Mostrando postagens com marcador alimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alimento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Maionese feita à base de banana verde

Maionese feita à base de banana verde

Cansado de ver as bananas do campus onde estudava se perderem, o universitário Matheus Fernando resolveu criar um projeto para resolver o problema. Após 11 meses de pesquisas, o aluno de  Engenharia de Alimentos do Instituto Federal Goiano, em Rio Verde, sudoeste de Goiás, criou a "bananese", uma maionese feita à base de banana verde. A ideia deu tão certo que ele foi convidado para apresentar a inovação em uma feira na Europa.
Matheus conta que a criação da maionese surgiu por acaso. "Eu desenvolvi o projeto quando estava no terceiro ano do Ensino Médio de técnico em Agropecuária, em outro campus da instituição. A banana era uma das frutas com mais abundância e que perdia muito. Resolvi fazer alguma coisa. A intenção não era fazer a maionese, mas sim alguma coisa com a biomassa da banana verde", explica.
O produto criado tem quatro sabores: pimenta, rosé, orégano e sem condimento. Quem prova diz que é difícil perceber o gosto da fruta no alimento. De acordo com Matheus, a bananese também é recomendada para quem quer perder peso, pois não leva óleo e ovo em sua composição. Para prepara-la é utilizado apenas banana e água.
“É bem difícil chegar o ponto de biomassa porque como a base dela é só banana verde e água a gente tinha que quebrar essa adstringência da banana verde antes de começar a fazer a biomassa", explica.
Feira
No mês de julho, Matheus embarca para a Inglaterra. O sucesso da bananese foi tanto que um instituto de pesquisa brasileiro o convidou para apresentar sua criação em uma feira renomada do país europeu.
"Lá em Londres, a segunda maior universidade, a Cambridge, faz uma feira com 350 melhores projetos de 50 países. Ou seja, eu sou um desses 350. Eu não esperava isso nunca, porque essa feira é a melhor da área”, diz.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Educar nossos filhos: alimentação nas férias

O quadro Educar nosso filhos. E agora? discute a alimentação das crianças em tempos de férias escolares. A nutricionista Ana Cláudia Gonçalves dá dicas para os pais agirem da melhor forma nesta época de liberdade de horários.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Estudo destaca a vitamina D como forte aliada contra várias doenças

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, recebeu destaque na mídia nacional e internacional recentemente. Eles sequenciaram o código genético humano para averiguar quais regiões do DNA apresentavam receptores para as vitaminas. Receptores são uma espécie de fechadura química só aberta por chaves compatíveis — nesse caso, a vitamina D —, para liberar o acesso e a ação do composto à estrutura a qual pertencem.

O time de Oxford descobriu nada menos do que 2.776 pontos de ligação com receptores desta vitamina, cujo baixos níveis no organismo já foram associados a uma sucessão de problemas de saúde, desde doenças cardiovasculares até doenças neurológicas.

— A carência afeta mais de 200 processos no organismo, ou seja, a sua falta prejudica desde o humor até a pressão arterial e o risco de infarto — alerta Ícaro Alves Alcântara, médico especialista em homeopatia.


A vitamina — que na verdade é um hormônio — pode ser encontrada no leite, no salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe, cogumelo, ovos e alguns cereais que são fortificados com essa vitamina. Entretanto, uma maneira boa de manter níveis adequados do hormônio é tomar sol de 10 a 15 minutos — nos bons horários ou somente até começar leve vermelhidão na pele exposta —, duas vezes ao dia, pois a luz solar é uma das principais fontes de absorção do nutriente. O responsável por esse estímulo é ninguém menos do que o raio UVB. Em outras palavras, apesar de perigoso em doses exageradas, o sol é necessário à saúde.

— Estima-se que a vitamina D esteja faltando em mais de 70% da população, sobretudo no inverno, com a diminuição dos raios UVB — diz Alcântara.

O sistema imunológico é outro beneficiado, como explica a farmacêutica Rogy Tokarski:

— A quantidade certa da vitamina permite que o corpo se defenda melhor de doenças como a gripe.

