terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nove estratégias para combater a ansiedade

Quando temos que enfrentar um desafio, a ansiedade toma conta do corpo e da mente. Inúmeros hormônios começam a agir, o coração acelera, a transpiração aumenta e até uma súbita dor de barriga aparece. Se essa sensação se acumular demais no corpo, pode extravasar de formas não tão agradáveis. 

"Alguns choram, outros gritam e partem para a briga, outros ainda adoecem e podem até entrar em depressão", conta a psicóloga Amélia Kassis, diretora da Companhia Zen, de São Paulo. Para evitar que a ansiedade não chegue ao ponto de virar um transtorno mais sério, procure marcar uma consulta com um psicólogo e adote alguns cuidados indicados por esses especialistas.

A incerteza sempre existe - aceite isso

Não é possível prever os fatos ou ter garantia de que tudo sairá exatamente do jeito que você espera. Passar horas e horas ansioso não fará diferença alguma no resultado. Portanto, procure não dar espaço na sua mente a pensamentos como: "talvez eu encontre uma solução", "não quero ser surpreendido", "não quero esquecer alguma coisa", entre outros. Essas preocupações apenas impedirão que você aproveite as coisas boas que tem no momento presente.

A psicóloga Solange Quintanilha, do Rio de Janeiro, recomenda conversar com as pessoas que você confia e compartilhar o que você está passando para tentar amenizar essa incerteza. "Você sentirá como é bom ter a compreensão dos que se preocupam com você", afirma a especialista.

Hora de dormir, hora de se preocupar

A ansiedade vai dominar o seu dia conforme você permitir que as preocupações ocupem a sua cabeça todo o tempo. "Tente estabelecer um momento para cada coisa, inclusive para se preocupar", diz Solange Quintanilha. A hora de dormir, por exemplo, não é o melhor momento porque você dificilmente ficará relaxado.

Se um pensamento ansioso insistir em atrapalhar suas tarefas ou seu sono, faça uma anotação em um bloquinho, de forma que você o leia e reflita mais tarde. Isso cria a sensação de que você está livre da preocupação de ter que se lembrar disso a toda hora, uma vez que terá um momento só para se dedicar ao problema depois.

Sem exageros de pessimismo

Quando estamos ansiosos, tendemos a visualizar as coisas de forma muito mais perigosa e negativa do que elas realmente são. "É preciso ter o cuidado enxergar a situação temida ou desejada como algo mais tangível e possível, sem generalizar", afirma a psicóloga Amélia. Dessa forma, você aumenta a autoconfiança e autoestima, ficando mais preparado para enfrentar os desafios que te deixam ansioso. Lembre-se: o futuro é uma incerteza, pode dar certo tanto quanto pode dar errado e você sabe que está fazendo o seu melhor para que dê certo. Além disso, haverá formas de conviver com a situação se algo não ocorrer exatamente como você pretende.

Relaxe de verdade

Diante da expectativa de uma situação que está por vir, o corpo parece ficar irrequieto e a sua mente não descansa - a preocupação atrapalha qualquer tentativa de concentração nas tarefas diárias. "O relaxamento é eficaz para liberar toda a tensão gerada e regularizar os níveis de hormônios que são responsáveis pela sensação de ansiedade", explica a psicóloga Amélia. Experimente fazer ioga, meditação ou reserve alguns minutinhos do seu dia para adotar hábitos diários. Aqui vão algumas sugestões:

Evite ficar sozinho

Se você tiver a opção de sair e se distrair com outras pessoas - vá em frente. Quando você está sozinho, tende a pensar mais nas preocupações que causam ansiedade. "É claro que é importante que a pessoa fique sozinha e aprenda a lidar com essa situação", lembra a psicóloga Amélia. Mas ficar muito tempo só pode gerar uma sensação de impotência maior. Quanto mais você tiver apoio de outras pessoas, menos se sentirá vulnerável a problemas que parecem ameaçadores.

Pratique exercícios físicos

Segundo um estudo da Southern Methodist University, nos Estados Unidos, pessoas com um quadro clínico de ansiedade podem ter os sintomas reduzidos com atividade física de intensidade moderada. Os pesquisadores afirmam que 150 minutos de prática por semana (50 minutos, três vezes por semana, por exemplo) podem ser suficientes para trazer esses benefícios.

Pessoas ansiosas tendem a comer mais
Consuma alimentos que combatem a ansiedade

Alguns alimentos contêm aminoácidos e vitaminas que diminuem a ansiedade por aumentar os níveis de serotonina no organismo, que é um neurotransmissor responsável pelo bem-estar e relaxamento. Confira sete alimentos campeões para aquietar a mente.

Tenha momentos de lazer

"Tanto atividades físicas como momentos de lazer ajudam a deixar o corpo e a mente em equilíbrio", explica a psicóloga Amélia. Por isso, reserve momentos do seu dia para cuidar de você e fazer o que você gosta. Se isso parecer difícil demais, já que a sua rotina é muito apertada, confira sugestões de especialistas para transformar você em prioridade.

