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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como escolher uma boa muda da fruta


Fonte: Artigo

Umuarama – Depois que dois viveiros de Umuarama foram notificados, no início da semana, por irregularidades na comercialização de mudas de frutas cítricas, a Seab (Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento) chama atenção para a correta compra das mudas das plantas e faz recomendações à liberação das propriedades. Nos canteiros onde foram encontradas as anomalias os fiscais da Seab apreenderam e destruíram 5,3 mil pés. Laranjas, tangerinas e limões são espécies possíveis de ser plantadas no Paraná, segundo o Iapar (Instituto Agronômico do Paraná). Mas há áreas interditadas, que dependem de autorização para a formação de pomares, porque o Canco Cítrico é uma doença prejudicial à saúde e condena as plantações. E se o produtor não controlar o mal, outros pomares podem ser contaminados.

O técnico em manejo e meio ambiente da área de sanidade de citricultura da Seab, núcleo de Umuarama, José Lazaro Vilani, relata que é mantido constantemente um serviço para a manutenção da qualidade e sanidade das mudas cítricas destinadas ao comércio. Orienta que na hora de adquirir mudas, é necessário solicitar autorização especial para aquisição de mudas junto a Seab e exigir nota fiscal e a garantia do produto. Conforme Vilani, mudas sadias e de boa qualidade são fundamentais para que se obtenham plantas adultas produtivas.

O que é proibido
Considerando os graves danos econômicos causados pelas pragas à exploração de cultivos vegetais como pomares, florestas, hortas e jardins, sendo a muda o principal veículo de disseminação, está proibido, desde janeiro de 2008, em todo o território paranaense, o comércio de mudas por intermédio da prática da venda ambulante, caracterizada por ser realizada em praças e vias urbanas, a bordo de veículos ou não, fora de estabelecimento comercial regularmente constituído e sem endereço definido. “Os agricultores interessados em formar pomares comerciais, ou mesmo plantar poucas mudas de citros em suas propriedades, devem recorrer à mudas legais, vendidas por viveiros cadastrados legalmente junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (e também à própria secretaria)”, afirma o técnico. Mudas produzidas em ambiente controlado proporcionam maior segurança ao citricultor, no que diz respeito à produtividade futura do pomar.

Canco Cítrico
O Cancro Cítrico é uma doença causada pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv. citri, que provoca lesões nas folhas, frutos e ramos e, consequentemente, a queda dos frutos e folhas e da produção. A bactéria do Cancro é de fácil disseminação e um de seus vetores é o homem. Altamente contagiosa, ela é resistente e consegue sobreviver em vários ambientes por mais de nove meses. Se esse ambiente for a própria fruta, folha ou ramo que foi retirado de uma planta contaminada, a sobrevivência da bactéria é ainda maior. Sobre a prevenção, Vilani ressalta que não existem medidas curativas, mas a única forma de eliminar a doença é a erradicação da planta, ou parte doente da mesma. “Por isso, evitar a entrada da doença no pomar é fundamental”, explica.

Regiões que precisam de autorização
A divisão da área interditada, com necessidade de autorização para o plantio, vai de Cascavel, no Oeste, até Cornélio Procópio, no Norte. Já os campos livres passam por Guarapuava, Curitiba e seguem até Jacarezinho.
 

A ameaça chamada Greening

Outra praga que da trabalho aos órgãos de controle no Estado é a Greening. A doença também afeta os citrus, deixando suas folhas amareladas e mosqueadas, onde podem ser observadas manchas irregulares. Ocorre a má formação dos frutos e a árvore necessita ser arrancada pela raiz para não contaminar o pomar inteiro. No Brasil essa patologia foi encontrada pela primeira vez em São Paulo, na década de 90. Vilani enfatiza que esse problema sanitário preocupa muito o Paraná. Segundo ele, é uma bacteriose quarentenária que representa ameaça potencial à citricultura brasileira e paranaense. “As recomendações se baseiam em três medidas de controle: adquirir mudas sadias, eliminar as plantas doentes e fazer o controle químico do vetor com aplicação de inseticidas”, finaliza o técnico da Seab.

As plantas contaminadas produzem menos frutos. Os que desenvolvem ficam menores, com menor teor de sólidos solúveis, maior acidez titulável, menor índice de maturação (“Ratio”), menor quantidade de suco e menor índice tecnológico.

Fonte: Ilustrado
  

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A goiaba, campeã dos antioxidantes


Cientístas indianos reivindicaram a modesta goiaba ao atribuir-lhe propriedades antioxidantes maiores às de todas as demais frutas.

Um estudo realizado pelo Instituto de Investigações de Hyderabad (uns mil 250 quilômetros ao sul desta capital) concluiu que em cada 100 gramas de goiaba há quase 500 miligramas de substâncias antioxidantes.

Essa proporção supera até em três vezes à existente em uvas, maçãs, ameixas, laranjas, romãs, mamões, abacaxis e outras frutas de reconhecidos valores na luta do organismo contra os chamados radicais livres, causantes de danos celulares responsáveis por fenômenos como o envelhecimento.

Na Índia a goiaba é considerada a fruta dos pobres por seus preços acessíveis.