Esperança contra a esclerose

A substância tem sido vista como uma esperança também para pacientes de esclerose múltipla, doença autoimune que acomete células nervosas e leva à perda gradual dos movimentos. Já se sabe que o seu avanço é mais rápido em quem convive com níveis baixos da substância, como documentou um estudo da Universidade de Maas­tricht, na Holanda, após acompanhar 267 pessoas com a doença.

Outra pesquisa realizada pelo Centro Médico da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, sugere que a falta de Vitamina D pode prejudicar o tratamento de pacientes com câncer de mama. Os cientistas descobriram que 70% das 200 voluntárias, cujos resultados do tratamento se apresentavam comprometidos, tinham baixo índice da vitamina no sangue.

Fonte:  Zero Hora

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Rótulos em alimentos confundem o consumidor

Rotulagem de alimentos não segue padronização e confunde os consumidores.

No Brasil, a rotulagem nutricional nos alimentos industrializados contém as informações sobre o valor energético (ou valor calórico), conteúdo de gorduras (saturada e trans), proteínas, carboidratos, sódio e fibras. Estes dados nutricionais são referentes a uma porção em gramas ou mililitros do produto alimentício e não ao produto inteiro. A porção é previamente definida por uma legislação brasileira e representa uma recomendação de consumo para pessoas sadias a cada vez que o alimento é consumido, com intuito de promover a alimentação saudável. No rótulo deve constar, ainda, a informação da medida caseira referente à porção, por exemplo, uma xícara ou uma unidade.

No entanto, a declaração de porções diferentes entre alimentos similares e a apresentação de medidas caseiras difíceis de serem aplicadas na prática podem comprometer o uso da rotulagem nutricional nas decisões de compras dos consumidores. "Isso ocorre em função da dificuldade de comparar as informações nutricionais e entender os dados disponíveis nos rótulos", avalia a nutricionistaNathalie Kliemann, que estudou a rotulagem em seu mestrado.

A dissertação desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e ao Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (Nuppre) da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC) analisou como a porção e a medida caseira estão sendo declaradas nos rótulos dos alimentos industrializados ultraprocessados. O estudo foi realizado em um grande supermercado de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina.

Foram analisados 2.072 alimentos, que apresentaram uma variação significativa na declaração do tamanho da porção. Os resultados revelam uma variação mínima de 70% (21 a 30g entre biscoitos salgados), chegando a uma variação máxima de 765%, entre pratos preparados prontos e semiprontos (55 a 420g).

"Para a simples comparação de valores nutricionais entre alimentos similares é preciso realizar cálculos, em virtude da falta de padronização do tamanho da porção", avalia Nathalie. Segundo ela, o estudo também mostrou 9,3% de alimentos que apresentaram porção menor do que o recomendado. A nutricionista ainda observou que grande parte desses alimentos apresentaram menor densidade energética e maior peso total quando comparado com outros.

Um exemplo encontrado foi o de dois doces de amendoim,o primeiro tinha porção de 15 gramas e 78 kcal; o segundo de 20 gramas e 84 kcal. A nutricionista alerta que se ambos seguissem a porção de referência, que é de 20 gramas, o primeiro alimento seria aquele com maior valor energético por porção, embora em uma leitura rápida possa parecer o contrário. São informações que, na opinião da profissional, podem induzir o consumidor a equívocos em relação à composição nutricional do alimento.

"As informações disponíveis nesses rótulos infringiram o direito do consumidor a informações corretas e fidedignas", considera Nathalie, que foi orientada em sua pesquisa pela professora Rossana Pacheco da Costa Proença e contou com a colaboração da professora Marcela Boro Veiros (ambas ligadas ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC).

De acordo com as nutricionistas, é possível que diante da baixa densidade energética de alguns alimentos, o tamanho da porção pode estar sendo utilizado para ressaltar essa característica. Além disso, porções muito pequenas, em embalagens grandes, podem dificultar o entendimento do tamanho da porção na rotulagem nutricional, especialmente pelo fato de não haver a obrigatoriedade da informação sobre o número de porções presentes na embalagem.

