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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Farinha de maracujá: fibras para controlar o colesterol e o diabetes


Na onda das farinhas funcionais, a feita com a casca de maracujá foi uma das pioneiras: existem estudos sobre ela desde 1998. Ela é feita a partir da parte branca da casca, que é a porção mais rica em nutrientes, como a fibra pectina, a vitamina B3 (niacina), ferro, cálcio e fósforo. Acredita-se que a maior parte desses nutrientes se preserve na preparação da farinha, o que dá a ela propriedades importantes para nossa saúde, como redução dos picos glicêmicos. E ainda por cima, ela naturalmente não contém glúten. Conheça seus principais benefícios e veja se vale a pena incluir esse alimento na dieta.

Principais nutrientes da farinha de maracujá

Nutrientes (100 g)Suco de maracujáCasca de Maracujá
Proteínas1,26 g0,93 g
Carboidratos8,8 g1,76 g
Gorduras0,23 g0,23 g
Fibras0,51 g5,2 g
Vitamina C21 mg20 mg
Carotenoides24,7 mg2,85 mg
Potássio0,26 mg0,58 mg
Fonte: Tabela do estudo "Valor Nutricional de Partes Convencionais e Não Convencionais de Frutas e Hortaliças" da UNESP
Uma das maiores características da casca de maracujá é a maior quantidade de fibras. Ela chega a ter 10 vezes mais esse nutriente do que o suco feito com a polpa. E a principal fibra é a pectina, que se transforma em um gel no estômago e traz diversos benefícios à saúde. 
Ela ainda é rica em potássio, tendo duas vezes mais do que o suco. Também contém mais vitamina B3 (niacina), ferro, cálcio e fósforo, nutrientes que se preservam quando ela é transformada em farinha. 
Não existe uma tabela nutricional oficial da farinha de maracujá, já que sua composição pode variar de acordo com o fabricante. Um estudo brasileiro, porém, mapeou a quantidade alguns nutrientes, que listamos na tabela abaixo: 
Nutrientes (30 g)Farinha de Maracujá
Carboidratos6,33 g
Proteínas1,8 g
Gorduras0,63 g
Fibras18,6 g
Fonte: "Estudo da Secagem da casca do maracujá amarelo", Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.12, n.1, p.15-28, 2010 - Convertido para 30 gramas
A farinha não apresenta quantidades grandes dos principais macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras), porém é rica em fibras. A recomendação diária desse nutriente é de 25 gramas, e em 2 colheres de sopa do alimento (ou seja, 30 gramas, sua quantidade máxima indicada) encontramos 18,6 gramas de fibras, ou seja, 74% da quantidade diária recomendada. São elas que vão trazer a maior parte dos benefícios desse ingrediente. Veja qual porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a farinha de maracujá oferta:
  • 74% de fibras
  • 3,5% de proteínas
  • 2% de carboidratos
  • 1% de gorduras.
* Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kJ. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.