Procure terapias complementares

Segundo Amélia Kassis, florais e homeopatia são meios eficazes de manter a ansiedade em níveis ideais. "Mas eles não dispensam a necessidade de passar por uma avaliação clínica para verificar se é preciso fazer um tratamento com psicoterapia e medicamentos", lembra a psicóloga. Há uma infinidade de terapias naturais que podem agir combatendo a carga emocional negativa que a ansiedade pode provocar.

Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Dicas de como cuidar da saúde do coração


As doenças cardiovasculares são responsáveis por 29,4% de todas as mortes registradas no país anualmente. A alta freqüência do problema coloca o Brasil entre os dez países com maior índice de mortes por doenças cardiovasculares. O relatório “Estatísticas da Saúde Mundial 2012“, lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), apurou dados de 194 países. Uma das conclusões foi o aumento do número de pessoas com pressão alta, diabetes e obesidade em todo o mundo.

O cirurgião cardiovascular do Instituto do Coração (INCOR), Roberto Rocha e Silva, esclarece importantes formas de cuidar do coração e ter qualidade de vida. 

Confira:


Falta informação sobre a prevenção de doenças cardiovasculares ou falta empenho da pessoa no cuidado da qualidade de vida?

Podemos aponter várias respostas para essa pergunta. As informações existem, mas primeiro o profissional tem que disponibilizar tempo para obtê-las. O profissional precisa tempo para transmitir este conhecimento e esclarecer as dúvidas dos pacientes. Isto tudo envolve custo e tempo que nem sempre está disponível no relacionamento entre o médico e pessoa assistida. A pessoa assistida tem que valorizar estas informações e se conscientizar que a opção pela saúde envolve esforço permanente.



O que mudou no diagnóstico e na indicação de tratamento com o aumento da expectativa de vida?

As doenças cardiovasculares aparecem após anos de descuido com eventuais fatores de risco: pressão alta, diabetes, colesterol alterado durante anos promovem o aparecimento progressivo de obstruções nas artérias. Após muitos anos, uma destas obstruções rompe e leva à manifestação agudo do infarto.


O diagnóstico mais importante é justamente o dos fatores de risco: para isso, basta o paciente comparecer ao médico, se possível, ainda na adolescência e manter seguimento de acordo com seu médico. Estas doenças são facilmente diagnosticadas e os novos tratamentos medicamentosos, quando necessários, são extremamente eficientes. Esta atuação evita ou retarda muito o aparecimento das obstruções, aumentando a longevidade e a qualidade de vida das pessoas.

Se a pessoa foi descuidada, o diagnóstico das obstruções já instaladas é realizado com equipamentos cada vez mais confiáveis e permitem o começo do tratamento clínico que hoje, de novo, é extremamente eficiente em evitar o progresso destas obstruções e sua eventual rotura. Com isso, diminuiu a chance de um infarto, prolongando-se a longevidade com qualidade do paciente.


O cigarro ainda é o maior vilão das doenças cardíacas?

É um fato conhecido que é uma quadrilha composta de sete bandidos: cigarro, obesidade, sedentarismo, colesterol, diabetes, pressão alta e fatores familiares. O que varia, para cada um de nós, é número de comparsas e quem se torna o chefe da quadrilha. Olhe bem para os três primeiros elementos: eles estão super relacionados com a vontade (ou falta de vontade) da pessoa.Os outros quatro são mais independentes desta vontade. A intensidade do fator de risco é que vai determinar a chefia da quadrilha para cada pessoa. É evidente que se alguém fuma dois maços por dia por 20 anos, será uma surpresa se ela não apresentar um infarto: nesse caso, o chefe da quadrilha é reconhecido imediatamente.



O relatório da OMS constatou que aumentou drasticamente o colesterol, diabetes e pressão arterial da população. Como diminuir esses índices?

Esses três fatores estão intimamente relacionados ao sobrepeso e ao sedentarismo. Hoje nós observamos cerca de 30% de sobrepeso nas escolas. Esse problema já dificulta de cara a atividade física. E o caminho para a instalação precoce e agressiva destas doenças está aberto. É urgente a instalação de políticas de saúde pública que orientem os pais a cuidarem de seus filhos em relação à educação alimentar e atividade física. Cabe aqui a intervenção obrigatória de médicos já nas escolas, pois mais da metade das pessoas acometidas, nem se dão conta de que estão com sobrepeso, e que isto caracteriza doença que pode gerar outras doenças.



Qual a importância da reeducação alimentar?

A reeducação alimentar atua diretamente em quatro dos sete fatores de risco. Primeiro, ajuda a manter o peso adequado (contra a obesidade); segundo, pode ajudar a controlar o colesterol; terceiro, é essencial no tratamento da diabetes; e finalmente, pode auxiliar no tratamento da pressão alta.



E os exercícios físicos?

