terça-feira, 19 de abril de 2011

Pesquisa mostra aumento da obesidade no Brasil

Fonte: Google Imagens
Um estudo do Ministério da Saúde divulgado hoje mostra que o brasileiro está cada vez mais obeso e com a alimentação menos balanceada. A pesquisa aponta que 48,1% da população brasileira está acima do peso e 15% são obesos. Na última medição, há cinco anos, a proporção era de 42,7% para sobrepeso e 11,4% para obesidade. Especialistas da Universidade de Brasília apontam a má alimentação como a maior causa do aumento nos números.


A professora Eliane Said Dutra, do departamento de Nutrição da UnB, não se surpreendeu com os resultados da pesquisa. “Infelizmente eram números esperados”, afirma. “Hoje em dia há um consumo menor de alimentos com pouca densidade calórica e nutricionalmente ricos, como frutas e legumes”, diz a professora Kênia Mara Baiocchi,do Departamento de Nutrição. Ela destaca, porém, que a obesidade é causada por diversos fatores. 


A pesquisa também mostra que 14,2% dos adultos não fazem nenhuma atividade física no tempo livre. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 30 minutos de atividade física pelo menos cinco vezes por semana. A professora Kênia conta que para lutar contra o sedentarismo é preciso também que a população encontre locais seguros para praticar o esporte. “O governo não oferece isso, nem faz qualquer tipo de regulação sobre a propaganda intensiva de comidas que fazem mal para a saúde.”

Eliane Dutra explica que os números mostram uma transição epidemiológica. “Antes a maioria das mortes eram causadas por doenças infecciosas, hoje são por doenças crônicas e a obesidade é um dos principais fatores de risco”. Ela aponta que muitos esquecem que a própria obesidade é uma doença com desfechos trágicos. “Ela é um fator determinante para acidentes vasculares cerebrais e infarto. Existem obesos saudáveis, mas são uma minoria”, afirma Eliane. 

Anelise Rizzolo, do Observatório de Segurança Alimentar e Nutrição da UnB, aponta que uma recente medida do Ministério da Saúde que impõe uma diminuição de sódio em alimentos industrializados, pode minimizar estes problemas. "Não é possível mudar a alimentação totalmente. Temos que encontrar uma maneira de melhorar o que já comemos".

A pesquisa do Ministério da saúde mostra um avanço no sobrepeso nas crianças e adolescentes, segundo Eliane. “No ponto de vista de saúde pública, isso é muito ruim”, diz a professora. Ela afirma que o aumento da obesidade pode causar uma grande sobrecarga no sistema de saúde. A professora Kênia sugere uma política intensiva nas escolas para reverter o quadro. “É mais fácil educar as crianças a comerem bem do que reeducar adultos que já comem mal”, diz.

Inclusive está nos planos da UnB uma mudança no futuro da alimentação escolar. O Núcleo de Referência em Alimentação Regional que irá funcionar no Centro de Excelência em Turismo (CET), visa formar chefes de alimentação escolar. O objetivo é melhorar a qualidade da merenda no País e capacitar cozinheiras e merendeiras na busca de uma alimentação mais saudável e saborosa.


GLOBALIZAÇÃO – A pesquisa também enfocou mudanças na alimentação do País. O brasileiro aumentou o consumo de leite integral e carne com gordura. Entretanto o consumo de hortaliças diminuiu. Para Anelise, o dado mostra que a alimentação está sendo influenciada pela cultura globalizada. “São os efeitos perversos da globalização. Estamos tendo menos tempo para cuidar de nós mesmos”, comenta a professora. Um dado interessante, que mostra uma mudança no padrão alimentar, é a diminuição do consumo de feijão por cinco dias na semana, que caiu de 71,9% para 66,7%.

A professora Kênia deixa claro que para reverter o quadro o melhor é fugir das dietas milagrosas. “Emagrecer muito em muito pouco tempo não resolve, porque a pessoa costuma recuperar os quilos perdidos”, explica a professora. A exceção seriam os casos de obesidade mórbida, quando existe a necessidade de uma perda imediata de gordura. “Só então podemos pensar em alternativas drásticas, como a cirurgia de redução de estômago.”

UnB Agência

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ministério da Saúde anuncia combate a alimentos gordurosos e com muito sal

Nos últimos dias, o Ministério anunciou uma série de medidas e planos para reduzir os teores de gordura e sódio nos alimentos processados. Até o final do ano o mercado terá que se adaptar aos novos limites saudáveis.

