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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Má alimentação está ligada à depressão em mulheres


Mulheres cuja dieta inclui mais alimentos inflamatórios, como bebidas açucaradas, refrigerantes, grãos refinados, carne vermelha e margarina, além de pobres em alimentos anti-inflamatórios, como vinho, café, azeite de oliva e verduras e vegetais verdes e amarelos têm um risco maior de sofrer com depressão. É o que afirma um estudo realizado por pesquisadores da Harvard School of Public Health (EUA). O trabalho foi publicado online em 01 outubro de 2013 na revista Brain, Behavior, and Immunity. É um dos estudos mais completos até à data sobre alimentação e depressão.


Por mais de 12 anos, os pesquisadores conduziram um estudo de 43.685 mulheres com idades entre 50 e 77 anos, todas participantes do Nurses' Health Study. Nenhuma delas tinha diagnóstico de depressão no início do estudo e 10.340 mulheres foram excluídas do acompanhamento por apresentarem sintomas depressivos. Os autores acompanharam os padrões alimentares das mulheres e rastrearam vários biomarcadores de inflamação através de exames de sangue. Eles documentaram 2.594 casos de depressão usando uma definição rigorosa (um diagnóstico de depressão e uso de antidepressivos) e 6446 usando uma definição mais ampla (um diagnóstico de depressão e/ou o uso de antidepressivos).

Os cientistas descobriram que mulheres que bebem regularmente refrigerantes, comiam carne vermelha ou grãos refinados - além de consumirem raramente e vinho, café, azeite e legumes - eram de 29% a 41% mais propensas de ser deprimidas do que aquelas que fizeram uma dieta menos inflamatória. Pesquisas anteriores sugeriram uma ligação entre a inflamação e a depressão, mas a associação entre o padrão alimentar inflamatório e depressão era desconhecida. Estudos têm relacionado inflamação excessiva a doenças cardíacas, AVC, diabetes, câncer e outras condições.

Segundo os autores, é importante considerar a relação dieta geral com risco de doença, e não apenas os nutrientes ou alimentos isolados. Eles afirmam que os alimentos são consumidos em conjunto, e os seus efeitos combinados não podem ser prevista a partir da análise única. Os estudiosos completam dizendo que o a abordagem adotada na pesquisa permitiu analisar as ações combinadas de alimentos, refletindo melhor a complexidade da dieta

Conheça o cardápio e os hábitos que favorecem a depressão


A depressão é uma doença que afeta mais de 350 milhões no mundo, de pessoas de todas as idades, gêneros e etnias, sendo a causa de mais de 850 mil suicídios por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. O órgão estima que a doença se torne a mais comum do mundo nos próximos 20 anos. Por se tratar de uma doença causada pela combinação de fatores genéticos, ambientais, psicológicos e sociológicos, seus hábitos diários interferem diretamente no aparecimento da doença. E não é só o estresse ou a falta de sono que afetam o seu emocional - aquilo que você coloca no prato também pode estar deixando seu organismo mais vulnerável a essa doença. Muitas pesquisas científicas comprovam que alguns hábitos alimentares podem aumentar as chances de depressão. 



Veja o que dizem os especialistas:


Muita gordura trans pode afetar os neurônios

O consumo exagerado de gorduras trans está diretamente relacionado a um maior risco de depressão, de acordo com um estudo desenvolvido pelas universidades de Navarra e Las Palmas, ambas espanholas. Os pesquisadores analisaram o estilo de vida de 12 mil voluntários ao longo de seis anos e descobriram que os participantes com um consumo elevado de gorduras trans apresentaram até 48% de aumento no risco de depressão, quando comparados com participantes que não consumiam esses produtos. Os autores também notaram que quanto mais gorduras trans eram consumidas, maiores os efeitos negativos produzidos nos voluntários.

"Isso acontece porque o excesso de gorduras trans e saturadas em nosso organismo aumentam a produção de citocinas, moléculas pró-inflamatórias que pode desencadear o mau funcionamento dos neurônios", explica o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia. As citocinas interferem na transmissão nervosa e podem diminuir a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar - e baixos níveis dessa substância estão comprovadamente relacionados com a depressão.

Baixos níveis de vitamina D

Pesquisadores do UT Southwestern Medical Center (EUA) encontraram uma ligação entre baixos níveis de vitamina D e depressão. Foram examinados os resultados de quase 12.600 participantes de diversos estudos feitos entre 2006 e 2010. Depois de cruzarem os dados, eles descobriram que níveis mais elevados de vitamina D estavam associados a um declínio significativo do risco de depressão, em especial entre pessoas que já possuíam um histórico da doença. A vitamina D pode ser obtida pelo consumo de alimentos fonte do nutriente e pela exposição à luz solar.