"Mas deveríamos considerará-la a fruta das pessoas que gostam de se alimentar bem, porque é muito rica em fibras e um tesouro em termos de conteúdo de antioxidantes", disse ao diário Telegraph o doutor M. Sreeramulu, um dos pesquisadores.

Nenhuma fruta como a goiaba mantém os médicos tão afastados, disse, numa alusão à suposta baixa frequência com que os consumidores de goiaba teriam de visitar os doutores.

domingo, 28 de agosto de 2011

Ameixas secas ajudam a prevenir fraturas


Ameixas secas ajudam a melhorar a saúde óssea em pessoas de todas as idades. Segundo pesquisadores da Florida State University e da Oklahoma State University, nos Estados Unidos, a fruta pode ainda ajudar mulheres na pós-menopausa.O estudo envolveu 100 mulheres, que foram acompanhadas por doze meses. Elas foram divididas em dois grupos. 

O primeiro, composto por 55 participantes, consumiu cerca de dez ameixas secas diariamente, enquanto o segundo grupo, com 45 mulheres, consumiu a mesma quantidade de maçãs secas. Todas as participantes receberam ainda uma dose de cálcio e 500 miligramas de vitamina D por dia.Os resultados mostraram que o grupo que consumiu ameixas secas apresentava densidade mineral óssea significativamente maior em ossos do braço e da coluna em comparação com o grupo que consumiu maçãs secas. Segundo os pesquisadores, isso se deve à capacidade que as ameixas têm de suprimir a taxa de reabsorção óssea, reduzindo os riscos de fratura.


“Durante minha carreira, testei frutos numerosos, incluindo figos, tâmaras, morangos e uvas passas. Nenhum deles tem efeito sobre a densidade óssea que se aproxime do alcançado pelas ameixas secas”, diz Bahram Arjmandi, um dos autores da pesquisa. “Todas as frutas e os vegetais têm efeito positivo sobre a nutrição, mas, em termos de saúde óssea, este alimento em especial é excepcional”.

Fonte: JM On line

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Peixes e frutas para vencer a asma

Estudos mostram que dieta mediterrânea ajuda no controle da doença respiratória, agravada pela obesidade
A prevenção da doença que interna 21 pessoas por hora no Brasil pode estar no prato e nas escolhas feitas no supermercado.
Fonte: Artigo

As últimas pesquisas nacionais e internacionais comprovam que uma dieta equilibrada e rica em nutrientes pode ser a chave para controlar e prevenir a asmaOs peixes, as frutas, as castanhas e os outros alimentos típicos da dieta mediterrânea já aparecem em vários estudos científicos como inibidores do risco da asma”, elenca o médico da Universidade Federal da Bahia e diretor do GINA Brasil (Grupo Internacional de Controle da Asma), Álvaro Cruz.

“Temos uma pesquisa feita com meninos e meninas de Salvador, ainda não publicada, que mostrou índices muito menores da doença respiratória naqueles que consumiam mais hortifrutis.

Além da análise de Cruz, em 2009, o maior estudo feito sobre asma na infância, realizado por pesquisadores dos institutos de saúde da Alemanha, Espanha e Inglaterra, também comprovou a interferência da comida na manifestação da asma. Por 10 anos, foram acompanhados 50 mil estudantes entre 8 e 12 anos. Os casos da infecção respiratória foram igualmente distribuídos em diferentes classes sociais, mas até duas vezes menos recorrentes entre aqueles que consumiam frutas, peixes e legumes três vezes por semana ou mais.

A explicação para o efeito protetor da dieta mediterrânea é que ela é uma das mais ricas em propriedades antiinflamatórias, que fortalecem o organismo e preparam os pulmões para os eventos respiratórios. Além disso, ela também é fonte de elementos antioxidantes, os mais necessários na proteção da asma.

Obesidade
Outra vantagem da rotina alimentícia mediterrânea é que ela ajuda a prevenir a obesidade, outro agravante da asma. Um estudo clínico também conduzido por Álvaro Cruz mostrou que nas crianças com sobrepeso as taxas de asma são até 36% maiores. Foram avaliados com testes de sangue e cutâneos (pele) 1.129 crianças entre 4 e 12 anos.Para ter asma é preciso ter predisposição genética, mas já conhecemos alguns fatores ambientais que aumentam o risco”, explica Cruz.

“É sabido que crianças nascidas em cesarianas têm risco duas vezes maior de ter asma. Em ambientes com pouca higiene e ventilação, além de falta de saneamento básico, as crises também ocorrem em maior número. Agora, a dieta e a obesidade se consolidam como desencadeadores deste problema respiratório, que não tem cura garantida e ainda mata 3 mil pessoas por ano no Brasil”, alerta Cruz.

Só em 2010, mostram os dados do Ministério da Saúde, foram 192.601 internações por asma registradas em hospitais brasileiros. O número ainda é considerado alarmante pelos especialistas, mas representa uma redução de 51% quando comparado aos 397.333 casos notificados em 2000.

Além do incentivo da alimentação saudável e da diminuição da obesidade em território nacional, são traçadas outras estratégias para o controle da doença no País. A distribuição gratuita de medicamentos, além da capacitação dos profissionais de saúde para acolher da melhor forma os portadores de asma são apontados como crucias no cerco à doença.

“As pessoas também precisam se conscientizar de que a asma não é corriqueira, pode provocar crises muito sérias e também matar. O que é um absurdo, já que com tratamento especializado ninguém morreria de asma”, diz Cruz.