Redação ÉPOCA, com agências

Fonte: Google Imagens
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, divulgou nesta sexta-feira (8) uma nova medida do governo para garantir a saúde dos brasileiros: um plano de redução de gordura nos alimentos industrializados. A medida foi anunciada um dia após Padilha ter fechado acordo com as indústrias de alimentos processados para diminuir o teor de sódio em pelo menos 16 categorias de produtos, e demonstra uma maior preocupação do governo federal com a alimentação da população.

"No segundo semestre vamos abrir a agenda para a redução de gordura. É um programa fundamental porque traz a indústria de alimentos para o debate (hábitos alimentares). O Brasil é pioneiro em relação aos demais países nisso", afirmou o ministro.

De acordo com Padilha, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ficará responsável pela fiscalização e controle das novas regras, que visam a combater a obesidade e a melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Quanto à medida para diminuir o sódio, o Ministério afirmou que tem por objetivo estimular o povo a ingerir menos sal - os dados mais recentes mostram que o brasileiro consome, em média, 9,6 gramas de sal por dia, quase duas vezes mais que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A preocupação com a saúde da população é legítima, para o ministro. O consumo excessivo do sal, por exemplo, acarreta em um aumento na incidência de doenças crônicas como a hipertensão e os problemas cardíacos. E é um costume do brasileiro salgar sua comida bem mais que outros povos, já que seu paladar está mais acostumado. Sobre esse assunto, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Edmundo Klotz, afirmou: “Devem ter alterações [no gosto], mas poderão ser imperceptíveis.”

As metas para a redução de gordura nos alimentos ainda não foram definidas, mas para a diminuíção do sódio o governo espera uma queda de 30% na concentração do elemento químico em massas e de 10% nos pães em um primeiro momento. Em julho, quando o plano de ação deve entrar em sua segunda fase, o governo espera ampliar o leque de produtos afetados pela nova regulamentação. E até o final do ano será definido o teor máximo de sódio para biscoitos, embutidos, pão francês, bolos prontos, mistura para bolo, salgadinhos de milho, batatas fritas, caldos, temperos, margarinas, maioneses, laticínios e refeições prontas.

Uma pesquisa realizada recentemente pelo ministério descobriu que 48% da população das capitais tem sobrepeso e 15% já é classificada como obesa. "É fundamental que a gente divulgue os hábitos de alimentação saudáveis", afirmou Padilha.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Você sabia que chocolate faz bem? Tudo depende de qual tipo você escolhe

Foto: Google

Houve uma época em que o chocolate era considerado um dos grandes vilões da dieta e, principalmente as mulheres, tentavam evitá-lo a todo custo, para não comprometer a silhueta. No entanto, há algum tempo estudos comprovaram que o alimento traz benefícios ao organismo e sua má-fama foi deixada de lado. Porém, na hora de comprar a guloseima, muitas pessoas ficam em dúvidas sobre qual o melhor tipo para o seu perfil de saúde. Para que você faça uma compra segura, a nutricionista Fernanda Granja, especializada em nutrição funcional, nutrição pediátrica e fisiologia do exercício, preparou algumas dicas que ajudarão na escolha.

Como escolher?

O mercado disponibiliza um leque de opções, principalmente em épocas como a Páscoa, onde o consumo do produto aumenta consideravelmente. Para fazer uma boa escolha, antes de qualquer coisa, é necessário que a pessoa conheça suas necessidades alimentares. “Uma pessoa diabética deve escolher a versão diet e, de preferência, sem leite, ou seja, chocolates à base de soja. O leite pode atrapalhar os receptores de insulina, piorando a glicemia”, exemplifica Fernanda Granja.
A profissional conta ainda, que para os adeptos de uma alimentação saudável e equilibrada a melhor as melhores opções são as versões com mais de 60% de cacau, ou as com alfarroba. “Eles têm menor teor de gordura, de açúcar e mais antioxidantes. Isso se traduz em: redução de doenças cardiovasculares, pressão arterial, possíveis tumores e maior sensação de bem estar”, atesta.

Alternativa ao sabor amargo
Mesmo sabendo que quanto mais cacau, mais saudável é o chocolate, muitas pessoas não gostam de consumi-lo, pois não conseguem se acostumar com o sabor amargo do produto. Para não perder os benefícios, a nutricionista conta que a alfarroba é uma doce solução para o problema. “Trata-se de vagem comestível, semelhante ao feijão, marrom-escura e com sabor adocicado. A farinha de alfarroba, derivada da polpa da vagem torrada e moída, é utilizada para substituir o cacau nas preparações. Além dos nutrientes, ela não possui qualquer agente alergênico ou estimulante como a cafeína presente no cacau e possui um baixo teor calórico e alta quantidade de fibras naturais. Além disso, é liberada para os celíacos, já que não contém glúten”, completa.