Benefícios da farinha de maracujá

Promove saciedade e emagrece Todas as fibras ajudam a promover a sensação de que se comeu o suficiente em uma refeição. Porém, as contidas na farinha de maracujá são especiais: é a pectina, uma fibra do tipo insolúvel. Na verdade sua maior função é absorver líquido e então se tornar um gel, capaz de reter por mais tempo o bolo alimentar no estômago e intestino, pois torna mais lenta a absorção dos nutrientes nele contidos. O resultado é a sensação de saciedade por mais tempo, evitando um maior consumo calórico. 
Por ser feita com a parte branca da casca do fruto, a farinha de maracujá contém muito mais fibras do que o suco
Um dos nutrientes que tem sua absorção mais lenta graças às pectinas é a glicose, que é liberada em doses pequenas no sangue. O resultado disso é uma produção menor do hormônio insulina, responsável por colocar o açúcar do sangue para dentro das células. O problema é que ela ativa a deposição de células de gordura no tecido adiposo, aumentando esse tipo de massa no nosso corpo. 
Um estudo feito na Universidade da Paraíba com 17 mulheres incluiu na alimentação delas a farinha de casca de maracujá por 70 dias. Nesse período elas apresentaram uma redução no peso de até oito quilos, mas inserindo o alimento em um cardápio balanceado e com atividades físicas regulares. 
Previne o diabetes A redução dos picos glicêmicos e da produção de insulina é benéfica. Quando o hormônio é produzido e liberado no corpo em grandes quantidades, alguns tecidos e órgãos começam a reduzir sua resposta a ele, sendo preciso mais insulina para armazenar a mesma quantia de glicose. Esse processo é um quadro chamado de resistência a insulina, que se não for revertido, pode evoluir para diabetes do tipo 2
No caso de quem já tem o quadro, quanto mais picos de glicose no sangue, pior seu estado fica. Portanto, o consumo dessa farinha ajuda a ter um equilíbrio de açúcar no sangue, estabilizando o problema. Um estudo foi publicado em 2008 na Revista Brasileira de Farmacognosia, feito com 60 pacientes que consumiam 30 gramas da farinha ao dia, sendo que 59 tomavam algum medicamento para o problema. Os estudiosos concluíram que uma das vantagens da farinha é que seu consumo já mostra mudanças na glicemia desde os primeiros meses de uso, portanto ele pode ser um bom aliado de tratamentos tradicionais para diabetes
Melhora as taxas de colesterol e de triglicérides O mesmo estudo conduzido pela Universidade da Paraíba demonstrou que as 17 mulheres não só perderam peso, como obtiveram uma redução nessas duas taxas, que estavam inicialmente acima do normal. O efeito se deve também ao gel formado pela pectina, que não só reduz a absorção do colesterol como também se liga a essa gordura, fazendo com que ela também seja eliminada no fim da digestão. 
Colabora com a digestão Todo alimento rico em fibras auxilia na digestão, por facilitar a passagem do bolo alimentar pelo intestino grosso, otimizando o trânsito intestinal. Além disso, elas são fermentadas nos intestinos, processo que estimula a microbiota (antes conhecida como flora intestinal), bactérias do bem que ajudam na nossa digestão. Por fim, a presença de vitamina B3 nesse alimento ajuda a proteger as paredes do estômago, ajudando também nesse processo. 

Quantidade recomendada de farinha de maracujá

O recomendado é consumir entre 1 e 2 colheres de sopa dessa farinha nas principais refeições, como almoço e jantar. 

Como consumir a farinha de maracujá

A farinha de maracujá pode ser usada em receitas e consumida com frutas e outros alimentos
Ela pode ser consumida cerca de 30 minutos antes das refeições, para trazer saciedade e evitar o exagero ao comer. Mas também pode ser consumida nas preparações, polvilhada em frutas, dissolvida em sucos, batidas de frutas, iogurtes, sobre os alimentos, entre outros. Só não é indicado levá-la ao fogo, pois ainda não há estudos que garantam que essa exposição extra ao calor não altere suas propriedades e a textura dos alimentos. 

Contraindicações

Não existem contraindicações ao consumo desse alimento, apenas indicasse seguir uma dieta equilibrada para ter melhores efeitos. Em uma das pesquisas já realizadas com a farinha da casca de maracujá, voluntários receberam a farinha a fim de testar sua toxicologia clínica e não demonstraram sinais de toxicidade.

Risco do consumo excessivo

Quando consumida em excesso, a quantidade de fibras pode acabar causando diarreia, distensão abdominal e vômitos. O consumo feito por crianças, gestantes e lactantes deve ser realizado sob supervisão médica. 

Onde encontrar

A farinha de maracujá pode ser encontrada em alguns supermercados e em lojas de produtos naturais. É possível também comprá-la pela internet, mas cuidado para escolher lojas e marcas confiáveis.

Como fazer a farinha de maracujá

Coloque seis maracujá de molho por 15 minutos em um litro de água com 1 colher (sopa) de água sanitária. Depois, lave-as em água corrente e retire as polpas. Corte as cascas em tiras e leve ao forno médio por meia hora. Após esfriar, bata no liquidificador até virar farinha. Peneire e guarde em um recipiente com tampa e consuma em até três meses. Aproveite e guarde a polpa para fazer um suco natural! 

Receitas com farinha de maracujá

Suco relaxante de maracujá - Imagem Ilustrativa
Agora que você já sabe tudo sobre a farinha de maracujá, já pode testar colocá-la em receitas. Veja algumas para começar: 



Fontes consultadas
Nutricionista Amanda Buonavoglia, especialista em nutrição clínica funcional
Nutricionista Pâmela Medeiros, do Instituto de Pesquisas Ensino e Gestão em Saúde (IPGS) 




sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Parmesão é campeão de gordura saturada e colesterol entre queijos

Os queijos cottage, requeijão tradicional light e minas frescal estão entre os que têm mais baixos teores de colesterol.