Fonte: Midia News

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cranberry: a fruta milagrosa que ajuda na prevenção da infecção urinária

Fonte: Artigo
Estudos ainda apontam que a cranberry tem efeito antioxidante e retarda o envelhecimento; há indícios de que a fruta também pode diminuir a incidência de doenças cardiovasculares e prevenir o câncer

Cerca de 30% a 50% das mulheres já tiveram algum problema de infecção urinária depois do início da vida sexual. Nos homens, doenças relacionadas à próstata e alterações hormonais são responsáveis pelo aumento de incidência de infecções. Há algum tempo cientistas de universidades renomadas, como a americana Harvard, têm estudado uma pequena fruta vermelha chamada cranberry na prevenção dessa doença.

A fruta nativa dos Estados Unidos e cultivada também no Canadá e Chile começou a chamar a atenção dos médicos depois que eles descobriram que índios americanos utilizavam a cranberry para tratar sintomas de uma doença que parecia ser infecção urinária. A fruta já era conhecida dos americanos desde pelo menos o início o século 17, quando passou a integrar o cardápio do Dia de Ação de Graças. Mas foi apenas na década de 1980 que as primeiras pesquisas começaram a descobrir o potencial da cranberry na prevenção de infecção urinária. Desde então, inúmeras pesquisas foram feitas com o objetivo de descobrir qual o total de benefícios que a cranberry pode proporcionar ao ser humano.

De acordo com o urologista Carlos Alberto Bezerra, presidente do Núcleo Brasileiro de Uroginecologia e professor da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, a infecção urinária é uma das principais causas de consultas em consultórios médicos, ambulatórios e pronto-socorros no Brasil e no mundo. Segundo Bezerra, as infecções são mais comuns em mulheres, na proporção de 3 para 1 considerando-se a população geral. “As mulheres têm três períodos da vida nos quais as infecções são mais frequentes: ao sair da fralda, ao iniciar vida sexual e ao entrar no período pós-menopausa. Além disso, a infecção urinária ocorre por penetração de bactéria pela uretra e os homens, por terem uretra mais longa, são naturalmente mais protegidos”, explica o médico.

Segundo o especialista, há estudos que revelam que tomar o suco de cranberry como prevenção da infecção urinária é igual a tomar um antibiótico no esquema de profilaxia usual (com antibióticos em dose baixa). As informações estão disponíveis em congressos médicos e a literatura técnica recente também contém dados confiáveis e livres de conflitos de interesse, que estão acessíveis à comunidade médica em todo o mundo e inclusive no Brasil

“Existem diversas pesquisas que sugerem benefício da cranberry na prevenção da infecção urinária”, afirma Bezerra. “Basicamente, o que se tem demonstrado é que mulheres com infecção urinária de repetição e que tomam o suco da fruta regularmente têm menos repetição da doença do que as que não tomam nada”, complementa. Bezerra é um dos que indica aos seus pacientes o suco de cranberry na prevenção e como adjuvante no tratamento das infecções urinárias. O presidente do Núcleo Brasileiro de Uroginecologia observou que aqueles pacientes que tomam o suco diminuem o número de consultas por ano no seu consultório.

O fato de a fruta ser rica em propriedades antioxidantes a faz ser consumida também com outras finalidades. “A substância ativa do cranberry é a proantocianidina (PAC). Essa substância, além de impedir que as bactérias fiquem aderidas no epitélio (revestimento mucoso) do trato urinário, tem efeito antioxidante, semelhante ao dos flavonóides”, diz. Segundo o médico, ainda há hipóteses de que a fruta pode ter efeito antienvelhecimento, diminuir a probabilidade de doenças cardiovasculares e até prevenir o câncer.

terça-feira, 21 de junho de 2011

As frutas e suas vitaminas

Fonte: Google Imagens
As frutas são alimentos que precisam ser incluídos todos os dias no nosso cardápio. Elas são ricas em vitaminas e fornecem energia para as atividades. Cada tipo de fruta é um verdadeiro bálsamo para a saúde, com benefícios físicos e estéticos. Algumas delas têm poderes medicinais importantes.

As pessoas em geral não conseguem ingerir o número ideal de porções de frutas todos os dias, pois é forte a tentação de se comer um docinho ou um chocolate em vez de uma maçã, por exemplo. No entanto, é importante que falamos esforços no sentido de priorizar as frutas sempre que possível.

Confira o perfil vitamínico de cada fruta:

Banana: Vitaminas A, B1, B2 e C
Melancia: Vitaminas complexo B, A e C
Laranja: Vitamina C
Limão: Vitaminas C e complexo B
Maçã: Vitaminas B1 e B2
Abacaxi: Vitaminas C, B1 e A
Maracujá: Vitaminas A, C e complexo B
Melão: Rico em vitaminas A, C e complexo B
Morango: Rico em vitamina C
Pera: Vitaminas A, C e complexo B
Mamão: Vitaminas A, C e complexo B
Abacate: Vitamina E.
Uva: Vitaminas complexo B e C

Frutas com poderes antioxidantes: morango, ameixa, uva, laranja, maçã, banana, pera e mamão.

