quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Acordo deve reduzir sódio de requeijão, hambúrguer e embutidos

Fabricantes se comprometeram a diminuir índice de sódio em quatro anos. Biscoito, macarrão instantâneo e maionese já estavam em acordos anteriores.


Redução de sódio nos alimentos
Acordo de 2013
ProdutoMeta 2014Meta 2016
Requeijão cremoso587 mg de sódio / 100 g do produto541mg em 2016 / 100 g de produto
Queijo muçarela559 mg de sódio / 100 g de produto512 mg de sódio / 100 g de produto
Sopa instantânea334 mg / 100 g do produto330 mg / 100 g do produto
Sopas prontas para consumo e para cozimento327mg / 100 g do produto314 mg / 100 g do produto
ProdutoMeta 2015Meta 2017
Empanados690mg em 2015/ 100 g do produto650mg em 2017/ 100 g do produto
Hambúrguer780mg/ 100 g do produto740mg/ 100 g do produto
Linguiça cozida mantida a temperatura ambiente1560 mg/ 100 g do produto1500 mg/ 100 g do produto
Linguiça frescal1080 mg/ 100 g do produto970 mg/ 100 g do produto
Linguiça cozida mantida sob refrigeração1310 mg / 100 g do produto1210 mg / 100 g do produto
Mortadela mantida sob refrigeração1270 mg em 2015 / 100 g do produto1180 mg/ 100 g do produto
Mortadela mantida a temperatura ambiente1380 mg / 100 g do produto1350 mg / 100 g do produto
Presuntaria1180mg / 100 g do produto1160 mg / 100 g do produto
Salsichas1140mg / 100 g do produto1120mg / 100 g do produto
Acordo de 2012
ProdutoMeta 2013Meta 2015
Caldo líquido ou em gel928 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo865 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo
Caldo em pó ou em cubo1.100 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo1.025 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para  consumo
Tempero em pasta37.901 mg de sódio / 100 g do produto33.134 mg de sódio / 100 g do produto
Tempero para arroz32.927 mg de sódio / 100 g do produto32.076 mg de sódio / 100 g do produto
Demais temperos23.775 mg de sódio / 100 g do produto21.775 mg de sódio / 100 g do produto
Margarina vegetal1.089 mg de sódio / 100 g do produto715 mg de sódio / 100 g do produto
Cereais matinais579 mg de sódio / 100 g do produto418 mg de sódio / 100 g do produto
Acordo de dezembro de 2011
ProdutoTeor em 2011Meta 2014 / 2016
Pão francês648 mg de sódio / 100 g do produto586 mg de sódio / 100 g do produto(2014)
Batatas fritas e palha720 mg de sódio / 100 g do produto529 mg de sódio / 100 g do produto(2016)
Salgadinhos de milho1.288 mg de sódio / 100 g do produto747 mg de sódio / 100 g do produto(2016)
Bolos prontos463 mg de sódio / 100 g do produtoEntre 204 e 332 mg de sódio / 100 g do produto(2014)
Misturas para bolos568 mg de sódio / 100 g do produtoEntre 250 e 334 mg de sódio / 100 g do produto(2016)
Biscoito salgado1.220 mg de sódio / 100 g do produto699 mg de sódio / 100 g do produto(2014)
Biscoito doce490 mg de sódio / 100 g do produto359 mg de sódio / 100 g do produto(2014)
Biscoito doce recheado600 mg de sódio / 100 g do produto265 mg de sódio / 100 g do produto(2014)
Maionese1.567 mg de sódio / 100 g do produto1.052 mg de sódio / 100 g do produto (2014)
Acordo de abril de 2011
ProdutoMeta 2012Meta 2014
Macarrão instantâneo1.920,7 mg de sódio / 100 g do produto