O psicólogo Lucio Novais, da Associação Brasileira de estresse, explica baixos níveis de vitamina D no corpo estão diretamente relacionados com a falta de exposição ao sol, já que o nutriente é sintetizado pelo nosso corpo quando estamos expostos à luz solar. "Quando você toma sol, ocorre a liberação de alguns hormônios, como cortisol, que contribui para o alívio do estresse e da ansiedade, além de regular outros hormônios essenciais ao bem-estar físico e mental." Bastam 10 a 15 minutos de contato com a luz do sol, de duas a três vezes por semana, evitando a exposição entre as 10h e 16h, para obter tais benefícios. Os principais alimentos fontes de vitamina D são sardinha, ovos, fígado de boi e iogurte.

Jejum prolongado

Segundo a psiquiatra Renata Bataglin, do Hospital e Maternidade São Luiz, ficar muito tempo em jejum pode atrapalhar o funcionamento do organismo e favorecer a depressão. ?Esse hábito altera os níveis de glicose no sangue, podendo deixar a pessoa mais predisposta a ter depressão", explica. Ela recomenda se alimentar de três em três horas e incluir no cardápio alimentos fontes de triptofano, um tipo de aminoácido que ajuda na produção de serotonina. "Como a depressão está relacionada à baixa serotonina, o ideal é a pessoa ingerir maiores quantidades de triptofano, presente em frutas como banana, melancia, mamão e abacate", afirma a médica do Hospital São Luiz.

Consumo de fast food

Ingerir com frequência fast food pode afetar negativamente a saúde mental de um indivíduo. A afirmação é baseada em um estudo que envolveu 8.964 participantes e foi desenvolvido pelas universidades de Las Palmas e Navarra, na Espanha. Os resultados mostraram que ingerir fast food pode aumentar em 51% o risco de desenvolver depressão. "Além das gorduras presente nesses alimentos, pessoas que comem fast food em excesso no geral cultivam outro hábitos que favorecem a depressão, como sedentarismo, tabagismo e baixo consumo de frutas e legumes", afirma o nutrólogo Roberto Navarro.

Chocolate pode piorar um quadro depressivo

Um estudo publicado na revista científica Archives of Internal Medicine avaliou 900 pessoas e relacionou seu consumo semanal de chocolate com o estado de humor de cada uma. Os cientistas ofereceram duas a três porções de chocolate por dia aos voluntários durante uma semana, sempre depois de colocá-los em situações limite que os deixava estressados e melancólicos, como filmes e simulações. A conclusão foi que as pessoas deprimidas consumiam 55% mais chocolate que as outras. Após o término da avaliação, constatou-se que dos 900 voluntários, 700 apresentaram um efeito rebote causado pelo chocolate, e 430 deles mostraram-se bastante melancólicos a cada rodada de consumo. "A pessoa deprimida consome grandes quantidades de chocolate porque ele eleva o nível de serotonina no cérebro, o problema é a glicose presente no doce também aumentaria a produção de insulina, elevando a pessoa a um estado de euforia, seguido de tristeza", diz o psicólogo Lucio. O resultado é um consumo ainda maior do doce, o que levaria ao recomeço do ciclo depressivo.

Refrigerante diet ou normal

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde da Carolina do Norte (EUA) verificou uma possível ligação entre o consumo de bebidas diet e um maior risco de depressão. Os autores analisaram os dados de 264 mil pessoas com mais de 50 anos de idade durante dez anos. A análise revelou que pessoas que bebiam mais de quatro latas ou copos de refrigerante diet por dia tinham um risco cerca de 30% maior de desenvolver depressão do que aqueles que não ingeriam esse tipo de bebida. Quem bebia refrigerante tradicional apresentou um risco 22% maior. Os especialistas afirmam que os refrigerantes são ricos em substâncias que podem interferir nas atividades do nosso organismo de forma negativa, favorecendo o aparecimento de doenças como depressão.

