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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Nutrição e os cuidados com a pele para o verão

É verão: muito sol, calor e aridez. Então dentre todos os cuidados que devemos ter, não podemos esquecer dos concernentes aos de nossa pele. 

E, pensando nisso, trago algumas dicas nutricionais triviais para auxiliar na proteção contra a nocividade que esta estação do ano pode provocar em nosso corpo em especial, à nossa pele.

Vão aí:

1. Hidratação: beber água suficiente, ajuda a repor os líquidos que perdemos em maior quantidade nessa época por conta da sudorese aumentada; a boa ingestão de líquidos também diminui o desgaste e ressecamento da pele que também são intensificados nesse período.

2. Alimentação: aumentar a ingestão de frutas e verduras: esses alimentos, além de conterem uma grande quantidade de água, são ricos em componentes antioxidantes, reduzindo o ritmo de envelhecimento e melhorando também a função metabólica do organismo.

A) alimentos verdes escuros, alaranjados, vermelhos e a batata doce oferecem uma quantidade maior de pigmentos protetores dentre os quais o BETACAROTENO.

- Não seria esse o motivo de termos os alimentos tropicais aumentados nessa estação? Ex.: manga.

B) Aumente a ingestão de alimentos fontes de gorduras boas como óleos de linhaça, azeite, milho e girassol. Isso faz melhorar a qualidade da pele.

3. Observação:

- ficar de olho na função evacuatória do intestino: evacuações difíceis e raras podem ser sinal de baixa hidratação e de metabolismo ruim – MAIOR FRAGILIDADE DA PELE.

- de olho também na diurese. Se a urina estiver mais amarelada, é sinal de pouca ingestão de água. A urina deve ser bem clara quando a ingestão de líquidos é boa.

4. EVITAR:

- GRANDES EXPOSIÇÕES AO SOL
- FRITURAS
- EMBUTIDOS
- ENLATADOS

Tendo esses cuidados você poderá usufruir melhor de suas férias e da estação da luz tão evidente e cobiçada em nossa cidade.

Abração e até a próxima!!

Fonte: Karla Jeane Dantas - Nutricionista

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Organização das Nações Unidas lançou a campanha "Salve a Comida"

Todos os anos, o mundo desperdiça 1,3 bilhão de alimentos. Para reduzir tamanho desperdício, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou a campanha "Salve a Comida". A iniciativa conta com 50 parceiros, porém, a agência trabalha para envolver o setor privado e organizações sem fins lucrativos.

Em entrevista à Rádio ONU, de Roma, o economista de agronegócios da FAO, Carlos da Silva, explicou que uma parte substancial dos alimentos é perdida entre a produção até a chegada ao consumidor.

"Existe a perda, que é aquilo que acontece com uma quantidade do produto que chega ao consumidor, inferior a que foi produzida, e tem o problema do desperdício. Ou são comprados [alimentos] em excesso. O consumidor não usa tudo e por isso joga fora, ou algumas vezes, o próprio supermercado, no fim do dia, não consegue vender e descarta aquela produção", comentou o economista.

A FAO pontua que, quase um bilhão de pessoas passam fome no mundo. O especialista em agronegócios da agência afirma que aproximadamente 30% dos cereais e até 50% das frutas e vegetais produzidos globalmente são perdidos. Silva também ensina ações que podem ser tomadas pelo consumidor final para evitar o desperdício alimentar.

"De repente você compra um produto que tem umas folhas que você não consome, mas se puder utilizar aquilo, você pode ter um aproveitamento ótimo e não desperdiçar. Se comprar em excesso, você pode congelar uma parte ou fazer algum outro preparo. E o consumidor é realmente interessado, porque ninguém tem motivação, interesse de gastar recursos que serão jogados no lixo."

De acordo com o especialista, os países desenvolvidos são os que mais desperdiçam comida. A agência defende ainda novas tecnologias, melhores práticas e investimentos em infraestrutura para reduzir as perdas de alimentos.

