que, apesar de ser mais presente em países desenvolvidos, o sobrepeso tornou-se um problema também entre as nações em desenvolvimento.

De acordo com a OMS, a obesidade, junto com a pressão alta e a diabetes, responde por dois terços das mortes causadas por doenças não contagiosas no mundo. Nos Estados Unidos, o excesso de peso é considerado uma epidemia que atinge mais de um terço dos adultos e 17% de suas crianças, segundo o Instituto Nacional de Saúde do país.

Atualmente, mais de 500 milhões de adultos e 43 milhões de crianças abaixo de cinco anos são obesos, e as doenças relacionadas a esse problema estão no topo da lista de causas evitáveis de morte. Indivíduos com sobrepeso têm maiores chances de desenvolver hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Não descuide da alimentação nas festas de fim de ano

Lembre-se "Se beber, não dirija!"
Está aberta a temporada de confraternizações e festas de fim de ano e, com ela, o aumento no consumo de comidas gordurosas e bebidas alcoólicas. 

É bom não descuidar da alimentação mesmo diante das tentações, para manter a forma e a saúde. O alerta é da média e diretora-executiva do programa Meu Prato Saudável, Elizabete Almeida.

A primeira dica para evitar ganho de peso nesta época do ano é nunca chegar aos eventos de estômago vazio. "Quando estamos com fome não conseguimos escolher o que vamos comer, e simplesmente comemos o que tem disponível", diz Elizabete. Fazer um lanche natural, com salada e patê de atum ou peito de peru com queijo magro, sacia a fome e ameniza as tentações.

Frituras devem ser evitadas, uma vez que são muito calóricas e podem dificultar a circulação, aumentando os níveis de colesterol. Boas opções de petiscos podem ser palitinhos de vegetais (cenoura, erva-doce, pepino), bruschetas de tomate com manjericão, tremoço ou tomates cereja.

Pegar leve com a bebida é outra dica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o consumo de duas latas de cerveja ou duas taças de vinho para os homens e uma lata de cerveja ou uma taça de vinho para as mulheres. A sugestão da médica para diminuir o consumo e melhorar a hidratação é usar copos pequenos e sempre alternar um copo da bebida com um copo grande de água.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cuidados com alimentação podem ajudar a evitar câncer no sistema gastrointestinal

os riscos de se contrair doença aumentam nos grupos populacionais
onde é exagerado o consumo de carnes
A dieta dos prazeres à mesa pode ser uma ameaça à saúde se a escolha do cardápio não for bem diversificada no dia a dia. O alerta é do cirurgião oncologista Samuel Aguiar Júnior, diretor do Núcleo de Tumores Colorretais do Hospital A.C. Camargo, hospital referência no tratamento de câncer.

De acordo com o médico, embora não se possa fazer uma associação direta de casos de câncer de intestino com o hábito alimentar, existem evidências de que os riscos de se contrair a doença aumentam nos grupos populacionais onde é exagerado o consumo de carnes, principalmente das processadas, enquanto se deixa de lado as fibras vegetais, as frutas e as verduras.

O oncologista esclareceu que os experimentos com animais ainda não puderam esclarecer de maneira convincente qual o real impacto sobre a saúde a que estão sujeitas as pessoas que não abrem mão da carne em suas refeições. ''No entanto, existe evidência científica de que padrões em que há excesso de consumo de carne vermelha e excesso contrário de não consumir frutas e verduras aumentam o risco''.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que os casos de câncer colorretal (tumores encontrados no intestino grosso e no reto) têm, na maioria das vezes, tratamento e cura quando detectados no início. A doença aparece quase sempre em pólipos - lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. A retirada desses pólipos é o procedimento correto para evitar que se transformem em tumores malignos.