Desordens alimentares

Um estudo desenvolvido na Harvard Medical School (EUA) revelou que meninas adolescentes com alguma desordem alimentar - como anorexia, bulimia e compulsão alimentar - têm uma probabilidade maior de ter depressão do que as que mantêm hábitos alimentares saudáveis. A análise contou com a participação de quase cinco mil jovens do sexo feminino entre 12 e 18 anos. Os resultados apontaram que meninas adolescentes que sofriam de alguma desordem alimentar tinham um risco duas vezes maior de ter depressão. O psicólogo Lucio explica que a insatisfação com o corpo pode levar tanto à depressão quanto aos transtornos alimentares. "Além disso, uma alimentação desregrada, que seja compulsiva e rica em gorduras ou insuficiente, irá favorecer esse quadro."

Alimentos industrializados

Um padrão alimentar baseado em carnes processadas e aditivos alimentares (corantes, conservantes etc.) dobra o risco de depressão na meia idade. A afirmação é de um estudo publicado no British Journal of Psychiatry e desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier, na França. O estudo avaliou 3.500 homens na faixa dos 55 anos e descobriu que quanto mais rica em alimentos industrializados era a dieta do indivíduo, maior era o risco de ele sofrer depressão ? aqueles que comiam doces, frituras, carne processada e gorduras trans seis ou mais vezes por dia tinham o dobro do risco de desenvolver a doença.

sábado, 17 de setembro de 2011

Vitamina D é super poderosa e também previne o câncer

Fonte: Google Imagens
É através do sol que a vitamina D penetra no corpo induzindo a pele, o fígado e os rins a produzi-la. Durante anos ela ficou conhecida por ser essencial na proteção dos ossos. Mas novos estudos apontam outro papel importante da vitamina D para a saúde. 

De acordo com a Associação Americana de Dietética, ela também previne o câncer, enfarto e derrame. Em altas doses a vitamina D atua contra a depressão, diabetes tipo 2 e doenças autoimunes, como artrite reumatóide e esclerose múltipla. 

Além do sol, ela é encontrada também no salmão, gema de ovo e fígado. A Comissão de Alimentos e Nutrição recomenda uma dose de 200 unidades internacionais por dia para adultos de até 50 anos. Pessoas mais velhas precisam de mais doses que podem ser introduzidas através de suplementos. 

Por Carolina Abranches
Fonte: DGABC

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vitaminada, banana dá energia e ajuda prevenir doenças


Contendo três açúcares naturais, sacarose, frutose e glucose, combinados com fibras, a banana é capaz de gerar uma reserva instantânea de energia. Pesquisas indicam que o consumo de duas bananas dão energia para 90 minutos de trabalho pesado. Por isso, não é de admirar que a fruta seja a mais consumida entre os atletas. Mas energia não é o único benefício que a banana tem, ela ajuda a prevenir muitas doenças. Confira: 



Depressão: de acordo com recentes estudos, a maioria das pessoas que habitualmente sofrem com depressões sentiram-se substancialmente melhor depois de comerem uma banana. Isto acontece porque a banana contém um tipo de proteína que o corpo converte em serotonina, substância que ajuda a relaxar e faz sentir melhor. 

Anemia: fortes em ferro, as bananas estimulam a produção de hemoglubinas e ajudam em caso de anemia. 

Pressão arterial: este fruto tropical é muito rico em potássio e pobre em sal sendo perfeito para descer a pressão arterial. A Food and Drug Administration, nos Estados Unidos até permitiu aos produtores de bananas usarem isso como publicidade. 

Cérebro: 200 estudantes comeram uma banana ao pequeno almoço, ao almoço e ao lanche e provou-se que o potássio presente no fruto ajudou-os a melhorar a sua concentração.

Obstipação: ricas em fibras, a inclusão de bananas na dieta ajuda a normalizar o trânsito intestinal, permitindo resolver os problemas sem o uso de laxantes. 

Dor de cabeça: uma das maneiras mais rápidas de curar uma dor de cabeça é fazer um batido de banana com mel. A banana acalma o estômago e com a ajuda do mel aumenta os níveis de açúcar no sangue enquanto o leite acalma e hidrata todo o teu sistema. 

Cansaço matinal: comer uma banana entre as refeições ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue elevados, combatendo o cansaço. 

Picadas de insetos: quando for picado por um inseto, experimente esfregar a zona afetada com a parte de dentro de uma casca de banana. A irritação vai melhorar.




Nervos: bananas são ricas em vitamina B, que acalmam o sistema nervoso. Pesquisas em 5.000 pacientes, chegaram à conclusão que os mais obesos são aqueles que têm trabalhos de muita pressão. O relatório concluiu que para combater isto, devemos controlar os nossos níveis de açúcar no sangue devendo consumir comida com muitos carboidratos, como a banana.