Frutas para inserir na dieta de emagrecimento: abacaxi (pouco calórico e diurético); banana (rica em triptofano, que ajuda a combater a ansiedade); figo (fonte de magnésio e diurético); limão (combate os radicais livres e também é diurético); manga (altas concentrações de potássio e magnésio) e melancia (diurético) e pêssego (bastante nutritiva).

Frutas cítricas (com ácido cítrico): Ricas em vitaminas e antioxidantes, combatem os radicais livres: Laranja, limão, acerola, caju, abacaxi, nêspera. Não ácidas e não indicadas para quem sofre de azia.

Frutas indicadas para combater a azia: maçã, melão, melancia e banana

Por: AgComunicado



Fonte: Online Farma

sexta-feira, 10 de junho de 2011

10 dicas para fazer seus filhos comerem vegetais

Metade do que as crianças deveriam comer são frutas e legumes. Não cachorros-quentes, hambúrgueres e nuggets; brócolis, alface, couve e outras coisas que vem do chão. Porém, estatísticas mostram que crianças não comem frutas e vegetais suficientes.

Nos EUA, um estudo apontou que apenas 22% das crianças de 2 a 5 anos atende às recomendações de consumo de vegetais. Isso só piora quando elas envelhecem: 16% das crianças de 6 a 11 anos e 11% das com 12 e 18 anos atendem às recomendações.

Em outro estudo com mais de 6.000 crianças e adolescentes, os resultados mostraram que cerca de um terço de seu consumo de vegetais vem de batatas fritas, e um pouco mais de um terço do consumo de fruta vem de sucos. Mas o que fazer se as crianças hoje em dia não querem nem experimentar vegetais? Parece que você precisa de ajuda. Confira 10 modos de convencê-los:

1 – Espere até que estejam com fome
Se eles estiverem com fome, vão comer o que tiver. Antes do jantar, sirva um aperitivo de vegetais coloridos, como cenoura, pepino e pimentão vermelho, junto com molhos de salada não calóricos.

2 – Crie a regra da “uma mordida”
Diga aos seus filhos que eles têm de dar uma mordida em algo antes de negá-lo (ou seja, se ele não quer comer alface, vai ter que pelo menos experimentar antes). Segundo especialistas, se ele tiver que saborear a comida, eventualmente vai se acostumar com ela.

3 – Invente nomes engraçados
Todo golpe publicitário vem com uma identidade. Se os profissionais de marketing podem fazer isso, por que não você? Comece a chamar as frutas e vegetais de nomes engraçados, coisas que combinem com eles, heróis e brincadeiras, ativando a curiosidade e atenção da criança.

4 – Leve as crianças ao mercado
Deixe que elas escolham as frutas e legumes. Faça com que passeiem pela seção de vegetais, sentindo o cheiro dos produtos e admirando as cores.

5 – Faça as crianças cozinharem junto com você
Eis uma história de sucesso: uma vez, uma mãe pediu a seu filho para ajudá-la a cozinhar vagens, ensinando-o truques e temperos, enquanto ela lavava louça. Quando se sentaram para comer, ele insistiu em comer a vagem, porque, como dizia, “ele mesmo a tinha feito”. Dois anos depois, ele ainda come os vegetais – desde que ajude a prepará-los.

6 – Faça uma “noite dos vegetais”
Dessa forma, não há concorrência de outros tipos de alimentos. Sirva naquela noite apenas vegetais, diversos deles, com hummus (espécie de patê de grão de bico), molhos, hambúrgueres de cogumelos, etc.

7 – Esconda os vegetais na comida
Há várias maneiras de fazer isso. Purê de vegetais, carne enrolada com vegetais, legumes no macarrão, etc. O disfarce ajuda pelo menos a criança a começar a comer.

8 – Faça com que os vegetais sejam uma “opção fácil”
Aprenda algo com os bastardos que conseguiram fazer seu filho se encher de porcarias: ao invés de pacotes de salgadinho e docinhos, deixe vegetais e frutas em locais acessíveis, tanto na geladeira quanto na mesa, faça porções individuais, coloque frutas picadinhas em potinhos coloridos, saquinhos de salada, etc.

9 – Deixe eles “mexerem” com eletrodomésticos
Toda criança é xereta. Deixe-as usarem o liquidificador, o espremedor de frutas, o processador de alimentos, para fazer receitas com frutas e legumes. Mas não se esqueça de supervisioná-las, claro.

10 – Política da “sem sobremesa”
Comer o que é saudável, não quer mais, mas há espaço para sobremesa? Nem pensar. Talvez não seja a maneira mais simples de fazer as crianças comerem legumes, mas funciona.

domingo, 5 de junho de 2011

Conheça os alimentos que ajudam na absorção de ferro pelo organismo


Frutas Cítricas são ideais para
 serem consumidas após as refeições

Fonte: Google Imagens

O ferro é considerado um dos principais nutrientes envolvidos no crescimento e desenvolvimento em seres humanos. No Brasil, estima-se que aproximadamente 55% das crianças sofram de anemia por carência de ferro. A deficiência deste mineral no organismo também altera a imunidade, facilitando o aparecimento de doenças virais e bacterianas.

Além disto, a sua carência pode comprometer o aprendizado infantil, levando a uma maior dificuldade de concentração; e reduzir o desempenho para prática de exercícios físicos, devido a fraqueza, fadiga, tonturas e falta de ar.