A taxa estimada de incidência da doença divulgada pelo Inca em relação a este ano e também para 2013 oscila entre 14,23 e 26,19 novos casos a cada grupo de 100 mil homens e de 15,66 a 28,38 novos casos para as mulheres. As maiores incidências previstas concentram-se em duas localidades: São Paulo, com 26,19 casos a cada grupo de 100 mil homens e de 25,63 referente às mulheres; e no Rio Grande do Sul, onde foi estimado 25,38 em relação às mulheres e 23,04 novos casos para os homens.

Perguntado se a população japonesa, que segue à risca a culinária baseada em vegetais e peixes, estaria em vantagem no quesito saúde, o médico respondeu que, entre os japoneses, há alta incidência de câncer de estômago causada pelo consumo de alimentos armazenados em conservas e muito salgados. O ideal é a combinação de uma dieta balanceada com frutas, verduras, legumes de forma mais natural possível e até carne, aliado a exercícios físicos.

''A gente fala muito hoje de balanço energético. Mas há uma diferença entre o que você ingere e o que você gasta. Então você pode até ter uma dieta calórica, mas se você gastar muito, você, teoricamente, está compensado. Você pode ter uma dieta pouco calórica, mas se for sedentário, então, você não está protegido. São muitos fatores associados. Quando você associa a fumo, aí você tem uma bomba relógio maior. É muito difícil você identificar um fator único e isolado para câncer de intestino."

O médico salienta que alimentos inadequados, sedentarismo, excesso de álcool e tabagismo por um período prolongado contribuem para a pessoa vir a desenvolver a doença. A grande maioria dos casos surge em pessoas acima dos 50 anos. Apesar de mais raros, observa Samuel, há registro também entre os jovens e, sempre que isto ocorre, desconfia-se da possibilidade de ser um problema hereditário. A incidência , contudo, de fatores genéticos, herdados de pai para filho, por exemplo, responde por apenas 10% dos casos.

Até ''o velho e bom chimarrão'', muito apreciado pelos habitantes do Sul do país, principalmente, entre os gaúchos, moradores de algumas regiões do Paraná e pelas populações da Argentina e do Uruguai, aparece como um fator de risco, mas para câncer de esôfago. No entanto, são só evidências que não estão relacionadas à erva e sim ao costume de se tomar a bebida muito quente. ''Essa evidência, porém, não é tão forte assim'', diz o médico.

Fonte: MARLI MOREIRA

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Encare o stress da sua própria maneira

São muitos os artifícios sugeridos por especialistas, livros ou páginas na internet para ajudar pessoas estressadas a encontrarem o bem-estar. “Medite, respire fundo, pratique exercícios, relaxe, seja positivo, evite discussões” fazem parte do arsenal de recomendações para aliviar as tensões. Porém, o problema de seguir essas e outras dicas genéricas é que elas nem sempre funcionam igual para todo mundo.

Segundo a terapeuta holística Tatiana Girardi, que mantém o blog Espaço do Bem-estar, as regras gerais anti-stress nem sempre são eficazes porque cada indivíduo lida com as emoções de modo distinto e, portanto, enfrenta o stress conforme sua própria visão de mundo. “Justamente por cada um encarar o stress de uma forma, seria incoerente impor regras generalizadas para eliminá-lo”.

O primeiro passo, então, para quem busca o bem-estar é identificar quais caminhos são bons para si. “Cada pessoa deve procurar o que faz mais sentido para que ela se sinta mais relaxada, calma e serena. Se para alguns é meditar, para outros pode ser calçar um tênis e correr. O segredo é descobrir o que faz bem para você, independente de ser bom para o outro”, afirma a terapeuta.

Desabafar sobre um problema, por exemplo, é uma dica corriqueira para evitar o stress, pois quantas vezes não ouvimos dizer que guardar mágoas faz mal. Mas se para alguns falar dos problemas pode trazer conforto, para outros essa não é uma ideia tão boa assim. “Expor a vida aos amigos e familiares pode, para alguns, causar ainda mais stress, pois eles podem ser mal compreendidos ou até se arrependerem por falar demais. Nesse caso, uma saída é escrever e colocar todo incômodo e questionamento no papel”, diz Tatiana.