Para ajudar o consumidor a ter hábitos cada vez mais saudáveis, o Inmetro decidiu testar os níveis de gordura de nada menos que dezessete tipos de queijo - os mais populares entre os brasileiros.

A pesquisa mostrou um resultado bastante interessante. 


‘Em geral, os queijos light efetivamente têm um teor de gordura menor do que os tradicionais, mas eles apresentam um preço um pouco maior’, explica Alfredo Lobo, diretor do Inmetro. 


Dos seis tipos de queijo light avaliados pelo Inmetro, o campeão de redução de gordura foi minas frescal light, com 71% menos do que o minas frescal tradicional. Logo depois vieram o requeijão light, o queijo minas curado light, o requeijão adicionado light e a muçarela light.


E não estranhe, é com cedilha mesmo. Já o queijo prato light é só 14% menos gorduroso que o prato tradicional. Entre os queijos mais gordurosos, o primeiro lugar disparado ficou com o parmesão. Em 100 gramas, quase um terço é pura gordura. Depois vem o queijo minas curado: 27,7%. A muçarela aparece em terceiro lugar. Já os mais leves são o minas frescal light (3,3%), o queijo cottage (8,3%) e o requeijão tradicional light (8,5%). 


O Inmetro mediu também a quantidade de colesterol dos queijos. Adivinha qual deles apareceu em primeiro lugar? O parmesão. Seguido pela mussarela e pelo queijo prato. Mas pior que o colesterol é a gordura saturada. ‘A gordura saturada quando a gente come, ela se transforma quase três vezes mais em colesterol dentro da gente’, relata Carlos Scherr, cardiologista e consultor do Inmetro. 


E mais uma vez deu parmesão na cabeça: 100 gramas desse queijo salgadinho, saboroso, delicioso e lá se vão quase 90% do máximo de gordura saturada que uma pessoa deve ingerir em um dia. O queijo minas curado (88%) e a mussarela (78%) também não estão muito atrás. ‘Procure um queijo que tenha menos gordura saturada’, aconselha Scherr. São os casos do minas frescal light, do cottage e do requeijão light adicionado.


 O cottage, o requeijão tradicional light e o minas frescal estão entre os mais baixos teores de colesterol. Só perdem para o chamado requeijão cremoso adicionado, que tem amido e gordura vegetal na sua composição. O requeijão adicionado pode até não ter muito colesterol. Mas entre os queijos testados, apareceu como o grande campeão em gordura trans. 


"A gordura trans é pior do que a gordura saturada", alerta o cardiologista. ‘Inibe a formação do bom colesterol e estimula a produção do colesterol negativo, aquele colesterol que é nocivo à saúde’, diz Lobo. O requeijão adicionado chega a ter quatro vezes mais gordura trans do que o queijo parmesão, olha que coisa. ‘Não é a melhor opção. Se você gostar dele, consuma ele em pequena quantidade’, recomenda Scherr. ‘Nenhum queijo tem necessidade de ser abolido. Alguns queijos você pode comer mais, outros você pode comer menos’, explica.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cogumelo ajuda a diminuir o colesterol

Fonte: Google Imagens

Quem sofre com colesterol alto tem na ponta da língua o que ajuda a manter os níveis adequados. Abacate e fibras são os mais lembrados. O que pouca gente sabe é que o cogumelo pode ser um forte aliado nesta dieta, segundo o nutrólogo Máximo Asinelli. Não se trata do champignon, comumente utilizado em strogonoff, mas do fungo natural, seco, que absorve a gordura animal causadora do alto LDL, o colesterol ruim.

O fungo in natura tem fibra solúvel, que diminui a absorção de gordura animal. Assim, ele reduz o colesterol LDL, que é um dos principais responsáveis pelas doenças cardiovasculares. “O LDL tem partículas menores e de baixa densidade que penetram nas camadas da artéria coronária e a entopem, causando principalmente infarto do miocárdio e AVC”, explica Asinelli.
Segundo o nutrólogo, o cogumelo em conserva não tem essa propriedade porque vem banhado em substância ácida. “Para neutralizá- la, o fungo é lavado por vários dias. Então, recebe amido para ficar estufado”, conta.