Fonte: ibhaia

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Antibióticos podem contribuir para obesidade

Você já deve ter ouvido falar que tomamos antibióticos demais, e que o abuso desse tipo de medicamento pode levar a mais problemas do que soluções (pesquisas americanas mostram que pediatras prescrevem mais de 10 milhões de antibióticos desnecessários todos os anos para crianças).

Em primeiro lugar, porque quanto mais antibióticos nós tomamos, mais as bactérias se acostumam com eles. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o mundo está entrando em uma crise de resistência a antibióticos, que pode acabar com a medicina moderna: no futuro, todo antibiótico comum pode se tornar inútil.

Além disso, outra afirmação é bastante corriqueira: a de que os antibióticos não matam apenas as bactérias más, como as boas também.

Todo antibiótico pode ser perigoso

Opa! Que bactérias boas? As que vivem no nosso organismo e que nos ajudam com tarefas importantes todos os dias.

3 perfis bacterianos: um deles vive no seu organismo

Muitas comunidades de bactérias vivem em nós – o suficiente para encher um prato grande de sopa, ou 1,36 a 2,27 quilos de bactérias. Na verdade, tem mais bactéria do que “a gente mesmo” em nosso corpo: as células de bactérias superam as células humanas em 10 para 1 no nosso organismo. Porém, como elas são muito menores do que as células humanas, representam apenas cerca de 1 a 2% da nossa massa corporal (embora componham cerca de metade dos nossos resíduos corporais).

As bactérias gastrointestinais estão entre as mais importantes do nosso corpo. Isso porque elas nos ajudam a coletar a energia dos alimentos ao quebrar as moléculas complexas que nossas células não conseguem quebrar. Elas também constroem vitaminas que não podemos fabricar, e “conversam” com nosso sistema imunológico para que ele funcione corretamente, evitando invasões de outros micróbios mais prejudiciais. Enfim, as bactérias são nossas parceiras e, sem elas, com certeza algumas coisas iriam mudar no nosso corpo.

Até o nosso peso

O resultado de uma observação com animais despertou a curiosidade de cientistas quanto aos efeitos do antibiótico no corpo humano.

Há mais de 50 anos, fazendeiros percebem que baixas doses de antibióticos em animais saudáveis engordam seu gado em até 15%. Isso funciona com vacas, ovelhas, porcos e galinhas, e com qualquer remédio, como penicilinas ou tetraciclinas. O efeito é sempre o mesmo: mais peso.

Para descobrir o porquê de tal efeito, Ilseung Cho, da Universidade de Nova York (EUA), deu antibióticos para ratos jovens, e concluiu que as drogas mudaram drasticamente as comunidades microscópicas de seus organismos, aumentando a quantidade de calorias que eles “colhiam” dos alimentos. O resultado: os ratos se tornaram mais gordos.
Cho usou uma gama de antibióticos diferentes, incluindo penicilina, vancomicina, os dois juntos, ou clortetraciclina. Após 7 semanas, os ratos tratados não ficaram mais pesados, mas ganharam mais gordura corporal – cerca de 23%, em comparação com os típicos 20%.
As comunidades bacterianas dos ratos medicados também mudaram. Eles tinham os mesmos números de micróbios, mas possuíam mais bactérias do filo Firmicutes, e menos do filo Bacteroidetes.

Esse padrão é interessante, pois muitos estudos descobriram que o equilíbrio entre estes dois grupos de bactérias pende a favor das Firmicutes em indivíduos obesos.
Os antibióticos também mudaram a forma como as bactérias agiam. Nos ratos tratados, certos genes eram mais ativos, incluindo aqueles que quebram os carboidratos complexos em ácidos graxos de cadeia (substâncias que fornecem energia para as células intestinais e desencadeiam a produção de gordura do corpo). Genes envolvidos no armazenamento de calorias não utilizadas, criando substâncias como gorduras e triglicérides, também tendiam a ser mais ativos.

Conclusão

O efeito foi visto com todo e qualquer antibiótico. Isso significa que o uso desse remédio pode alterar as comunidades bacterianas e a forma como elas agem, fazendo o organismo colher mais calorias dos alimentos e acumulá-las mais em gordura.