Cuidados na seleção de alimentos que fazem parte das refeições ajudam a evitar combinações que reduzem tanto a absorção como o aproveitamento do ferro pelo organismo. A endocrinologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Vivian Estefan, faz algumas recomendações:

  • O cálcio diminui a absorção de ferro, por isso evite consumir leite e derivados nas duas maiores refeições (almoço e jantar), prefira-os sempre no café da manhã e lanches.
  • Procure ingerir no almoço e jantar alimentos ricos em ferro, como carnes, aves, peixes, leguminosas (lentilha, feijão, grão de bico) e verduras de cor verde-escuro (brócolis, espinafre, couve, agrião).
  • Evite consumir café, mate, chá preto e refrigerantes durante as principais refeições do dia.
  • Frutas ricas em vitamina C (laranja, mexerica, abacaxi, açaí, por exemplo), auxiliam a absorção do mineral e, portanto, devem ser consumidas no almoço e jantar.
  • Evite doces antes e depois das refeições.
  • Não consuma simultaneamente ovos e carnes, isso dificulta a absorção do ferro.
  • Vísceras de frango e carne bovina, especialmente fígado, contêm grande quantidade de ferro. 

Fonte: Band

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Alimentos com índice glicêmico atrapalham dieta

Fonte: Google Imagens

A regra é básica. Se deseja emagrecer evite alimentos com alto IG (índice glicêmico). De quebra você também estabiliza os níveis de açúcar no sangue. O IG pode ser encontrado em alimentos como o açúcar e o arroz branco, na farinha de trigo refinada, na batata, mandioca (aimpim), beterraba, abóbora, pipoca e frutas muito doces com uva, manga, uva-passa. 

Se não conseguir cortar esses alimentos, experimente reduzi-los de sua dieta. Agindo assim será possível eliminar até 2 quilos por semana. E ainda diminuir a fome e evitar o diabetes. É que esses alimentos, se consumidos em demasia, se transformam rapidamente em açúcar no sangue, fazendo com que o hormônio que processa a glicose, a insulina, seja lançado por todo o organismo numa grande quantidade.

Quando não consegue resistir ao açúcar, deve procurar combiná-los com outros nutrientes que ajudam a reduzir a velocidade com que a glicose chega ao sangue. Troque o pão branco pelo pão integral, a carne vermelha pela branca ou pela carne magra (sem gordura), as frutas muito doces por castanhas.

Fonte: DGABC

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Alimentação em família - Estudo

Fonte: Google Imagens
Uma pesquisa britânica publicada na última edição da Revista Europeia de Economia Agrícola e divulgada pelo New York Times chegou a uma conclusão surpreendente sobre alimentação entre casais. Por incrível que pareça os casais sem filhos se alimentam melhor do que aqueles que tem crianças em casa.

De acordo com a pesquisa, famílias com renda mais alta comem mais carne, frutas e vegetais do que as que possuem renda menor. Só que, famílias com crianças consomem menos carne, mas em compensação, comem mais laticínios, cereais e batatas. Casais sem crianças chegam a consumir cerca de dois quilos a mais de frutas e vegetais por pessoa em um período de duas semanas, ao contrário dos casais que possuem filhos pequenos. Casais com crianças consomem mais gordura e açúcar, o que torna a dieta menos saudável.

A pesquisa acabou ficando como um alerta interessante aos pais sobre a alimentação pouco saudável dos filhos, o que acaba deixando igualmente mais pobre de nutrientes a dieta alimentar deles próprios.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Abacate pode estar nas dietas de emagrecimento

Fonte: Google Imagens
Durante anos essa deliciosa fruta teve fama de vilã. Gostosa sim, mas engorda. Recentes pesquisas, no entanto, estão demonstrando que o abacate reduz em 40 % o ICM (índice de massa corporal) e pode sim, estar presente nas dietas de emagrecimento.

Quem tirou do abacate a fama de vilão foi o ácido oleico, a mesma gordura boa presente no azeite de oliva. O ácido oléico, que se encontra na polpa do abacate, aumenta a sensação de saciedade e baixa o índice glicêmico da refeição, o que resulta em menos gordura no corpo. Se for consumido na hora de dormir, intensifica a ação do GH (hormônio do crescimento), que tem o pico de produção à noite. Em adultos, o GH ajuda a formar músculos e faz o organismo ajudar a gordura estocada como fonte de energia.

Para conseguir esse efeito é preciso consumir 2 colheres de sopa (no máximo três) da fruta pura, sem açúcar ou adoçante, antes de ir para a cama.

Rico em vitaminas A e E e beta-sitosterol, ele também é bom para a pele, pois ajuda a combater acne, ruga e celulite. As substâncias anti-inflamatórias presentes na fruta ainda reduzem o risco de desgaste na cartilagem (tecido que protege as articulações), segundo uma pesquisa publicada na revista científica Osteoarthritis and Cartilage.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Como melhorar o sistema imunológico pela alimentação

Fonte: Google Imagens

Alguns nutrientes específicos podem melhorar o sistema imunológico, que proteje o corpo contra infecções e doenças. Alimentos que possuem gorduras “boas”, alguns ácidos graxos insaturados podem melhorar a resposta imunológica quando associado a uma alimentação balanceada.