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Pão de forma645 mg de sódio / 100 g do produto522 mg de sódio / 100 g do produto
Bisnaguinha531 mg de sódio / 100 g do produto430 mg de sódio / 100 g do produto
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Edmundo Klotz, assinaram nesta terça-feira (5) um acordo para reduzir a quantidade de sódio em mais um grupo de alimentos industrializados no país. O sódio é o principal componente do sal de cozinha.
Com o acordo, o quarto para a área, a meta do governo em relação ao sódio é de, por exemplo, passar de 587miligramas (mg) de sódio por 100g de requeijão cremoso em 2014 para 541mg por 100g em 2016. Para fins estatísticos do governo, ela foi estabelecida em 2012 e representará uma redução de 63,2% do nutriente no acumulado de quatro anos, de 2013 a 2016.
O termo assinado pelo governo e pelos fabricantes prevê redução de sódio em requeijão cremoso, sopa instantânea, sopa pronta para consumo e para cozimento, queijo muçarela, empanados, hambúrguer, presunto embutido, linguiça frescal, linguiça cozida a temperatura ambiente e mantida sob refrigeração, salsicha e mortadela mantida sob temperatura ambiente e sob refrigeração.
Esse é o quarto acordo firmado entre o Executivo federal e os fabricantes de alimentos desde 2011 com o mesmo objetivo. Nos tratados anteriores, alimentos como pão de forma, macarrão instantâneo, batata frita, maionese, biscoito recheado, margarina, cereais matinais e temperos para massa e arroz também tiveram a quantidade de sódio reduzida.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário de sódio deve ser de menos de dois gramas por dia, equivalente a uma colher de chá ou cinco gramas de sal. O sal, em quantidades maiores do que a recomendada, aumenta a pressão arterial, podendo alterar o ritmo cardíaco. Com o desequilíbrio, a pessoa corre mais riscos de sofrer enfarte e problemas circulatórios.
De acordo com o ministério, a ingestão em excesso de sódio pode contribuir para o aparecimento e agravamento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como a hipertensão arterial. A meta do governo federal é diminuir a média de consumo de sal no país e reduzir a taxa de mortalidade prematura (que se refere às pessoas com menos de 70 anos), por DCNTs em 2% ao ano.
O governo estima que, desde 2011, cerca de 11,3 mil toneladas de sódio deixaram de ser adicionadas aos alimentos que foram incluídos nos acordos firmados com a indústria alimentícia. Até 2020, o Executivo espera evitar a adição de 28,5 mil toneladas de sódio.
Klotz disse que atingir essas metas é possível devido à mudança gradual, que dá tempo de a indústria alimentícia pesquisar substâncias em substituição ao sódio sem perder o sabor de produtos. "Estamos não só dispostos, mas também já praticando. [...] Essa graduação permite que esses investimentos sejam feitos sem grande esforço. Se fosse feito de uma vez, seria incompatível. [...] Tem alguns problemas a serem enfrentados. O sal é um conservante, então tem que arranjar alguma outra coisa que se conserve, que faça esse papel", ponderou.
O sódio, especialmente em alimentos industrializados, está presente em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).
A fim de equilibrar o sódio ingerido, os especialitas recomendam o consumo de frutas e verduras, que são ricas em potássio.


Hipertensão
Durante a assinatura do acordo, o Ministério da Saúde também divulgou os resultados de uma pesquisa feita em 2012 sobre a hipertensão arterial no Brasil. Segundo o estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), feito pela pasta, 24,3% dos brasileiros são hipertensos.

Essa porcentagem representa um aumento em relação aos dados de 2011, quando a proporção de hipertensos no Brasil tinha sido de 22,7%, de acordo com a pesquisa Vigitel divulgada no ano passado.
A pesquisa divulgada nesta terça-feira mostrou que a hipertensão tem mais impacto mulheres, pessoas de menor escolaridade e com mais de 65 anos. Destas últimas, 59,2% sofrem com a doença no país.
A diretora do Departamento de Análise de Situação de Saúde, Deborah Malta, afirmou que o consumo médio de sal pelo brasileiro é de 12 gramas diárias, mais do que o dobro sugerido pela OMS. Isso seria causado pelo hábito de colocar sal em alimentos processados e de comer frequentemente fora de casa.
Deborah ainda afirmou que, se a recomendação de consumo de sódio da OMS fosse totalmente adotada, o Brasil teria 15% a menos de mortes por acidente vascular cerebral (AVC) e menos 10% de óbitos por enfarte. Além disso 1,5 milhão de hipertensos ficariam livres de medicação para combater a doença e ganhariam mais quatro anos na expectativa de vida.
A cidade que tem a população mais hipertensa, conforme o estudo, é o Rio de Janeiro (RJ), com 29,7%. A capital fluminense é seguida no ranking por Recife (PE), 26,9% e Maceió (AL), 26,7%. Já a cidade que menos tem vítimas de hipertensão é Boa Vista (RR), que registrou 16,6%.


Fonte: Bem Estar






quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Lei muda cardápio de escolas e incentiva alimentação saudável

Lei muda cardápio de escolas e incentiva alimentação saudável
Doze anos atrás, salgadinhos e frituras, doces e refrigerantes mandavam no paladar dos alunos de Florianópolis. Foi então que a cidade criou a Lei das Cantinas. Uma iniciativa pioneira no Brasil para tornar mais saudável a alimentação nas escolas. O Globo Repórter foi testemunha.