Mas, como o estudo foi realizado com ratos, que, apesar de parecidos conosco, têm comunidades bacterianas e organismos diferentes, os pesquisadores ainda não podem afirmar que as alterações são iguais em nós.

No entanto, um passo já foi dado para provar que o mesmo deve estar acontecendo conosco: um segundo estudo de Martin Blaser, que liderou a pesquisa de Cho, seguiu 11.532 crianças britânicas nascidas entre 1991 e 1992, e mostrou que aquelas que tomaram antibióticos nos primeiros seis meses de vida também ganharam mais peso nos primeiros anos de vida.

“O uso excessivo de antibióticos pode estar alimentando o aumento dramático de condições como a obesidade, diabetes tipo 1, doença inflamatória intestinal, alergias e asma. Devemos fazer uso da tecnologia disponível para proteger e estudar os nossos benfeitores bacterianos antes que seja tarde demais”, disse Blaser.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Porque comemos tanto?

Essa situação na foto ao lado com certeza lhe é familiar: não importa o quanto você já tenha comido, ainda há espaço para mais um pedaço de pizza, de bolo, de chocolate…

Porque a gente come tanto? Porque nunca cansamos dessas besteiras deliciosas e gordurosas?

Porque nosso organismo é incapaz de nos ajudar a parar de comer. Em tese, nós temos um sistema no organismo que serve para evitar que comamos em excesso, nos dizendo que já estamos cheios, mas ele não é capaz de superar nossos instintos humanos antigos.

Instintos esses que vêm dos nossos ancestrais, que ainda viviam nas cavernas. 

Naquela época, o alimento não era abundante como hoje. Eles dependiam de caças temporárias, ou de encontrar frutos, então, quando tinham acesso à comida, aproveitavam para comer tudo o que podiam e mais um pouco.

O sistema x junk food

Quando nosso estômago está vazio, produz um hormônio chamado grelina, o “hormônio da fome”, que interage com um neurotransmissor no cérebro chamado NPY, que então é ativado para que você saiba que tem que comer. Quando o estômago está cheio, produz outra substância, chamada leptina. A leptina (conhecida como “hormônio da obesidade”, já que existe em maior nível nos obesos) tem o efeito contrário, fazendo com o que NPY “desligue” sua fome.

A visão de alimentos gordurosos e doces, ricos em energia, dispara um instinto pré-histórico que diz que temos que nos alimentar. Antes, nós tínhamos que aproveitar cada comida que encontrávamos para sobreviver, então, mesmo que já estivéssemos alimentados, precisávamos comer para armazenar gordura, como qualquer outro animal na Terra.

Só que hoje em dia, esse tipo de alimento está em todos os lugares, ou seja, é amplamente acessível. Fica difícil para nosso organismo evitar que nós nos entreguemos a esse instinto, o que faz com que entremos em um círculo vicioso que interfere com o mecanismo grelina-leptina, e, consequentemente, nos faz engordar.

Então quer dizer que, para emagrecer, temos que passar fome. Não exatamente. É só ter uma alimentação saudável e praticar exercício. Bem fácil, né? [Gizmodo]

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Segundo estudos, chocolate escuro pode diminuir a pressão sanguínea

O consumo diário de chocolate escuro pode ajudar a reduzir levemente a pressão sanguínea, segundo indica uma análise de 20 estudos.

A pesquisa foi feita pelo grupo Cochrane – colaboração internacional de milhares de especialistas que revisam estudos já realizados.

A causa seria o cacau, principal ingrediente do chocolate, que relaxa os vasos sanguíneos.
A teoria é que o cacau contém o flavonoide, que faz o corpo humano produzir a substância química chamada óxido nítrico, que "relaxa" os vasos, facilitando a passagem do sangue e, por consequência, diminuindo a pressão sanguínea.

Os estudos anteriores, combinados pela análise Cochrane, haviam apresentando resultados variados.