E, deste modo, pensando em estratégias e experimentando alternativas que é possível compreender as melhores saídas para o alívio do próprio stress. Por isso, pare e reflita se o que você anda fazendo para ter mais tranquilidade no dia a dia está funcionando bem ou se é hora de repensar a rotina e mudar suas atitudes!

Mariana Teodoro

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Controle do Stress

Jogar xadrez, dama, dominó ou montar um quebra-cabeça pode ser mais que um passa tempo. Atividades de raciocínio lógico como essas podem ajudar também a aliviar o stress do dia a dia. 

Segundo a especialista em terapia comportamental e cognitiva pela USP, Maria de Lourdes, essas atividades exercem uma relevante função na neuróbica - exercícios para o cérebro. "Elas ajudam na manutenção da memória, da atenção e da concentração", diz. Além disso, a psicóloga acredita que os jogos de tabuleiro favorecem os relacionamentos interpessoais, pois exigem uma socialização com os adversários ou parceiros. 

Porém, Maria de Lourdes ressalta que participar de atividades como essas não garante a eliminação do stress. “Quando você faz algo que lhe dá prazer, você muda a produção química do cérebro. Isso vai aliviar por um tempo, porém não vai resolver o seu problema.", afirma. Isso porque, apesar do alívio momentâneo, ao chegar ao fim de uma partida, a pessoa pode retomar o estado de tensão anterior. “Os jogos ajudam, mas tiram o foco apenas temporariamente. O que ela precisa fazer é identificar as fontes estressoras para, desta forma, eliminá-las totalmente da sua vida”. 

A psicóloga explica ainda que qualquer prejuízo à saúde física ou mental, que jogos como estes podem desencadear, é causado pelo exagero. “Tudo em excesso faz mal, o risco do vício é algo relativo. Não é todo jogador que se torna dependente. Normalmente, há uma predisposição biológica associada à prática comportamental que leva o praticante de atividades ou hobbies ao vício”, finaliza. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cuca fresca: veja dicas para evitar crises de enxaqueca

Boa parte da população mundial sofre de enxaqueca, a mais comum das dores de cabeça. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a moléstia é a 19ª que mais incapacita o ser humano. Sua prevalência no Brasil é de 15%, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, e representa 35% das consultas neurológicas. A enxaqueca é três vezes mais comum nas mulheres do que nos homens e, embora não tenha cura, é possível conviver com ela e evitar as crises. 

O estresse da vida moderna muitas vezes enche a cabeça de preocupações e prejudica a qualidade de vida. Além disso, alimentação desregrada, abuso de bebidas alcoólicas, repouso insuficiente e, nas mulheres, oscilações hormonais cíclicas são fatores que, associados ou não a uma predisposição familiar, podem funcionar como gatilhos para crises de enxaqueca. 

Embora a real causa da enxaqueca ainda seja desconhecida, acredita-se que fatores genéticos e do cotidiano estejam associados à sua etiologia. Uma das hipóteses sugere possíveis alterações em regiões do tronco cerebral responsáveis pelo controle da dor, e em suas conexões com o nervo trigêmeo, principal via que conduz estímulos dolorosos provenientes da cabeça. Essas alterações baseiam-se em um desarranjo dos neurotransmissores, incluindo a serotonina, um dos mediadores envolvidos na regulação da dor no sistema nervoso. "A serotonina está diminuída nas crises de enxaqueca, o que pode levar à liberação de substâncias chamadas neuropeptídeos pelo nervo trigêmeo, desencadeando todas as mudanças cerebrais e neurovasculares que ocorrem na enxaqueca", explica o neurologista Aurélio Dutra, coordenador do Centro Diagnóstico Integrado de Neurologia e Medicina do Sono do Fleury Medicina e Saúde. 

ReproduçãoEnxaqueca é sinônimo de dor de cabeça? 

A dor de cabeça ou "cefaleia" é um sintoma que pode ter diversas etiologias, ou seja, pode ser desencadeada por diversos fatores. A enxaqueca é um dos tipos de dor de cabeça, com mecanismos próprios. Com base na descrição clínica e nos sintomas associados, é possível fazer o diagnóstico de enxaqueca. 