Úlceras: a banana é usada nas dietas contra as desordens intestinais pela sua textura suave e por causa de ser um fruto muito macio. É o único fruto que pode ser comido sem causar distúrbios mesmo nos casos mais graves. Ela também neutraliza a acidez excessiva e reduz a irritabilidade criando uma camada nas paredes do estômago. 

Controle de temperatura: muitas culturas veem a banana como um fruto ‘calmante’ porque consegue baixar a temperatura, quer física quer emocional, nas mulheres grávidas. Na Tailândia, por exemplo, é hábito entre as gestantes comer bananas para se assegurar que as crianças nasçam com a temperatura correta.

Fumar: as bananas podem ajudar quem quer deixar de fumar. As vitaminas B6 e B12, o potássio e o magnésio que contêm, ajudam o corpo a recuperar dos efeitos da falta de nicotina.

Estresse: o potássio é um mineral vital que ajuda a normalizar o batimento cardíaco, que auxilia a ida do oxigênio para o cérebro e que regula a repartição de água pelo corpo. Quando estamos ‘estressados’ o metabolismo se altera reduzindo os níveis de potássio. Podemos ajustá-los com a ajuda da fruto, que é rica em potássio. 

Cortes: de acordo com o ‘New England Journal of Medicine’, comer bananas regularmente pode reduzir o risco de morte por cortes até mais de 40%! Além disso, a fruta contribui para ajustar o organismo ao chamado ‘jet leg’, ou seja, em viagens com muitas horas de diferença no fuso horário, o organismo consegue se ajustar mais depressa ao novo fuso. Isso ocorre graças ao potássio presente na fruta. 

Comparada à maçã, a banana tem o quádruplo das proteínas, o dobro de carboidratos, três vezes mais fósforo, cinco vezes mais vitamina A e ferro e o dobro das outras vitaminas e minerais. Por isso é classificada como um dos alimentos mais saudáveis.

Fonte: Bonde e Toda Fruta


quarta-feira, 13 de julho de 2011

De cirurgia plástica a rosquinhas: conheça 13 causadores de depressão

Foto: Getty Images
A depressão é considerada mal do século 21 e estima-se que 30% da população sofra do problema, mesmo que não tenha sido diagnosticado. As causas da doença não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que consumo de substâncias químicas, problemas familiares ou financeiros, doenças e até mesmo estilo de vida e alimentação estão ligados ao seu aparecimento.
Conheça 13 fatores que podem desencadear um quadro de depressão, segundo o instituto inglês Mind Health Development e publicados pelo jornal Daily Mail. A lista inclui desde o cigarro até uma simples e inocente rosquinha.

TemperaturaO excesso de sol pode estar ligado à depressão. É o que afirmam estudos que associam a depressão sazonal ao frio ou ao calor. Em períodos quentes o corpo sofre alterações hormonais, produzindo menos hormônio da tireoide o que leva à falta de energia. O calor também interfere na capacidade de o corpo lidar com o estresse. Em países que sofrem com invernos rigorosos, foi verificado ainda aumento nas taxas de suicídio quando as temperaturas começam a se elevar. Outros fatores associados por pesquisadores estão o aumento no consumo de álcool durante os meses mais quentes e maiores dificuldades para dormir, quando as temperaturas interferem no conforto corporal.

Pílula anticoncepcionalMulheres que usam pílula como método anticoncepcional estão mais sujeitas a ficar deprimidas do que as que não fazem uso do medicamento. Estudos feitos desde 2005 verificaram alterações de humor e também nos níveis de serotonina em usuárias do método.
 
RosquinhasDoces e outros mimos que comemos para nos sentir melhores ao longo do dia podem fazer mal à boa forma e também à saúde mental. A explicação é de que a entrada de açúcar no sangue tem o poder de causar bem-estar imediato, mas quando a substância é absorvida pelo corpo o que acontece é um estado de tristeza pior do que o anterior. A recomendação é a ingestão de alimentos que liberem açúcar no sangue de maneira lenta, como grãos integrais, o que manteria os níveis de dopamina, uma das substâncias responsáveis pelo bom humor, equilibrados.

LuzesO excesso de luzes afeta o cérebro negativamente, segundo estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos. A iluminação urbana, muitas lâmpadas no quarto ou mesmo a exposição constante à TV causa alterações, verificadas em estudos com animais, que passaram a procurar junk food, por exemplo, um dos sintomas associados à depressão.
 