Alimentação

O Ômega 3 e 6 regula algumas células imunológicas. Esses nutrientes estão em alimentos como castanha de caju, castanha do Pará, nozes e peixes.

Vegetais e frutas de cores amarela, laranja e vermelha possuem carotenóides, que ativam o sistema imunológico e melhoram a defesa do organismo.

Óleos vegetais como óleo de milho, soja e azeite possuem vitamina E, que além de oxidante melhoram a resposta imunológica.

Frutas ácidas como laranja, limão, abacaxi e mexerica são fontes de vitamina C, que têm efeitos benéficos em infecções respiratórias e gripes.

Os probióticos, que são bactérias benéficas encontradas no iogurte e leite fermentado, reforçam o sistema imune.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Limão: como consumir?

Fonte: Google Imagens

O consumo de frutas é de extrema importância para o fornecimento de vitaminas e minerais para nosso organismo, dentre outros nutrientes. As frutas cítricas, assim como o limão destacam-se pela grande quantidade de vitamica C, a qual está relacionada à diversos benefícios ao organismo, como sua contribuição para o sistema imunológico.

O consumo de alimentos fontes de vitamina C deve ser diário, para garantir seus benefícios, porém alguns cuidados devem ser tomados, como evidencia estudo recente, o qual aborda o fato de que o crescente consumo de bebidas açúcaradas e com pH ácido tem sido considerado um fator de risco para o desenvolvimento de lesões nas superfícies dentais. De acordo com os resultados, as bebidas gaseificadas de pH ácido, como refrigerantes à base de limão, apresentaram potencialmente erosivas.

Outro estudo afirma que a erosão é a perda superficial do esmalte, sendo este causado por processos químicos que envolvem fatores extrínsecos como o alto consumo de bebidas que possuem pH muito baixo. De acordo com os resultados, o tempo de exposição do esmalte as bebidas, aumentou os valores da rugosidade das superfícies dos dentes.

De acordo com os resultados dos estudos, deve-se haver atenção em relação à escolha das bebidas com pH ácido a serem consumidas, sendo que as açúcaradas e gaseificadas prejudicaram o esmalte dos dentes. Deste modo, a opção pelo suco natural de limão é uma boa opção, por fornecer todos os benefícios nutricionais da fruta, sem causar tantos danos aos dentes, como bebidas derivadas do suco.

Fontes:
Nóbrega, Diego Figueiredo; Valença, Ana Maria Gondim; Santiago, Bianca Marques; Claudino, Lígia Vieira; Vieira, Thiago Isidro; Lira, Arthur Marinho. Propriedades físico-químicas da dieta líquida gaseifcada: um estudo in vitro. Rev. odontol. UNESP; 39(2)abr. 2010.
Zanet, Caio Gorgulho; Araújo, Rodrigo Máximo de; Araújo, Maria Amélia Máximo; Valera, Márcia Carneiro; Pucci, César Rogério. Refrescos ácidos: dissolução do esmalte/ Acid fizzy drink: dissolution of enamel. Odonto (Säo Bernardo do Campo); 18(35): 14-23, jan.-jun. 2010.
Saúde Pública - 13/mai/2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

Escolha seu alimento pela cor

Pratos coloridos são mais saudáveis. Cores diferentes indicam nutrientes diferentes. Saiba mais

Bruno Folli, iG São Paulo

Fonte: Google Imagens

A cor dos alimentos revela parte de sua composição nutricional e pode ser uma boa referência para montar refeições balanceadas. A regra vale especialmente para frutas, verduras, legumes e grãos.

Existem cinco grupos definidos pela cor semelhante dos alimentos. São eles: vermelho, amarelo, roxo, marrom e verde.

“Há também o grupo dos alimentos brancos, mas ele ainda é controverso”, afirma Joyce Passos, nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Leite e seus derivados seriam as grandes estrelas deste grupo alimentar que, por isso, ganha destaque pela presença de cálcio. Esse nutriente é importante para o funcionamento da musculatura, inclusive dos músculos involuntários, como o coração. Cálcio também é necessário para os ossos.

“Mas nem todo alimento branco tem cálcio. Alguns têm apenas fósforo e vitamina B-6, como o nabo”, explica Joyce. O grupo dos alimentos brancos é citado por muitos livros de nutrição e nele encontram-se também couve-flor, batata, arroz, banana, maçã, mandioca, palmito, rabanete e feijão branco.

Vermelho
De todas as cores, vermelha é a mais chamativa. Nos morangos da feira ou nos tomates da salada, a cor forte e viva sempre salta aos olhos. “Esses alimentos têm licopeno”, conta a nutricionista.

O nutriente é conhecido por ser um poderoso antioxidante. Ele combate os radicais livres que favorecem o envelhecimento. Na lista dos alimentos vermelhos também estão presentes melancia, caqui, framboesa, cereja e goiaba vermelha.

“O licopeno tem função protetora para o coração e contra alguns tipos de câncer, como o de próstata”, acrescenta a nutricionista clínica Ariane Longo, da clínica Gastro Obeso Center. Alimentos vermelhos contêm também antocianina, que estimula a circulação sanguínea.

“Mas esse é um nutriente secundário, o principal continua sendo o licopeno”, pondera a nutricionista.