Quem tem esse tipo de cefaleia, habitualmente descreve a dor como pulsante ou em pontadas, acometendo um dos lados da cabeça, podendo, contudo, afetá-la por inteiro. A dor varia de moderada – quando causa incômodo e atrapalha as atividades do dia a dia – a intensa, capaz de impossibilitar as suas atividades diárias. Associada à dor, é comum que essas pessoas refiram sensibilidade à luz (fotofobia) ou ao som (fonofobia). Além disso, as crises podem vir acompanhadas por náuseas e vômitos, e chegam a durar até dois dias. Alguns indivíduos apresentam "aura", isto é, sintomas que precedem o início da dor, frequentemente caracterizados por alterações visuais, como visualização de pontos cintilantes ou mesmo a perda temporária da visão, principalmente na região periférica do campo visual. As crises são episódicas, recorrentes e com frequência muito variável. Há pessoas que relatam ter enxaqueca diariamente. Outras, uma vez por ano. 

No momento da crise, a dica é procurar um local tranquilo e com pouca luz e seguir as orientações médicas, incluindo os medicamentos prescritos para interromper a crise. 

Quais são os sintomas? 

• Dor pulsante e intensa de um dos lados da cabeça; 
• Náusea e/ou vômito; 
• Sensibilidade à luz e ao som; 
• Sensação de cansaço ou confusão mental. 

Como se faz o diagnóstico? 

Segundo a Academia Brasileira de Neurologia, 93% dos casos de enxaqueca recebem diagnósticos imprecisos. Por isso, ao ter dores de cabeça, é preciso procurar um médico especialista em cefaleia. Não há outra forma de solucionar a questão a não ser buscar um neurologista e contar a ele como é a dor, sua frequência, intensidade e duração. Uma boa conversa, um exame físico cuidadoso e alguns exames complementares podem, inclusive, afastar outras causas de cefaleia. 

Quais são os tratamentos? 

Há muitos tratamentos disponíveis para a enxaqueca, divididos basicamente em duas categorias: os que agem durante a crise e os preventivos. Para ambos os tipos, utilizam-se medicamentos com diversos mecanismos de ação. Existe ainda a possibilidade da indicação da acupuntura, associada ou não aos medicamentos. E quem sofre com a enxaqueca não deve desanimar se os resultados de determinado tratamento não forem efetivos de imediato. "Às vezes, o primeiro medicamento não controla a dor e é preciso mudar", afirma Dutra. 

Como evitar as crises? 

• Se você tem dores de cabeça, procure um especialista para definir se tem enxaqueca; 

• Evite tomar medicamentos por conta própria, principalmente se estiver necessitando deles diariamente; 

• É muito importante lembrar-se do medicamento preventivo, pois é com ele que você pode evitar a dor; 

• Para o seu corpo se beneficiar com as ações de endorfina e serotonina, faça regularmente uma atividade física de que você goste; 

• Uma boa noite de sono e, se conseguir, alguns minutos de cochilo durante o dia são também medidas favoráveis; 

• Evite ficar muitas horas sem comer; 

• Evite recorrer ao cafezinho para "enganar" o estômago. 

Quais são os riscos da automedicação? 

Existem vários medicamentos sintomáticos para o controle da enxaqueca. Durante a crise, você corre o risco de ceder aos apelos das propagandas, ou pede uma sugestão de remédio a um amigo, e se medica por conta própria. Saiba que, se isso traz um alívio imediato, pode se transformar em um grande problema no futuro. O abuso de analgésicos acaba causando outro problema muito sério: a cefaleia crônica diária. "Essa cefaleia é muito mais difícil de ser tratada do que a enxaqueca porque modifica a reação do corpo às medicações e principalmente à dor. Se a pessoa não toma o remédio ou se o efeito do medicamento passa, a dor volta", alerta Dutra. 