A quantidade diária de cacau consumida por cada participante varia de 3g a 105g, mas todos apresentaram uma leve redução na pressão. Uma pressão sistólica de 120 mmHg (milímetros de mercúrio) é considerada normal. O cacau reduziu-a entre 2 a 3 mmHg. Mas os estudos duraram apenas duas semanas, portanto os efeitos no longo prazo são desconhecidos.

"Embora não tenhamos ainda evidência de diminuição sustentada da pressão sanguínea, a pequena redução que observamos no curto prazo pode complementar outras opções de tratamento e pode contribuir para reduzir o risco de uma doença cardiovascular", disse a pesquisadora que liderou a revisão, Karin Ried, do Instituto Nacional de Medicina Integrada de Melbourne, Austrália.

Pressão alta é um problema comum, sendo relacionada com 54% dos ataques cardíacos em todo o mundo e 47% das doenças coronárias.

Entretanto, especialistas dizem que há maneiras mais saudáveis de se diminuir a pressão do sangue já que o chocolate possui muita gordura e açúcar.

Há inclusive um alerta na publicação médica Lancet de que o chocolate escuro pode conter menos flavonoide do que se imagina já que a substância pode ser removida por ser amarga.
"É difícil saber ao certo a quantidade de flavonoide do cacau que seria necessária para que seja observado um efeito benéfico e qual a melhor forma de obtê-la", diz Victoria Taylor da Fundação Britânica do Coração (British Heart Foundation).

"As 100g de chocolate que precisariam ser consumidas diariamente, segundo alguns estudos, também viriam com 500 calorias. Isto é um quarto da recomendação diária para mulheres."

"Feijões, maçãs e outras frutas também contêm flavonoide e, mesmo vindo em menor quantidades do que no cacau, estas opções tem menos efeitos indesejáveis do que os encontrados no chocolate", disse ela.

Fonte: BBC 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Rótulos em alimentos confundem o consumidor

Rotulagem de alimentos não segue padronização e confunde os consumidores.

No Brasil, a rotulagem nutricional nos alimentos industrializados contém as informações sobre o valor energético (ou valor calórico), conteúdo de gorduras (saturada e trans), proteínas, carboidratos, sódio e fibras. Estes dados nutricionais são referentes a uma porção em gramas ou mililitros do produto alimentício e não ao produto inteiro. A porção é previamente definida por uma legislação brasileira e representa uma recomendação de consumo para pessoas sadias a cada vez que o alimento é consumido, com intuito de promover a alimentação saudável. No rótulo deve constar, ainda, a informação da medida caseira referente à porção, por exemplo, uma xícara ou uma unidade.

No entanto, a declaração de porções diferentes entre alimentos similares e a apresentação de medidas caseiras difíceis de serem aplicadas na prática podem comprometer o uso da rotulagem nutricional nas decisões de compras dos consumidores. "Isso ocorre em função da dificuldade de comparar as informações nutricionais e entender os dados disponíveis nos rótulos", avalia a nutricionistaNathalie Kliemann, que estudou a rotulagem em seu mestrado.

A dissertação desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e ao Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (Nuppre) da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC) analisou como a porção e a medida caseira estão sendo declaradas nos rótulos dos alimentos industrializados ultraprocessados. O estudo foi realizado em um grande supermercado de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina.

Foram analisados 2.072 alimentos, que apresentaram uma variação significativa na declaração do tamanho da porção. Os resultados revelam uma variação mínima de 70% (21 a 30g entre biscoitos salgados), chegando a uma variação máxima de 765%, entre pratos preparados prontos e semiprontos (55 a 420g).

"Para a simples comparação de valores nutricionais entre alimentos similares é preciso realizar cálculos, em virtude da falta de padronização do tamanho da porção", avalia Nathalie. Segundo ela, o estudo também mostrou 9,3% de alimentos que apresentaram porção menor do que o recomendado. A nutricionista ainda observou que grande parte desses alimentos apresentaram menor densidade energética e maior peso total quando comparado com outros.