Amarelo
O betacaroteno é o principal elo entre alimentos amarelos. “Ele está ligado à manutenção dos tecidos e à visão noturna”, aponta Joyce. Também chamado de pró-vitamina A, o betacaroteno favorece o metabolismo de gorduras e, por isso, representa uma opção interessante de sobremesa saudável.

Há também as vitaminas C e B-3 nos alimentos amarelos, substâncias benéficas ao sistema imunológico e ao sistema nervoso. Mamão, cenoura, laranja, manga, pêssego, abóbora e damasco são exemplos deste grupo alimentar.

Verde
Nada mais básico e simples de preparar do que uma salada de folhas verdes. Esses alimentos têm clorofila, substância com forte potencial antioxidante. “Há também cálcio nas folhas verdes”, aponta a nutricionista.

A quantidade não é tão alta quanto no leite, mas é bem expressiva. Uma porção de alfafa, por exemplo, contém o mesmo cálcio de um copo de leite. Salsa, agrião, pimentão verde, brócolis, chicória, vagem, couve, kiwi, ervilha, espinafre, limão e pepino também fazem parte do mesmo grupo.

Marrom
Este grupo é composto por castanhas, cereais integrais e nozes. “Eles são boas fontes de fibras e de selênio, que favorece a melhor disposição mental”, afirma Joyce. Os alimentos ainda têm ômega-3 e 6, que são ácidos graxos.

A ingestão deste tipo de gordura, também chamada de gordura saudável, é fundamental para o controle dos níveis de LDL (colesterol ruim) e de triglicerídeos. Os alimentos marrons têm ainda vitamina E, que desenvolve um papel importante na regeneração dos tecidos.

Tal função é essencial para praticantes de atividades físicas, pois o exercício provoca pequenas lesões em ossos e músculos, obrigando os tecidos a trabalhos mais intensos de regeneração. No caso da musculação, em especial, o equilíbrio entre lesão, descanso e recuperação dos tecidos possibilita a hipertrofia (ganho de massa muscular).

Roxo
Os alimentos roxos têm vitamina B1, importante para o metabolismo da glicose. Esse grupo alimentar também apresenta ácido elágico, substância com propriedades antioxidantes. São alimentos arroxeados ou azulados a uva, a ameixa, o figo, a beterraba, o repolho-roxo, a jabuticaba e a alcachofra.

Carnes
Embora a cor também seja um referencial para a classificação das carnes em vermelha ou branca, a relação delas com sua composição nutricional não segue a mesma regra das frutas e verduras.

“As duas carnes são muito parecidas. Apenas a vermelha tem mais ferro e é mais carregada em colesterol e gordura saturada”, explica Ariane. Carnes são boas fontes de proteína, e isso não muda com a cor.

A cor do alimento é uma referência importante para frutas, legumes, verduras e grãos porque sua variação indica diferenças importantes na composição nutricional do alimento.

Três cores
Para Joyce, a referência das cores ajuda a balancear as principais refeições do dia: café da manhã, almoço e jantar. “É importante ter ao menos três cores em cada refeição”, recomenda.
No decorrer das refeições, a nutricionista afirma que é bom não só variar as cores, mas também variar os alimentos escolhidos para representar cada cor. Embora existam propriedades nutricionais comuns aos alimentos de cada cor, cada um tem valores particulares. “Por isso é bom variar”, enfatiza.

Para colorir ainda mais o dia, Ariane recomenda aproveitar as refeições intermediárias para ingestão de frutas. “A cor é importante, mas não é tudo. Uma boa alimentação respeita a pirâmide alimentar”, ressalta ela.

Fonte: Saúde IG

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Coma tangerina. Faz bem para o coração e ainda evita a obesidade.

Estudo descobriu que a substância nobiletina, presente na tangerina, impede a elevação do colesterol

Para quem quer emagrecer, parece que um ótimo incentivo é uma fruta aparentemente comum, mas que possui propriedades extremamente saudáveis: a tangerina. Uma nova pesquisa desenvolvida pela Universidade do Oeste de Ontario, no Canadá, aponta que o fruto pode não apenas prevenir a obesidade, como oferece também proteção à diabetes do tipo 2 e à aterosclerose, uma doença venal responsável pela maioria dos ataques de coração e derrames.

O estudo descobriu que a substância nobiletina, presente nos gomos da tangerina, impede a elevação do colesterol e ainda permite que o peso seja controlado. A conclusão foi feita após testes serem realizados em ratos de laboratório submetidos a uma dieta altamente calórica, gordurosa e com muito açúcar.

Os pesquisadores dividiram os ratos em dois grupos: o primeiro foi alimentado com essa dieta de engorda, e todos os animais acabaram obesos. Eles apresentaram altos níveis de colesterol e triglicerídeos, além de terem mais insulina e glicose no sangue e possuírem um fígado gordo. Por causa de todos esses problemas, os ratos tinham maior propensão a sofrer um acidente cardiovascular (AVC) e de desenvolverem diabetes.

O segundo grupo recebeu a mesma dieta, mas, conjuntamente, também ingeriu a niboletina. Esses ratos não apresentaram níveis maiores de colesterol nem de triglicerídeos, nem de insulina ou glicose. Eles ganharam peso, mas nada acima do normal, e seus corpos ficaram bem mais sensíveis aos efeitos da insulina. Além disso, a susbtância preveniu o acúmulo de gordura no fígado e estimulou processos de queima de excesso de gordura ao inibir os genes responsáveis pela fabricação da gordura.