Chocolate para todos os gostos

Soja: rica em proteínas de alto valor biológico, contém aminoácidos essenciais e poder antioxidante. O ovo de chocolate de soja é indicado para quem possui intolerância a lactose ou alergia a proteína do leite de vaca.
Cacau: rico em polifenóis, o chocolate amargo é indicado para quem precisa cuidar da saúde. Ele protege o coração, equilibra a pressão arterial e ainda melhora a pele.
Alfarroba: alimento com baixo teor de gordura e alto valor nutritivo por conter vitaminas B1, B2 e vitamina A. Indicado para quem é apaixonado por chocolate, mas se preocupa com a quantidade de gordura do cacau.
Polidextrose: agente substituto do açúcar e gordura com baixo índice glicêmico e baixa digestibilidade, possui efeitos similares ao das fibras solúveis. Auxilia no controle do peso corporal e reduz risco de diabetes tipo 2. Indicado para quem esta em uma dieta com restrição ao açúcar e gordura.
Whey Protein: proteína isolada do soro do leite, que auxilia no ganho de massa magra. A substância possui alto valor biológico e, estudos recentes mostram que elas possuem compostos que agem como antimicrobianos, anti-hipertensivos, reguladores da função imune e dos fatores de crescimento. O ovo de chocolate com whey protein é indicado para os praticantes de atividade física que não querem sair da dieta nesta Páscoa ou pessoas que precisam de uma boa ajuda na recuperação de massa muscular.
Açaí: excelente tônico natural, melhora a disposição e a resistência. Na dieta pode deixar a pessoa mais fortalecida, revigorada e saciada, que proporcionará uma queima maior de calorias. Também ajuda no ganho de massa magra e na eliminação de resíduos pelo corpo. O ovo de chocolate com açaí é indicado para quem quer energia de um modo mais gostoso.
Orgânico: livre de agrotóxicos e agentes químicos, o alimento orgânico possui seus nutrientes preservados pela natureza e são ricos em minerais. Estudos relatam que eles são nutricionalmente superiores aos demais. Portando, o ovo de chocolate orgânico é para aqueles que preservam a natureza e querem aproveitar as delícias dessa época de Páscoa.
Diet: a versão diet é sem açúcar, portanto é indicado para quem necessita diminuir seu consumo, ou seja, pessoas com a glicemia alterada, seja por diabetes ou por resistência a insulina. No entanto, deve-se tomar um cuidado extra, pois essa versão costuma apresentar mais gordura do que os chocolates convencionais, tornando-se mais calóricos. Exatamente por isso, não é indicado para quem faz dieta de emagrecimento.

Olho no rótulo!
A nutricionista Fernanda Granja ressalta a importância de ler o rótulo nutricional da embalagem dos alimentos, para evitar possíveis complicações de saúde. Veja as dicas!
  • Fique atento para o primeiro ingrediente que está descrito no rótulo: aquilo que estiver em primeiro, é o que está em maior quantidade. Exemplo | Ingredientes: açúcar, manteiga de cacau, cacau. Comentário: esse tipo é o pior, pois tem mais açúcar do que qualquer ingrediente. Exemplo | Ingredientes: cacau, manteiga de cacau, açúcar, baunilha. Comentário: sempre escolha o que tiver maior teor de cacau na composição, do que todos os outros ingredientes.
  • Verifique nos ingredientes se contém sal na preparação ou muito sódio no rótulo nutricional. O valor ideal deve estar abaixo de 120 miligramas de sódio por 100 gramas de alimento.
  • Certifique-se se existe algum ingrediente que você seja alérgico.
  • Cheque a quantidade de gordura da porção descrita. O ideal é não ultrapassar 20%.


Bons motivos para degustar

  • O chocolate é rico em vitaminas do complexo B e, por isso, é ótimo para energia e disposição. Além disso, é fonte de proteínas.
  • Possui minerais como ferro, magnésio, potássio e fósforo. Pode reduzir hipertensão arterial e produzir relaxamento muscular, diminuindo dores musculares e cefaleias.
  • As catequinas, substâncias antioxidantes, auxilia na redução de doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e células tumorais.
  • Ótimo para atletas, pois promove um efeito estimulante do sistema muscular pela presença da teobromina.
  • Indicado para estudantes ou idosos que precisam de uma concentração extra, pois possui cafeína, um estimulante do nervoso central.
  • Fonte de um nutriente precursor de serotonina, a feniletilamina, o chocolate é indicado para aqueles que precisam de um estímulo para o bem-estar, principalmente mulheres com TPM, adolescentes na puberdade e mulheres menopausadas.

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