Existem alimentos que podem desencadear a enxaqueca? 

Algumas substâncias, como o abuso da cafeína, por exemplo, facilitam o aparecimento da enxaqueca. Vários alimentos podem ser considerados desencadeantes de enxaqueca: queijos, iogurte, vinagre, nozes, amendoim, abacate, picles, laranja, limão, abacaxi, bebidas alcoólicas (em especial o vinho tinto), azeite extravirgem, carnes enlatadas, embutidos, chocolate, aspartame, café, chá e molho de soja são alguns deles. Entretanto, muitas vezes é difícil comprovar a associação dessa relação que deve ser, em sua maioria, individualizada. 

Fazer atividade física ajuda? 

Os exercícios físicos também podem ajudar a evitar as crises de enxaqueca (embora durante a crise não seja bom se exercitar). A atividade física aeróbica reduz também o estresse e ajuda a prevenir a enxaqueca. Sempre inicie o exercício de forma leve e aqueça devagar. Ao movimentar o corpo, são liberadas no organismo endorfina e serotonina, substâncias que trazem bem-estar e auxiliam no combate à dor. Além disso, considerando que a obesidade também é um fator relacionado às crises de enxaqueca, a atividade física regular lhe ajudará a manter ou reduzir seu peso. 

Serviço: 
Fleury Medicina e Saúde (www.fleury.com.br)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Conheça os benefícios nutricionais da batata-doce.


O amido e a fécula são as principais fontes de carboidratos na alimentação humana, em todo o mundo. Apesar dos dois termos serem comumente confundidos e a palavra amido ser utilizada para designar todos os carboidratos complexos de uma forma geral, há uma diferença sutil: o amido é extraído das partes aéreas comestíveis dos vegetais, enquanto a fécula advém das partes subterrâneas. Deste modo, temos “amido de milho” e “fécula de batata”.

Há diferentes espécies e cultivares de batata, todas densamente energéticas devido ao grande teor de fécula; a batata-inglesa é o exemplo mais popular de um tubérculo, que é a parte subterrânea arredondada do caule que funciona como reserva de energia para a planta; a batata-doce, por sua vez, é uma raiz tuberosa, muito mais desenvolvida do que os tubérculos e capaz de armazenar muito mais nutrientes, como vitaminas C e E, vitaminas do complexo B, cálcio, magnésio, ferro, fósforo, potássio e betacaroteno.

Além de mais nutritiva, a batata-doce é um vegetal rústico e de cultivo fácil e barato. Ela é cultivada desde as regiões mais secas às regiões tropicais, subtropicais ou temperadas, bem como protege melhor o solo de erosões em relação às culturas de milho, feijão e soja. Consumida nas Américas Central e do Sul há pelo menos dez mil anos, como atestam registros maias e resíduos ressecados, encontrados em cavernas peruanas, posteriormente foi introduzida na Europa por Cristóvão Colombo, sendo hoje produzida principalmente na Ásia.

Existem quatro tipos de batata-doce no Brasil, classificados segundo a cor da polpa: 1) a batata-branca (também denominada angola ou terra-nova) não é muito doce e apresenta polpa bem seca; 2) a batata-amarela também apresenta polpa seca, embora mais adocicada; 3) a batata-roxa apresenta casca e polpa dessa cor, sendo a mais apreciada pelo sabor e pelo aroma; 4) a batata-doce-avermelhada (conhecida pelos nordestinos como coração-magoado) tem casca parda e polpa amarela, com veios avermelhados ou mesmo roxos.

Enquanto a coloração amarelada deve-se à presença de betacaroteno, que possui ação antioxidante e previne certos tipos de câncer, a coloração arroxeada é formada pela deposição de antocianinas, pigmentos naturais com ação igualmente antioxidante, encontrados, por exemplo, também nas frutas vermelhas e na casca da jabuticaba.