Existe apenas uma exceção: quando a conserva for feita em óleo de girassol, que não compromete as propriedades nutricionais do cogumelo.

O shitake europeu (Funghi pleurotus) é o mais indicado. “Ele é mais carnudo e rico em proteínas, cálcio, fósforo, potássio e ferro”, explica.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Alimentação Balanceada - Dicas e Sugestões:

alimentação balanceada 31 300x256 Alimentação Balanceada Dicas, SugestõesMuitas pessoas se alimentam muito mal durante o dia e não se dão por conta de que estão acabando com a sua saúde e até adquirindo alguns quilinhos a mais. As comidas prontas como Fast Food e outros alimentos industrializados como os salgadinhos de pacote, refrigerantes, bolachas recheadas e muitos outros alimentos podem até ser gostosos e encher a barriga, mas a principal função que é nutrir o corpo de vitaminas isso não acontece.

As doenças mais comuns entre as crianças é a anemia causada pela má alimentação e estudos recentes apontam também o colesterol como grande causador de distúrbios nas crianças que elas adquirem através de uma má alimentação. Os adultos também não escapam dessas doenças, mas com outras mais serias agregadas que são as doenças cardíacas adquiridas com o passar dos anos através da ingestão de alimentos gordurosos e a falta de atividades físicas, digamos que uma rotina totalmente errada, o que contribui para que as doenças acabem desencadeando.

Como obter uma dieta balanceada?

A refeição deve ser dividida em três refeições principais que são: café da manhã, almoço e jantar e três lanches intermediários, pois assim o organismo queima calorias sem qualquer desgaste físico. Isso mesmo se nos alimentarmos mais vezes e em menor proporção a nossa capacidade de emagrecer se intensifica, pois o organismo não precisa reservar energias como acontece quando não nos alimentamos para emagrecer. Pois se nos alimentarmos da maneira correta o nosso organismo reage de forma mais complexa, pois aumenta o trabalho intestinal e o gasto de energia para a digestão dos alimentos.

Você sabia?

Você sabia que se ingerir pequenas quantidades de alimentos varias vezes ao dia faz com que seu estômago dilatado volte ao normal?

Veja algumas dicas de alimentação balanceada:

- Comece sua refeição com saladas cruas, pois elas tem fibras e tira a sensação de fome fazendo com que você coma menos;

- Evite refrigerantes durante as refeições, pois eles dilatam o estomago;

- Beba água entre as refeições por que ela ajuda a limpar o seu organismo e a manter suas funções normais;

- Diminua o consumo de doces e passe a consumir mais fibras, pois o açúcar é muito calórico enquanto que as fibras ajudam no funcionamento do intestino e saciam a fome;

- Substitua os queijos amarelos por queijos magros como: ricota, queijo branco e cottage;

- Como carnes magras como peixes e aves, de preferência sem pele, e, se for assar, procure fazer com bem pouquinho óleo, garanta que a sua alimentação seja mais saudável;

- Diminua também o consumo de pães e massas, coma mais fibra como o pão integral e o pão preto.

Curiosidades:

Não faça exercícios de estomago cheio, pois a energia para fazer a digestão vai ser desviada para as atividades e você pode passar mal;

Não coma alimentos pesados antes de dormir, pois eles demoram mais para fazer a digestão e a noite esse processo é mais lento;

Mastigue trinta vezes cada garfada, pois isso vai fazer você comer bem menos, e você vai se sentir saciado em seguida;

Procure fazer as refeições em ambientes calmos e tranqüilos para a melhor digestão dos alimentos.

Para concluir:

A nossa saúde depende única e exclusivamente do que ingerimos, por isso ter uma alimentação saudável é sinônimo de longevidade com saúde, não deixe a rotina cotidiana interferir na sua alimentação. Tire alguns minutos para que você possa cuidar da sua saúde e se alimentar conscientemente. Deixe de lado os Fast Food e coma mais saladas e carnes grelhadas e tome sucos naturais, abra mão dos lanches rápidos e troque por um buffet onde você tem mais opções de alimentos. Pense nisso!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Estudo constata que jejum pode fazer bem para a saúde

O jejum sempre foi associada a rituais religiosos, dietas e protestos políticos. Agora, porém, pesquisadores encontraram evidências de que se abster de comida de vez em quando também faz bem para o coração e para a saúde como um todo.