Consumo de café e chásApesar de algumas pessoas consumirem o sagrado cafezinho após as refeições e desfrutarem de uma ótima noite de sono, outras não se dão bem com a combinação cafeína-descanso. A substância pode atrapalhar o sono, o que leva à sensação de cansaço e tristeza no dia seguinte. Para essas pessoas, a recomendação é desfrutar da última xícara de café até às 16h. Chás com concentrações de cafeína também entram na lista de restrições.

RemédiosSubstâncias encontradas em remédios para controle da pressão arterial e também para tratamento de problemas de pele, como acne e psoríase, foram associados à depressão. Os responsáveis seriam os beta-bloqueadores presentes nas fórmulas.

CigarroSegundo estudo realizado pela Universidade de Malbourne, na Austrália, fumar pode elevar os riscos de desenvolver depressão em até 93%. A sensação de relaxamento oferecida pela nicotina, uma das substâncias do cigarro, é apenas temporária, devido ao estímulo da dopamina. O que acontece é que na ausência do cigarro, o cérebro ¿desliga¿ o mecanismo de produção da substância, o que a longo prazo leva à depressão.

HipertereoidismoO funcionamento anormal da glândula tireoide é uma causa normalmente associada a alterações de humor e à depressão. Segundo estudos, a produção de muitos hormônios leva à irritação e afeta principalmente pessoas mais velhas.

Excesso de tecnologiaEstar constantemente conectado à internet, falando ao telefone ou fazer uso de outros aparelhos tecnológicos aumenta as chances de depressão. Segundo levantamento feito na China com mil adolescentes, os que navegavam excessivamente tinham duas vezes e meia mais chances de ficar depressivo. A explicação para a propensão vinha do fato de os pesquisados se tornarem menos confiantes em situações da vida real e mais confiantes em relacionamentos e ações no mundo virtual.

Dieta vegetarianaPessoas que não consomem produtos de origem animal podem sofrer com a falta de ácidos graxos essenciais à saúde, o que pode levar à depressão. Seguidores da dieta vegetariana precisam estar atentos ao consumo de itens como nozes e sementes que forneçam quantidades de ácidos. A conclusão é baseada em estudos que associam tais substâncias, como óleo de peixe, à diminuição em taxas de depressão, inclusive entre mulheres na fase pós-parto.

ProcrastinarAdiar as tarefas ou deixar tudo para a última hora pode causar atrasos, confusões e estresse. O hábito pode ser uma causa de quadros de depressão, uma vez que tudo parece estar fora de controle. A falta de organização também pode tomar o lugar de prazeres como desfrutar de tempo livre, sensação de dever cumprido, tempo de qualidade com a família, entre outros.

Dieta do Dr. AtkinsO regime que propõe o consumo de carnes e gorduras e o corte dos carboidratos, também conhecido como dieta do Dr. Atkins, pode fazer bem para a perda de peso em algumas pessoas, mas é um causador de depressão. A falta de carboidratos leva à queda dos níveis de serotonina, trazendo sentimentos de raiva e tristeza. Os carboidratos se convertem em açúcares no sangue e são fundamentais para a saúde do organismo e também mental.

Cirurgia plásticaA mudança em alguma parte do corpo de que não gostamos por meio de operações plásticas é positiva. Mas estudos verificaram que mulheres que passaram pelo procedimento têm mais chances de se tornarem depressivas um ou dois anos após a operação. Um levantamento publicado pelo Current Psychiatry Reports aponta ainda que elas têm três chances mais de cometer suicídio do que as que não fizeram mudanças no corpo.

Fonte: Terra

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Obesidade na infância pode causar doenças crônicas na adolescência e vida adulta

Diabetes, hipertensão, depressão e problemas respiratórios são problemas causados pela obesidade infantil



Pais não devem insistir para que a criança
"raspe" o prato
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Durante as últimas duas décadas, a incidência de obesidade infantil tem crescido rapidamente em todo o mundo, tornando-se um problema de saúde pública. E a má notícia é que a qualidade da alimentação na primeira infância também dá início a processos de doenças na adolescência e na vida adulta.

— A obesidade, especialmente quando já presente na infância, é um gatilho para o desenvolvimento de doenças crônicas — afirma a professora de Pediatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Elza Daniel de Mello.