Os exercícios físicos são importantíssimos, porque também atuam diretamente em três fatores de risco: ajudam a manter o peso adequado (sem obesidade); são essenciais no tratamento da diabetes, pois reduzem a resistência a insulina e podem auxiliar no tratamento da pressão alta. Mais ainda, os exercícios físicos praticados desde a infância, podem promover um aumento discreto do calibre das artérias do coração, que pode evitar ou adiaro perigo da obstrução se tornar significativa.


E se não for por nenhum outro motivo, é para poder comer sem culpa. Afinal, se você se exercitou forte, e desse modo participou da "caçada", tem direito ao prêmio.


Qual o futuro dessa geração de crianças obesas? 

Infelizmente elas vão representar um grande custo social e econômico à sociedade sobre todos os aspectos. Elas terão uma chance maior de contrair as doenças que constituem os fatores de risco que levam ao infarto. Como estas doenças podem ocorrer mais precocemente, estas crianças têm maior probabilidade de morbidade (perda de qualidade de vida) e mortalidade quando ainda adultos jovens.



Quais as dicas para os adolescentes que comem muita comida industrializada, mas praticam esportes? Um hábito saudável neutraliza o outro?

Normalmente, os adolescentes que praticam muito esporte devoram as refeições. Mas quem está comendo excesso de comida industrializada provavelmente já não está fazendo tanto esporte quanto deveria. Alerta amarelo!


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Tamanho da cintura pode indicar risco de desenvolver diabetes

Segundo pesquisa, quanto maior a circunferência, maiores as chances de desenvolver a doença

As chances de desenvolver diabetes crescem à medida
que os valores da circunferência da cintura também aumentam
As chances de desenvolver diabetes crescem à medida que os valores da circunferência da cintura também aumentam. Este foi o resultado de um estudo elaborado pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, com o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que realizou uma análise comparativa entre as medidas da circunferência da cintura de idosos e a pré-disposição para o desenvolvimento de diabetes.

A pesquisa da nutricionista Luiza Antoniazzi Gomes de Gouveia procurou identificar os valores de circunferência da cintura em idosos, que se associam ao desenvolvimento de doenças e agravos não transmissíveis, segundo sexo e grupo etário.

— Nesse grupo se encaixam as doenças cardíacas, hipertensão arterial e diabetes mellitus — ressalta a pesquisadora.

Durante o projeto, a pesquisadora realizou um estudo longitudinal baseado nos dados do chamado Estudo SABE: Saúde, Bem-estar e Envelhecimento. Esse levantamento foi realizado com idosos residentes no município de São Paulo, nos anos 2000 e 2006, sob coordenação de docentes do Departamento de Epidemiologia da FSP. Ao todo, 2.143 idosos participaram do estudo no ano 2000, dos quais 1.115 foram reentrevistados em 2006.

No período de análise, foram observados os dados dos idosos que, no ano 2000, não apresentaram as doenças referidas no estudo. A partir dos valores de circunferência da cintura obtidos em 2000, estabeleceu-se uma relação com os que passaram a referir essas doenças no ano de 2006 na mesma população.

— A partir dos idosos que não referiram essas doenças (doença cardíaca, hipertensão arterial e diabetes mellitus) no ano de 2000, verificou-se quais os valores de circunferência da cintura que apresentaram a melhor capacidade preditiva do desenvolvimento de doença, no período de seis anos — conta Luiza.

Os resultados das relações revelaram que, com relação à maior capacidade de desenvolvimento de diabetes, os pacientes nessa condição apresentaram valores de circunferência da cintura maior ou igual a 87 cm para mulheres, e maior ou igual a 99 cm para homens, na faixa etária de 60 a 74 anos.

— Esses valores são maiores do que os números usualmente trabalhados na área da saúde, que seriam maior ou igual a 80 cm e menor do que 88 cm, ou maior ou igual a 88 cm, para as mulheres, e maior ou igual a 94 cm e menor do que 102 cm, ou maior ou igual a 102 cm, para os homens, e que foram estabelecidos anteriormente em pesquisa com população adulta — completa.

Risco para outras doenças

Segundo a nutricionista, ainda que os valores de circunferência da cintura identificados na pesquisa sejam capazes de discriminar apenas o risco para diabetes, eles contribuem também para o diagnóstico de outras doenças.

— Isso acontece pois a diabetes mellitus além de doença, constitui fator de risco para outras enfermidades, como hipertensão arterial e aumento da chance de eventos cardiovasculares — afirma Luiza.

Dessa forma, valores de circunferência da cintura, capazes de discriminar a referência da doença, podem ser considerados preditores de enfermidades e agravos não transmissíveis. Luiza ressalta a importância do reconhecimento desses valores como indicativos de risco.

— Essa conclusão permite que intervenções sejam adequadamente direcionadas, constituindo grande benefício para a saúde pública, principalmente em se tratando da possibilidade de prevenção de doenças com elevada prevalência nesse grupo etário — conclui.

AGÊNCIA USP
 

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