Um exemplo encontrado foi o de dois doces de amendoim,o primeiro tinha porção de 15 gramas e 78 kcal; o segundo de 20 gramas e 84 kcal. A nutricionista alerta que se ambos seguissem a porção de referência, que é de 20 gramas, o primeiro alimento seria aquele com maior valor energético por porção, embora em uma leitura rápida possa parecer o contrário. São informações que, na opinião da profissional, podem induzir o consumidor a equívocos em relação à composição nutricional do alimento.

"As informações disponíveis nesses rótulos infringiram o direito do consumidor a informações corretas e fidedignas", considera Nathalie, que foi orientada em sua pesquisa pela professora Rossana Pacheco da Costa Proença e contou com a colaboração da professora Marcela Boro Veiros (ambas ligadas ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC).

De acordo com as nutricionistas, é possível que diante da baixa densidade energética de alguns alimentos, o tamanho da porção pode estar sendo utilizado para ressaltar essa característica. Além disso, porções muito pequenas, em embalagens grandes, podem dificultar o entendimento do tamanho da porção na rotulagem nutricional, especialmente pelo fato de não haver a obrigatoriedade da informação sobre o número de porções presentes na embalagem.

Com relação à medida caseira, o estudo detectou termos pouco específicos, como "colher", sem especificação do tipo. Além disso, o uso de tipos de medida caseiras inadequadas aos alimentos, como em um queijo de minas a medida caseira ser uma colher, sendo que esse alimento geralmente é consumido em fatias. Outro exemplo é um queijo no palito, em que a medida caseira é uma fatia, quando uma unidade deveria ser cada queijo no palito. "Esses resultados evidenciam a necessidade de definição de regras mais claras e coerentes para a declaração da medida caseira", avalia Nathalie.

Ela lembra que estudos realizados no Brasil e no exterior indicam que as informações sobre porção e medida caseira são pouco lidas pelos consumidores e estão entre os itens com menor nível de compreensão por eles. "Mas considerando a rotulagem como uma política de apoio para a difusão de informações nutricionais e a promoção de escolhas alimentares saudáveis, torna- se indispensável a revisão da legislação brasileira, assim como maior fiscalização das informações disponíveis aos consumidores", alerta a nutricionista.

Saiba Mais

Padronização

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as informações nutricionais nos rótulos sejam padronizadas, precisas e compreensíveis, que permitam a comparabilidade entre alimentos similares e auxiliem na determinação do consumo. Para isso, aconselha que haja monitoramento dessas informações fornecidas aos consumidores, como também que se utilize a rotulagem nutricional como um instrumento de educação para o consumo.

Brasil aceita variação

Apesar dessas recomendações, a legislação brasileira permite que sejam declarados nos rótulos de alimentos porções com tamanhos diferentes daquelas recomendadas. É permitido que a porção nos rótulos seja até 30% maior ou menor que a recomendada pela legislação. Por exemplo, os biscoitos que têm porção recomendada de 30 gramas, podem declarar nos rótulos porções de 21 a 39 gramas. Além disso, nem todos os alimentos têm uma porção recomendada na legislação, como é o caso dos pratos prontos para o consumo, como lasanhas e pizzas. Para esses alimentos, a porção deve corresponder até 500 kcal do alimento.

Mais informações

Pesquisadora Nathalie Kliemann
E-mail: nathalie.kliemann@gmail.com

Professora Marcela Boro Veiros
E-mail: marcelaveiros@gmail.com

Professora Rossana Pacheco da Costa Proença
Telefones: (48) 3721-2218 e (48) 3721-5042
E-mail: rossana@mbox1.ufsc.br

FONTE

Agência de Comunicação da UFSC
Arley Reis - Jornalista
Telefone: (48) 3721-9601
E-mail: agecom@agecom.ufsc.br

Links referenciados

Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições

Programa de Pós-Graduação em Nutrição

Universidade Federal de Santa Catarina

Agência de Comunicação da UFSC

Rossana Pacheco da Costa Proença

Organização Mundial da Saúde

nathalie.kliemann@gmail.com

marcelaveiros@gmail.com

rossana@mbox1.ufsc.br

Marcela Boro Veiros

Nathalie Kliemann

UFSC

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Perda de peso e alimentação saudável podem reduzir os sintomas da menopausa

Mulheres que emagreceram seguindo uma dieta com pouca gordura a muitas frutas e legumes aliviam problemas como ondas de calor e suores noturnos.