Bruno Calzavara - Hypescience



Jejum
Jejum / Foto: Hypescience
Os resultados foram apresentados em 03 de abril, nas sessões científicas anuais do Colégio Americano de Cardiologia, em Nova Orleans.

O estudo recente amplia as descoberta de outra pesquisa realizada pelo mesmo centro médico quatro anos atrás, que revelou a associação entre jejum e redução no risco da doença cardíaca – principal causa de morte entre homens e mulheres dos Estados Unidos. Na nova pesquisa, o jejum também mostrou ser eficiente para reduzir outros fatores de risco cardíaco como os triglicerídeos, o peso e os níveis de açúcar no sangue.

“Esses estudos anteriores demonstram que a nossa descoberta mais recente não foi um acontecimento fortuito”, diz Benjamin Horne, diretor de Epidemiologia e Genética Cardiovascular na Faculdade de Medicina Intermountain e principal investigador da pesquisa. “A confirmação desses pontos positivos relacionados ao jejum levanta novas questões como o jejum melhora a saúde ou se ele simplesmente indica um estilo de vida saudável”.

A nova pesquisa registrou as reações biológicas do organismo durante o período de jejum. Os níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C, o “mau” colesterol) e de alta densidade (HDL-C, o “bom” colesterol) aumentaram significativamente: 14% e 6%, respectivamente. Isso elevou a taxa de colesterol total, o que pegou os pesquisadores de surpresa.

“O jejum provoca fome ou estresse. Em resposta, o organismo libera mais colesterol, permitindo utilizar a gordura como fonte de combustível em vez de glicose. Isso diminui o número de células de gordura no corpo”, explica Horne. “Isso é importante porque quanto menos células de gordura no organismo, menor a probabilidade de resistência à insulina, ou diabetes”.

O estudo recente também confirmou resultados anteriores sobre os efeitos do jejum para o hormônio do crescimento humano (HGH). Durante períodos de 24 horas sem comer, o HGH aumentou em uma média de 1.300% nas mulheres, e quase 2.000% nos homens. Isso ocorre porque o hormônio trabalha para proteger a massa muscular e o equilíbrio metabólico – resposta desencadeada e acelerada pela falta de ingestão de alimentos.

Os pesquisadores realizaram dois estudos com mais de 200 indivíduos – tanto pacientes do hospital quando voluntários saudáveis ​​- que foram recrutados no Centro Médico Intermountain. Outros 30 pacientes beberam apenas água e não comeram nada por 24 horas. Eles também foram monitorados ao comer uma dieta normal, durante um período adicional de um dia inteiro. Os exames de sangue e testes físicos foram aplicados para avaliar todos os fatores de risco cardíacos, indícios de risco metabólicos e outros parâmetros de saúde geral.

Embora os resultados tenham sido surpreendentes para os pesquisadores, ainda não é hora de começar a “dieta do jejum”. São necessários novos estudos como esses para determinar totalmente a reação do corpo à falta de comida e seus reais efeitos sobre a saúde humana. Porém, Horne é otimista e acredita que o jejum pode um dia ser prescrito como tratamento para a prevenção de diabetes ou da doença arterial coronariana. [ScienceDaily]

Fonte: AdjoriSC

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Coma tangerina. Faz bem para o coração e ainda evita a obesidade.

Estudo descobriu que a substância nobiletina, presente na tangerina, impede a elevação do colesterol

Para quem quer emagrecer, parece que um ótimo incentivo é uma fruta aparentemente comum, mas que possui propriedades extremamente saudáveis: a tangerina. Uma nova pesquisa desenvolvida pela Universidade do Oeste de Ontario, no Canadá, aponta que o fruto pode não apenas prevenir a obesidade, como oferece também proteção à diabetes do tipo 2 e à aterosclerose, uma doença venal responsável pela maioria dos ataques de coração e derrames.

O estudo descobriu que a substância nobiletina, presente nos gomos da tangerina, impede a elevação do colesterol e ainda permite que o peso seja controlado. A conclusão foi feita após testes serem realizados em ratos de laboratório submetidos a uma dieta altamente calórica, gordurosa e com muito açúcar.

