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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Alimente seus genes: dieta pode limitar propensão genética a doenças


Descoberta de pesquisadores noruegueses derruba os argumentos que sustentam as dietas consideradas "salvadoras"



A dieta é a chave para controlar a nossa suscetibilidade pessoal genética para a doença. Ao escolher o que comemos, optamos se vamos oferecer aos nossos genes as armas que causam doenças. Mas, então, o que devemos comer? Respostas com recomendações para dietas saudáveis não faltam. Porém, qual seria a resposta a essa pergunta se soubéssemos como os nossos genes respondem aos alimentos que ingerimos e como eles afetam o processo celular que nos faz saudáveis (ou não)?

A resposta que cientistas da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia encontraram pode surpreender: a melhor dieta do ponto de vista de um gene deve ser composta por um terço de proteínas, um terço de gorduras e um terço de carboidratos. Segundo o recente estudo publicado no site da instituição, esta seria a melhor receita para limitar o risco de doenças relacionadas aos hábitos de vida.

Doenças cardiovasculares, cânceres e diabetes

No estudo, os pesquisadores Ingerid Arbo e Hans-Richar Brattbakk alimentaram pessoas que estavam um pouco acima do peso com dietas diferentes, que demonstraram efeito sobre a expressão gênica — o processo no qual a informação da sequência de um gene do DNA é traduzida em uma substância.

Os cientistas descobriram, por exemplo, que uma dieta com 65% de carboidratos faz com que vários tipos de genes tenham que "fazer horas extras", isto é, trabalhem muito mais. 

De acordo com a supervisora do estudo, Berit Johansen, isto afetaria não apenas os genes que causam inflamações, mas também genes associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cânceres, doenças mentais e diabetes tipo 2 — as principais doenças relacionadas ao estilo de vida.

Mude a sua dieta

A descoberta dos pesquisadores noruegueses derruba os argumentos que sustentam as dietas que você ouviu que o salvariam. Segundo a publicação, o que acontece é que existem várias recomendações e uma grande variação quanto à forma como são justificadas cientificamente.

— Ambas as dietas de baixa e alta ingestão de carboidratos estão erradas. Mas a dieta com ingestão reduzida destes nutrientes está mais próxima de uma alimentação correta — explica a pesquisadora.

Segundo ela, a dieta não deve conter mais de um terço de carboidratos (até 40% das calorias) em cada refeição, caso contrário, os genes são estimulados para iniciar atividade que gera inflamação no corpo.

No entanto, a professora adverte que cortar completamente os carboidratos e ingerir mais gorduras e proteínas também é prejudicial. O ideal seria manter um equilíbrio sempre.

A recomendação de Berit é que os três nutrientes sejam ingeridos em cinco ou seis pequenas refeições diárias e não somente na refeição principal.

— Se você quer reduzir a probabilidade de doenças, porém, a mudança na dieta tem de ser permanente — explica.

Fonte: Clic RBS

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Estudos relacionam obesidade aos genes; saiba mais

De acordo com levantamento realizado pelo Ministério da Saúde  (2009), 13% da população adulta brasileira sofre com a obesidade. Desde 2006 o número aumentou de 11,4% passando para 12,9% (em 2007) e se mantém estável na casa dos 13%. A pesquisa apontou, ainda, que nas mulheres o índice de sobrepeso é maior com 13,6% contra 12,4 % dos homens. 

O fato é que muitas vezes a obesidade está relacionada a diversas doenças como as cardiovasculares e a diabetes tipo 2. Para reverter tal situação, especialistas em nutrição recomendam que o gasto energético deva sempre ultrapassar a energia consumida através das calorias. Além disso, uma mudança no estilo de vida é indispensável e, de alerta, não há receita certa de 'emagreça assim', 'emagreça assado'; cada pessoa possui um biótipo diferente que influencia na perda e manutenção do peso e, por isso, existe a necessidade de um acompanhamento particular. 

Quanto às variáveis apresentadas pela população no que diz respeito à resposta do organismo ao emagrecimento, inúmeras pesquisas foram feitas para explicar o fenômeno. Elas sustentam a hipótese de que a variação genética e a interação com o ambiente esclarecem por que alguns indivíduos são mais propensos a ganhar peso do que outros em ambiente similar.


Fonte: Artigo



A genética explica! 

A genética possui um papel fundamental na regulação do peso, pois há genes que comandam o apetite, o metabolismo e o gasto energético. Foram analisadas pessoas com excesso de peso, cujos genes relacionados ao balanço energético, dieta, alteração da composição corporal em resposta a exercícios físicos e a dieta, eram mais plausíveis a uma possível engorda. 

Por que, após um bom emagrecimento, uma pessoa obesa pode apresentar recidivas? 

A adaptação e alteração da taxa metabólica, após a perda de peso, variam muito de indivíduo para indivíduo: alguns vão diminuir e se adaptar ao tamanho do novo órgão (reduzido pela dieta e alimentação saudável); outros vão diminuir, mas não vão resistir à perda de peso e essa diferença varia de acordo com os genes. 

Há investigações sobre drogas que ajudam na perda de peso induzida e, nestes casos, foi possível concluir que a genotipagem pode ser um fator relevante sobre a eficácia do medicamento para o tratamento de obesidade. 

Os estudos, ainda que bastante explicativos, são incompletos, pois não foi levada em consideração a etnia, condição física, diferença entre estilo de vida e idade, entre outros. Se todos esses fatores fossem analisados, seria muito mais difícil uma analise precisa, devido ao imenso número de pessoas, características genéticas e estilos de vida diferentes. É necessária absoluta compreensão dos mecanismos, antes de se aplicar os estudos a uma prática clínica. 

Como as pesquisas nutrigenéticas estão no início, ainda não é possível prescrever dietas personalizadas com base em informações genéticas, porém já se consegue saber por que alguns indivíduos são bem sucedidos na perda e manutenção do peso e outros não. Com os estudos, será possível saber qual o tratamento mais adequado para os ‘sempre obesos’, bem como na produção de drogas para o tratamento obesidade.(*Com Ministério da Saúde e Clínica Esportiva).

Fonte: Bonde

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