Uma alimentação correta pode ser a principal aliada das mulheres no alívio dos sintomas que surgem com a menopausa. De acordo com uma nova pesquisa, publicada na edição deste mês do periódico Menopause, a perda de peso provocada por uma dieta com baixo teor de gordura e rica em frutas e vegetais reduz ou até elimina as ondas de calor e os suores noturnos, que são comuns no período.

O estudo foi financiado pela Kaiser Permanente, uma instituição de pesquisas em saúde que pertence a uma organização sem fins lucrativos e que tem unidades em Atlanta, Portland e Honolulu, todas cidades dos Estados Unidos. Segundo os autores, embora outros trabalhos tenham mostrado que o ganho de peso está associado aos sintomas da menopausa, essa é a primeira vez em que o emagrecimento atrelado a uma determinada dieta é relacionado à melhora desses problemas.

Ao todo, participaram do levantamento 17.473 mulheres de 50 a 79 anos que já haviam passado pela menopausa. Após acompanharem as participantes por cinco anos, os autores descobriram que aquelas que emagreceram ao menos 4,5 quilos no período do estudo — e que também não faziam terapia hormonal e comiam menos gorduras e mais cereais integrais, frutas e vegetais — apresentaram mais chances de reduzirem ou eliminarem os sintomas da menopausa do que as mulheres que mantiveram o peso.

Segundo Candyce Kroenke, que coordenou o estudo, as mulheres tendem a ganhar mais peso com a idade, e a prevenção desse aumento do peso pode ser usada como estratégia viável para amenizar os suores noturnos e as ondas de calor. Ela explica que quanto mais o corpo acumula gordura, maior é o isolamento de sua temperatura, e que esses sintomas são uma maneira de o corpo dissipar o calor.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Effects of a dietary intervention and weight change on vasomotor symptoms in the Women's Health Initiative

Onde foi divulgada: periódico Menopause

Quem fez: Candyce Kroenke, Bette Caan, Marcia Stefanick, Garnet Anderson, Robert Brzyski, Karen Johnson, Erin LeBlanc e outros

Instituição: Kaiser Permanente

Dados de amostragem: 17.473 mulheres de 50 a 79 anos

Resultado: Mulheres que, após a menopausa, emagrecem ao menos 4,5 quilos com uma dieta rica em frutas e vegetais e pobre em gorduras, mesmo sem reposição hormonal, têm maiores chances de reduzir ou eliminar sintomas do período como ondas de calor e suores noturnos.

Facebook Carolina Ritter: Clique aqui.

Fonte: http://vej
a.abril.co
m.br

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Segredos de uma alimentação saudável

Um dos grandes problemas da alimentação dos brasileiros é o excesso do sódio. Além disso, fritura e alimentos industrializados não fazem bem para a saúde. Veja no vídeo o cardápio ideal para uma dieta saudável e o que as famosas andam comendo.



Fonte: http://noticias.r7.com

terça-feira, 7 de agosto de 2012

É possível comer bem com a correria do dia-a-dia?


Em meio à rotina agitada, falta tempo para fazer refeições apropriadas em casa. Este é o motivo que leva muitas pessoas a se alimentarem fora do lar ou comerem “qualquer coisa” em suas residências. Nas lanchonetes e restaurantes, sobram opções suculentas de massas, carnes gordurosas e condimentos artificiais. 

O consumo desregrado de sódio, gorduras saturadas e açúcares pode resultar em problemas de saúde como obesidade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Mas comer de forma saudável é possível, mesmo para quem precisam se alimentar fora e para os apressados em geral (veja dicas abaixo).