Mas será que a lei pegou? Será que as nossas crianças estão se alimentando melhor? A resposta está na boca desta turminha.
Igor Cascaes, 11 anos: Tem salada, alface, tomate, arroz, feijão, frango, tem tudo.

Globo Repórter: Sente falta de refrigerantes e doces?
Igor Cascaes: Não.
Globo Repórter: Acha que tá comendo bem assim?
Igor Cascaes: Sim. muito.

Globo Repórter: Alguém troca o lanche atual por salgadinhos, refrigerante?

Alunos: Não.

“A Lei das Cantinas teve um papel bem importante, porque foi a partir dela que a temática alimentação escolar, ela começa a ter uma proporção nacional e se vê um esforço para irem fechando, irem diminuindo as cantinas comerciais dentro das escolas e se melhorar, se qualificar o programa público de alimentação escolar”, explica a Cristine Garcia Gabriel, pesquisadora da UFSC.
Mas tirar as delícias cheias gordura, sal e açúcar não foi fácil, lembra Fernanda - que na época era estudante.
“A reação não foi muito boa, né? Muitas pessoas fizeram um abaixo assinado contra a Lei das Cantinas”, conta Fernanda Camargo Lopes, nutricionista.
Hoje, ela é nutricionista de escolas públicas e viu o quanto a comida os alunos melhorou.
”A gente saiu de um cardápio pobre em nutrientes pra tá servindo hoje um cardápio rico em alimento orgânicos, integrais, arroz, feijão, carnes de boa qualidade”, conta a nutricionista Fernanda Camargo Lopes.
Quando a gente ouve alunos falando com tanta empolgação pode até pensar que o paladar deles mudou em um passe de mágica.
“Quando a criança lá de pequenininha experimentou muito sal, muito açúcar é muito complicado a gente reeducar este hábito alimentar. É bem difícil”, diz Clarisse Corbelini de Souza, nutricionista.
Se mudar é difícil, melhor é começar desde cedo no caminho certo.
“Alimentação saudável é fundamental. Tem que começar de pequeninho, né? Pra ir acostumando”, conta Marissol Correa Dutra, agente de saúde.
Dá gosto de ver as crianças das creches municipais na hora do lanche, do almoço, do jantar. E sabe qual é o segredo?
Natalia Queiróz, seis anos: Faz um buraquinho, depois a gente bota uma sementinha, depois a gente bota um pouco de água, enterrou, daí nasceu.

Globo Repórter: E cresceu?
Natalia Queiróz: Sim.
Globo Repórter: E hoje vocês estão colhendo?
Natalia Queiróz: Hoje a gente ta colhendo.
Globo Repórter: E agora que vocês colheram vocês vão?
Natalia Queiróz: Comer.

Das 112 escolas públicas municipais da cidade, 82 tem uma horta. As vezes até falta espaço e o jeito é improvisar. Em uma das escolas, a cerca virou um canteiro de alfaces plantadas em garrafas pet. A ideia não é a horta produzir a comida da merenda dos alunos. O que se planta é educação alimentar e o que se espera colher são hábitos mais saudáveis à mesa para o resto da vida.
Eduardo Farias, agrônomo: Aqui a criança consegue entrar em contato com o alimento, sabe de onde é que vem uma beterraba, de onde é que vem uma cenoura, sabe de onde é quem vem um alface, né?
Globo Repórter: quer dizer, elas vão criando intimidade com aquilo que elas vão comer?

Eduardo Farias: Isso mesmo.

Foi o que aconteceu com a Luara.
Marissol Correa Dutra, agente de saúde: A Luara não comia salada. Não gostava de cenoura, não gostava de beterraba, de tomate, de alface.

Globo Repórter: O que que mudou?
Marissol Correa Dutra: Mudou depois que ela veio da escolinha. Que aprendeu a plantar, a colher e a comer.

“A formação do paladar acontecendo de uma forma agradável, a criança associa isso com alimentos mais saudáveis e leva isso pra vida inteira”, Rafaela Mafra, nutricionista.
Até porque, para os pequenos, tudo vira uma grande brincadeira. Da plantação ao prato. E um coleguinha estimula o outro.
Isaac Enir Pires, três anos: Olha, se tu comer só feijão, be, tu vai ficar com pouquinha força. Tu tem que comer até o prato ficar vazio pra tu ficar forte.

Professora: Ouviu o amigo?
Bernardo Martins, três anos: Ouvi. Vou comer tudo a abóbora.
Isaac Enir Pires: O alface também.