A batata-inglesa, bastante difundida, é menos calórica, mas é rica em carboidratos de alto índice glicêmico, os quais fazem com que o pâncreas produza muita insulina, hormônio que conduz açúcar para dentro das células e, em excesso, incentiva o organismo a armazenar gordura, sobretudo na região abdominal.

A batata-doce, por outro lado, é rica em carboidratos complexos de baixo índice glicêmico que, digeridos e absorvidos lentamente, estimulam pouco a liberação de insulina, reduzindo o risco de diabetes, obesidade e, ainda, controlando o apetite. Um desses carboidratos é o amido resistente, que nem sequer sofre digestão e comporta-se como uma fibra insolúvel, atraindo moléculas de açúcar e gordura e retardando a sua absorção, evitando assim o aumento de LDL-colesterol, a fração nociva do colesterol, e de triglicerídeos.

O uso da batata-doce em preparações típicas das festas juninas e em combinação com mel, canela, coco e noz-moscada é bem conhecido. Porém, ela pode entrar em qualquer prato salgado em substituição à batata-inglesa, como purê, salada, sopa e bacalhoada. Embora a quantidade de calorias seja maior, a de nutrientes e compostos bioativos também é, exercendo, ao lado dos carboidratos de baixo índice glicêmico, ação antioxidante, desintoxicante, alcalinizante, anti-inflamatória e de combate ao ganho de peso, ao envelhecimento precoce e ao risco de desenvolvimento de doenças crônicas.

*Texto elaborado pelo depto. científico da VP Consultoria Nutricional

Referências Científicas:

1. GURGEL, C. S. S.; FARIAS, S. M. O. C.; FARIAS, L. R. G.; MOREIRA, R. T. Análise sensorial de sorvete de batata-doce. Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais; 13(1): 21-26, 2011.

2. NABUCO, C. É batata… é doce, mas emagrece. Revista Boa Forma, p. 112-116, setembro 2012.

3. PERES, R. Batata-doce - o carboidrato do atleta. http://www.rodolfoperes.com.br/artigos-ler.php?cod=74&q=BATATA-DOCE-%96-O-CARBOIDRATO-DO-ATLETA.

4. SILVA, J. B. C.; LOPES, C. A.; MAGALHÃES, J. S. Cultura da batata-doce. http://www.cnph.embrapa.br/sistprod/batatadoce/origem.htm.

5. SOUZA, A. B. Avaliação de cultivares de batata-doce quanto a atributos agronômicos desejáveis. Ciênc Agrotec; 24(4): 841-845, 2000.

6. VIEIRA, F. C. Efeito do tratamento com calor e baixa umidade sobre características físicas e funcionais dos amidos de mandioquinha-salsa (Arracacia xanthorrhiza), de batata-doce (Ipomoeba batatas) e de gengibre (Zingiber officinale). Dissertação (Mestrado em Ciências) - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo, Piracicaba (SP), 2004.

7. VOLP, A. C. P.; RENHE, I. R. T.; BARRA, K.; STRINGUETA, P. C. Flavonoides antocianinas: características e propriedades na nutrição e saúde. Rev Bras Nutr Clin; 23(2): 141-149, 2008.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ácido Fólico e a Alimentação na Gestação

Você sabia que o que come durante a gravidez pode influenciar a alimentação do seu filho a vida inteira? 

Isso mesmo. Alguns estudos mostram que se a mãe tem, por exemplo, um alto consumo de gordura na gestação, é provável que o filho também terá uma alimentação direcionada para esse “nutriente”.

 
O mais importante é que uma má alimentação pode interferir na formação do bebê, já que diversos nutrientes são fundamentais para a sua saúde. Um grande exemplo disso é o ácido fólico.


O ácido fólico é importante também pois durante a gestação ele pode “silenciar” alguns genes propagadores de doenças. Essa ação genética pode se estender para 3 gerações futuras da criança, tudo a partir do que é consumido pela mãe durante a gravidez. 

Assim como o ácido fólico, outros nutrientes são importantíssimos para essa finalidade:  colina, betaina,  taurina, zinco, magnésio, entre outros.

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