Com relação à medida caseira, o estudo detectou termos pouco específicos, como "colher", sem especificação do tipo. Além disso, o uso de tipos de medida caseiras inadequadas aos alimentos, como em um queijo de minas a medida caseira ser uma colher, sendo que esse alimento geralmente é consumido em fatias. Outro exemplo é um queijo no palito, em que a medida caseira é uma fatia, quando uma unidade deveria ser cada queijo no palito. "Esses resultados evidenciam a necessidade de definição de regras mais claras e coerentes para a declaração da medida caseira", avalia Nathalie.

Ela lembra que estudos realizados no Brasil e no exterior indicam que as informações sobre porção e medida caseira são pouco lidas pelos consumidores e estão entre os itens com menor nível de compreensão por eles. "Mas considerando a rotulagem como uma política de apoio para a difusão de informações nutricionais e a promoção de escolhas alimentares saudáveis, torna- se indispensável a revisão da legislação brasileira, assim como maior fiscalização das informações disponíveis aos consumidores", alerta a nutricionista.

Saiba Mais

Padronização

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as informações nutricionais nos rótulos sejam padronizadas, precisas e compreensíveis, que permitam a comparabilidade entre alimentos similares e auxiliem na determinação do consumo. Para isso, aconselha que haja monitoramento dessas informações fornecidas aos consumidores, como também que se utilize a rotulagem nutricional como um instrumento de educação para o consumo.

Brasil aceita variação

Apesar dessas recomendações, a legislação brasileira permite que sejam declarados nos rótulos de alimentos porções com tamanhos diferentes daquelas recomendadas. É permitido que a porção nos rótulos seja até 30% maior ou menor que a recomendada pela legislação. Por exemplo, os biscoitos que têm porção recomendada de 30 gramas, podem declarar nos rótulos porções de 21 a 39 gramas. Além disso, nem todos os alimentos têm uma porção recomendada na legislação, como é o caso dos pratos prontos para o consumo, como lasanhas e pizzas. Para esses alimentos, a porção deve corresponder até 500 kcal do alimento.

Mais informações

Pesquisadora Nathalie Kliemann
E-mail: nathalie.kliemann@gmail.com

Professora Marcela Boro Veiros
E-mail: marcelaveiros@gmail.com

Professora Rossana Pacheco da Costa Proença
Telefones: (48) 3721-2218 e (48) 3721-5042
E-mail: rossana@mbox1.ufsc.br

FONTE

Agência de Comunicação da UFSC
Arley Reis - Jornalista
Telefone: (48) 3721-9601
E-mail: agecom@agecom.ufsc.br

Links referenciados

Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições

Programa de Pós-Graduação em Nutrição

Universidade Federal de Santa Catarina

Agência de Comunicação da UFSC

Rossana Pacheco da Costa Proença

Organização Mundial da Saúde

nathalie.kliemann@gmail.com

marcelaveiros@gmail.com

rossana@mbox1.ufsc.br

Marcela Boro Veiros

Nathalie Kliemann

UFSC

quarta-feira, 18 de julho de 2012

16° Congresso Mundial de Ciência e Tecnologia de Alimentos


O “16° Congresso Mundial de Ciência e Tecnologia de Alimentos” do IUFoST, acontecerá pela primeira vez na América Latina, em Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, de 5 a 9 de Agosto de 2012.

O evento tem como objetivos promover oportunidades de cooperação internacional, troca de informações e discussões entre cientistas e especialistas de alimentos de todo o mundo. O programa científico está estruturado de maneira forte e abrangente, cobrindo pontos-chave na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos.

Localizada no extremo oeste do estado do Paraná, Foz do Iguaçu é o centro turístico e econômico mais desenvolvido daquela região, sendo um dos mais importantes destinos turísticos brasileiros.  As deslumbrantes “Cataratas do Iguaçu” estão entre as sete maravilhas da natureza. Possuem 275 cascatas distribuídas em quatro quilômetros em meio à exuberante natureza.


Faça sua inscrição


Postagens populares