E para tudo dar certo, escola e família precisam ser parceiras.
Fábio Machado, pai de Valentina: O que ela tem em casa acaba tendo aqui e o que ela tem aqui na escola ela acaba tendo em casa também.

Globo Repórter: Então sempre tem um prato nutritivo pra Valentina?
Fábio Machado: Sempre tem um prato nutritivo.

E muitas vezes os pais precisam resistir.
Dandara Zigler, 11 anos: Eu peço frituras, daí eles nunca fazem. Só muito de vez em quando.

Globo Repórter: Eles controlam a tua alimentação papai e mamãe?
Dandara Zigler: Muito.

Para proteger ainda mais as crianças, Florianópolis foi além. Há três anos, uma portaria deu aos professores o direito de tirar as guloseimas que alguns alunos ainda insistem em levar para a escola.
“Esta semana ainda confisquei um salgadinho de um aluno. Algumas balas, chicletes. Estas coisas ainda acontecem, mas não é a regra, é a exceção. A gente pega, fala que não pode. Tenta conversar com a família. Dizer para não mandar este tipo de lanche. Mas as vezes acontece”, conta a agente de saúde Marissol Correa Dutra.
Doze anos depois, só duas lanchonetes particulares - que conseguiram se adaptar ao cardápio saudável - continuam a funcionar nas escolas do município. Os pratos coloridos, caprichados, nutritivos e saborosos são um direito das crianças e um dever do estado. Quem planta nesta horta colhe saúde e cidadania.
Fonte: g1.globo

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cinco alimentos saudáveis para incluir na alimentação das crianças


Como deve ser o cardápio de uma criança a partir de 2 anos de idade? Alguns ingredientes são indispensáveis ao desenvolvimento dos pequenos. Veja aqui cinco alimentos saudáveis que não podem faltar no cardápio da meninada.
1. Leite.  A criança precisa tomar no mínimo três porções de leite ou derivados todos os dias. A partir dessa fase, o leite já pode ser servido em um copinho. Fonte de proteínas e de cálcio, ele é indispensável ao crescimento e à manutenção de dentes e ossos. E mais: “As gorduras do leite são indispensáveis para a assimilação de algumas vitaminas”, explica o nutrólogo Fábio Ancona, professor da Universidade Federal de São Paulo, em entrevista à revista CLAUDIA BEBÊ.
2. Frutas e sucos cítricos. Sirva até quatro porções ao dia. Pode ser em forma de purê, picadinhas, em salada de frutas e até em um sorvete caseiro. No início, ofereça as frutas descascadas, mas, aos poucos, comece a servi-las com casca, para que todas as vitaminas sejam aproveitadas. Lave sempre as frutas em água corrente, inclusive antes de descascar. Todas elas contêm vitaminas variadas e fibras, mas cada uma possui propriedades específicas. Por isso, é preciso diversificar ao máximo. Sirva também sucos, especialmente os cítricos, que contêm vitamina C, como laranja, limão, acerola, maracujá, caju e goiaba. Um copo como sobremesa no almoço e no jantar é uma boa medida.
3. Cereais. São necessárias cinco porções de cereais ao dia. Ou seja, eles devem estar presentes em todas as refeições. No café da manhã e nos lanchinhos, opte por mingau de aveia com leite, biscoito ou pão. Para almoço e jantar, ofereça arroz, macarrão ou pratos à base de farinha, como uma torta. Nessas refeições, os cereais também podem ser substituídos por raízes, como mandioca, batata, batata-doce e cará, picadinhos ou ligeiramente amassados com o garfo.
4. Feijão.  O ideal é uma concha média, cozido até ficar bem macio, uma ou duas vezes por dia. Ele é fonte de proteínas, calorias e minerais, como o ferro e, combinado com o arroz, fornece também aminoácidos formadores de proteínas que servem de matéria-prima para músculos, ossos, pele e cabelos. Alterne feijão-rosado, preto e branco. Deixe-os de molho antes de cozinhar, para que eles liberem os fitatos – substâncias causadoras de gases.
5. Hortaliças cruas. Basta meio pires no almoço e no jantar. Os cuidados de higienização são os mesmos das demais verduras. Para servir, pique miudinho ou rale. Elas são fontes importantes de vitaminas variadas e de fibras. Bons exemplos são alface, beterraba e tomate. Selecione vegetais sem folhas queimadas, com cascas íntegras e que não estejam excessivamente maduras.
(Com reportagem de Carolina Prado para a revista CLAUDIA BEBÊ)

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