“Os ratos que receberam a niboletine estavam, basicamente, protegidos contra a obesidade”, afirmou Murray Huff, autor da pesquisa. Segundo ele, o estudo também comprovou, após um tempo maior de observação, que a substância da tangerina também protegia os animais contra a aterosclerose, que pode levar a derrames e a um AVC. “O estudo abre as portas para que sejam feitas pesquisas novas sobre tratamentos adequados a essas doenças”, disse Huff.
O doutor Murray Huff vem pesquisando essa área de substâncias que combatam a obesidade há anos. Em 2009 ele descobriu que outra fruta, a toranja (grapefruit), também possuía uma substância eficaz na prevenção do ganho excessivo de peso - a naringenina. “O que é interessante é que a nobiletina é pelo menos dez vezes mais potente que a naringenina, além de proteger contra outras coisas que não só a obesidade”, afirmou Huff.

Fonte: 180º

terça-feira, 19 de abril de 2011

Pesquisa mostra aumento da obesidade no Brasil

Fonte: Google Imagens
Um estudo do Ministério da Saúde divulgado hoje mostra que o brasileiro está cada vez mais obeso e com a alimentação menos balanceada. A pesquisa aponta que 48,1% da população brasileira está acima do peso e 15% são obesos. Na última medição, há cinco anos, a proporção era de 42,7% para sobrepeso e 11,4% para obesidade. Especialistas da Universidade de Brasília apontam a má alimentação como a maior causa do aumento nos números.


A professora Eliane Said Dutra, do departamento de Nutrição da UnB, não se surpreendeu com os resultados da pesquisa. “Infelizmente eram números esperados”, afirma. “Hoje em dia há um consumo menor de alimentos com pouca densidade calórica e nutricionalmente ricos, como frutas e legumes”, diz a professora Kênia Mara Baiocchi,do Departamento de Nutrição. Ela destaca, porém, que a obesidade é causada por diversos fatores. 


A pesquisa também mostra que 14,2% dos adultos não fazem nenhuma atividade física no tempo livre. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 30 minutos de atividade física pelo menos cinco vezes por semana. A professora Kênia conta que para lutar contra o sedentarismo é preciso também que a população encontre locais seguros para praticar o esporte. “O governo não oferece isso, nem faz qualquer tipo de regulação sobre a propaganda intensiva de comidas que fazem mal para a saúde.”

Eliane Dutra explica que os números mostram uma transição epidemiológica. “Antes a maioria das mortes eram causadas por doenças infecciosas, hoje são por doenças crônicas e a obesidade é um dos principais fatores de risco”. Ela aponta que muitos esquecem que a própria obesidade é uma doença com desfechos trágicos. “Ela é um fator determinante para acidentes vasculares cerebrais e infarto. Existem obesos saudáveis, mas são uma minoria”, afirma Eliane. 

Anelise Rizzolo, do Observatório de Segurança Alimentar e Nutrição da UnB, aponta que uma recente medida do Ministério da Saúde que impõe uma diminuição de sódio em alimentos industrializados, pode minimizar estes problemas. "Não é possível mudar a alimentação totalmente. Temos que encontrar uma maneira de melhorar o que já comemos".

A pesquisa do Ministério da saúde mostra um avanço no sobrepeso nas crianças e adolescentes, segundo Eliane. “No ponto de vista de saúde pública, isso é muito ruim”, diz a professora. Ela afirma que o aumento da obesidade pode causar uma grande sobrecarga no sistema de saúde. A professora Kênia sugere uma política intensiva nas escolas para reverter o quadro. “É mais fácil educar as crianças a comerem bem do que reeducar adultos que já comem mal”, diz.

Inclusive está nos planos da UnB uma mudança no futuro da alimentação escolar. O Núcleo de Referência em Alimentação Regional que irá funcionar no Centro de Excelência em Turismo (CET), visa formar chefes de alimentação escolar. O objetivo é melhorar a qualidade da merenda no País e capacitar cozinheiras e merendeiras na busca de uma alimentação mais saudável e saborosa.


GLOBALIZAÇÃO – A pesquisa também enfocou mudanças na alimentação do País. O brasileiro aumentou o consumo de leite integral e carne com gordura. Entretanto o consumo de hortaliças diminuiu. Para Anelise, o dado mostra que a alimentação está sendo influenciada pela cultura globalizada. “São os efeitos perversos da globalização. Estamos tendo menos tempo para cuidar de nós mesmos”, comenta a professora. Um dado interessante, que mostra uma mudança no padrão alimentar, é a diminuição do consumo de feijão por cinco dias na semana, que caiu de 71,9% para 66,7%.

A professora Kênia deixa claro que para reverter o quadro o melhor é fugir das dietas milagrosas. “Emagrecer muito em muito pouco tempo não resolve, porque a pessoa costuma recuperar os quilos perdidos”, explica a professora. A exceção seriam os casos de obesidade mórbida, quando existe a necessidade de uma perda imediata de gordura. “Só então podemos pensar em alternativas drásticas, como a cirurgia de redução de estômago.”

UnB Agência

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