Os pesquisadores dividiram os ratos em dois grupos: o primeiro foi alimentado com essa dieta de engorda, e todos os animais acabaram obesos. Eles apresentaram altos níveis de colesterol e triglicerídeos, além de terem mais insulina e glicose no sangue e possuírem um fígado gordo. Por causa de todos esses problemas, os ratos tinham maior propensão a sofrer um acidente cardiovascular (AVC) e de desenvolverem diabetes.

O segundo grupo recebeu a mesma dieta, mas, conjuntamente, também ingeriu a niboletina. Esses ratos não apresentaram níveis maiores de colesterol nem de triglicerídeos, nem de insulina ou glicose. Eles ganharam peso, mas nada acima do normal, e seus corpos ficaram bem mais sensíveis aos efeitos da insulina. Além disso, a susbtância preveniu o acúmulo de gordura no fígado e estimulou processos de queima de excesso de gordura ao inibir os genes responsáveis pela fabricação da gordura.

“Os ratos que receberam a niboletine estavam, basicamente, protegidos contra a obesidade”, afirmou Murray Huff, autor da pesquisa. Segundo ele, o estudo também comprovou, após um tempo maior de observação, que a substância da tangerina também protegia os animais contra a aterosclerose, que pode levar a derrames e a um AVC. “O estudo abre as portas para que sejam feitas pesquisas novas sobre tratamentos adequados a essas doenças”, disse Huff.
O doutor Murray Huff vem pesquisando essa área de substâncias que combatam a obesidade há anos. Em 2009 ele descobriu que outra fruta, a toranja (grapefruit), também possuía uma substância eficaz na prevenção do ganho excessivo de peso - a naringenina. “O que é interessante é que a nobiletina é pelo menos dez vezes mais potente que a naringenina, além de proteger contra outras coisas que não só a obesidade”, afirmou Huff.

Fonte: 180º

terça-feira, 29 de março de 2011

Jiló combate o mau hálito, protege o coração e ajuda a emagrecer

Ele faz franzir a testa e provoca cara feia, mesmo quando está somente na imaginação. Encarar o amargo do jiló, porém, faz bem ao coração, combate o mau hálito e ainda ajuda a perder peso.

Foto: Google
Embora pertença a mesma família que o pimentão e a berinjela, o jiló é um fruto, e não legume, como seus primos. É concentrado em vitaminas A, do complexo B e C. Contem minerais, cálcio, ferro e magnésio, mas seu potencial reverenciado é no combate ao colesterol e à halitose.

Seus compostos bioquímicos, denominados flavonóides, são antioxidantes, ou seja, protegem as artérias, impedindo que o colesterol - gordura ruim - seja aderido. "É um alimento poderoso para a manutenção da saúde do coração", defende Daniela Jobst, nutricionista, dona da clínica NutriJobst, em São Paulo.

Na dieta, ele ajuda a combater a vontade de comer, sensação quase incontrolável nos mais ansiosos. O valor calórico baixo, 40 calorias em 100 gramas, permite que o jiló seja consumido sem pesar na consciência. Com uma grande quantidade de água na composição, é um aliado do regime, pois promove saciedade.

Entretanto, para ter resultados na balança e na saúde, ele deve ser incorporado à dieta. O gosto amargo precisa fazer parte da refeição ao menos uma vez por semana. "Os benefícios desses alimentos só serão sentidos quando ingeridos com frequência. Não vale comer apenas esporadicamente. Uma ou duas vezes por semana é o ideal", indica Daniela.

De acordo com o novo guia de orientações contra a obesidade, metade do prato deve incluir legumes, vegetais e frutos, especialmente os coloridos (verde-escuros, vermelhos e laranjas).
Para quem gostou do valor agregado, mas não consegue desfazer a careta, a nutricionista indica que transforme o fruto em farinha. Triturar e fazer dele uma farofa é uma boa alternativa para consumi-lo sem dor.

"Como uma farofa, ele pode ser associado a diversos alimentos, minimizando o sabor marcante. Duas colheres de sopa por semana já são suficientes para garantir seus benefícios. Refogá-lo no azeite e na mateiga também deixa o alimento fácil de comer."

Cortar o jiló em quatro partes e deixá-lo de molho na água com sal por 15 minutos ajuda a reduzir o amargor. Embora difícil de engolir, o sabor repulsivo do jiló também tem seu valor. Segundo Daniela, o amargo estimula a salivação e tem uma ação bactericida na boca. O processo promove limpeza bucal e o hálito saudável.

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