Com relação a complicações clínicas, a obesidade infantil aumenta as chances do desenvolvimento, ainda na adolescência, de problemas sérios como diabetes, hipertensão, depressão, problemas respiratórios, entre outros. No trato psicossocial, o excesso de peso tem impacto imediato na aparência e autoestima das crianças e adolescentes.

A mudança de rotina alimentar deve englobar fundamentalmente uma alteração de valores familiares e aquisição de conhecimentos. Entre as sugestões para driblar o aumento de peso estão a prática de exercícios, ter horários para as refeições, não comer assistindo TV e modificar o costume de comemorar situações especiais comendo. Se a família já tem uma tendência à obesidade, cuidar da alimentação desde o início pode fazer toda a diferença.

— Até os 12 anos de idade, 80% da responsabilidade pela alimentação dos filhos é dos pais. Não insistir para que a criança "raspe" o prato, não oferecer porções fartas, evitar a sobremesa, saciar a sede com água e não sucos, refrigerantes ou chás são atitudes que contribuem para a aquisição de um comportamento alimentar adequado — finaliza a pediatra.

Fonte: ClicRBS

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cresce o número de mulheres alcoólatras no Brasil, diz estudo

Fonte: Google Imagens
O Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa, realizada em todas as capitais brasileiras, que aumenta uma preocupação: o alcoolismo entre as mulheres. Segundo o estudo, o número de mulheres que ingerem álcool passou de 8,2% para 10,6% de 2006 a 2010. Entre os adultos em geral, o aumento foi de 16,2% para 18% nos quatro anos. Homens ainda bebem mais, mas o aumento entre alcoólatras do sexo feminino foi maior no período estudado.

Devido ao organismo diferenciado, o alcoolismo aparece de maneiras diferentes em homens e mulheres. As mulheres, por exemplo, absorvem o álcool 30% mais rápido e as causas que as levam a beber podem ser genéticas e psicológicas e até ser desencadeadas por fatores externos como a perda do emprego ou uma desilusão amorosa.

O estresse no trabalho e a jornada dupla também podem ser fatores desencadeantes para o uso da bebida: "alguns poucos departamentos de recursos humanos deixaram de considerar o alcoolismo um problema moral e, sim, uma questão médica. Em nossa clínica, já temos executivas encaminhadas pelo RH de seus trabalhos, um avanço", explica Ana Cristina Fulini, coordenadora terapêutica da Clínica Maia (especializada no tratamento de dependência química).

Segundo a médica, uma doença derivada da anorexia também pode envolver o alcoolismo: "independentemente da faixa etária, muitas mulheres dizem que bebem para driblar a fome e, com isso, emagrecer. Um comportamento chamado de drunkorexia", explica. 

Fonte: GazetaWeb

quarta-feira, 23 de março de 2011

Comida favorita faz pessoa se sentir menos sozinha, mostra estudo


Algumas pessoas, quando se sentem sozinhas ou tristes, têm o costume de comer refeições que ofereçam algum tipo de alívio   



Normalmente essas escolhas são calóricas e pouco saudáveis, mas enquanto elas podem causar danos ao corpo, ajudam a saúde mental.

Foto: Google
Uma pesquisa buscou determinar se a comida podia combater a solidão, assim como ver fotos de pessoas queridas ou assistir seriados e filmes favoritos pode ajudar as pessoas a se sentirem melhor. Para analisar esses efeitos, os cientistas desenvolveram um experimento em que pediam aos participantes que escrevessem durante seis minutos durante uma briga com alguém. O objetivo era que essa atividade fizesse eles se sentirem solitários. Um grupo controle recebeu instruções para escrever sobre algo neutro, que não causaria emoções.

Após essa atividade, os participantes escreveram sobre um tipo de comida que fizesse eles se sentirem melhor. Os cientistas observaram que quando o relacionamento entre o participante e a pessoa com quem ele havia brigado era estável, escrever sobre uma comida favorita fez com que a pessoa se sentisse menos sozinha.

Muitas pessoas escreveram sobre a experiência de comer com pessoas queridas, o que levou os pesquisadores a concluírem que “as pessoas têm a capacidade de criar uma ‘comida de conforto’ para elas mesmas ao fazer com que ela seja algo consistentemente associado às pessoas próximas a elas”, diz Jordan Troisi, parte da equipe que realizou a pesquisa. “Nas vidas cotidianas de todo mundo, (as pessoas) sofrem estresse, frequentemente associado às nossas conexões com outros. (A comida) é quase um recurso pronto para remediar a sensação de solidão”, Troisi completa.

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