De acordo com a última pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), quase 50% dos recifenses acima de 18 anos estão com sobrepeso e 20% estão obesos, num reflexo dos hábitos alimentares não recomendáveis. “Um exemplo: a pessoa que consome 2,5 mil calorias diárias, quando a necessidade é de duas mil, poderá ganhar 6 kg em um ano”, alerta a nutricionista Geise Belo. Mas como conciliar a correria do cotidiano com uma alimentação saudável? Os nutricionistas afirmam que isso é perfeitamente possível, desde haja mudança de hábitos.


A fotógrafa Roseane Barbosa admite que não se alimenta da maneira ideal. “Não tenho critérios para montar meu prato. Coloco tudo o que eu gosto”. Enquanto almoça massa, carne guisada, arroz, batatas fritas e folhas, ela explica sua rotina. “Saio de casa às 6h e só volto às 20h40. Durante esse tempo, tomo café na rua, almoço, lancho e às vezes até janto”.



“Por questões de saúde, estou mudando minha alimentação. Hoje como mais verduras e carnes brancas e menos gorduras”, relata o administrador Bruno Outtes. Ele conta que, “por recomendação médica”, cortou os excessos e  intercalou as refeições com lanches leves. “Embora goste mesmo é de carne”, assume. Segundo o Conselho Regional de Nutrição, estima-se que aproximadamente 50% dos pernambucanos de 25 a 40 anos tenham uma alimentação desregrada. Os maiores vilões alimentares são consumidos diariamente nas refeições “apressadas”.



Além de ressaltar a importância do consumo de carnes brancas, verduras, legumes e frutas, a nutricionista Ana Karina Souza sugere substituir molhos prontos por azeite extra-virgem e trocar o sal por limão, que tem vitamina C e facilita a digestão. Ela também recomenda fracionar as refeições, investindo em lanches leves, frutas e cereais.



Dieta saudável para apressados



 (Zuleika de Souza/CB/D.A Press)Café da manhã
Optar por frutas, sanduíches naturais, iogurtes e sucos. Se há pressa para sair de casa, alguns alimentos como frutas e sanduíches de pão integral e queijos brancos podem ser consumidos no carro ou no ônibus, para poupar tempo



 (Rafael Ohana/CB/D.A Press)

Almoço
Montar o cardápio de acordo com as cores do alimento. Um prato com saladas coloridas, arroz integral, feijão verde e peixe ou frango contém grande parte dos nutrientes necessários ao corpo humano. Como tempero, é recomendável utilizar azeite extra-virgem, limão, vinagres balsâmicos, orégano e alecrim




 (Cadu Gomez/CB/D.A Press)
Jantar
À noite, a refeição deve ser leve e em porções reduzidas. Os nutricionaistas indicam o consumo de peixes grelhados temperados com especiarias naturais, como orégano e alecrim. Para acompanhar, coma arroz integral, salada e suco de frutas. Para quem prefere a culinária regional, alguns partos sugeridos são o inhame, o cuscuz, a macaxeira e o ovo cozido

 (Braitner Moreira/Esp. CB/D.A Press)Entre as refeições
O ideal é que se façam lanches intercalados entre as três principais refeições do dia. Pela manhã ou à tarde, as frutas podem ser consumidas no ambiente de trabalho, desde que armazenadas devidamente. Outras opções de lanche são as barras de cereal, doces light e sanduíches integrais. Para quem gosta de sobremesas após o almoço, recomendam-se frutas e tortas leves. 


 (Breno Fortes/CB/D.A Press)No happy hour
O hábito de frequentar barzinhos e restaurantes após o trabalho é comum entre os recifenses. No entanto, alguns cuidados podem ser adotados para que o momento de descontração não prejudique a saúde. Um deles é evitar o consumo excessivo de bebidas alcóolicas fermentadas, como a cerveja, e de petiscos gordurosos. A sugestão é optar pelos vinhos, que contêm antioxidantes capazes de eliminar radicais livres, e comer peixes ou carnes grelhadas

Os vilões do prato 



Sal

É absorvido no estômago e segue para a corrente sanguínea. Lá, retém água e aumenta a pressão arterial. Com isto, há sobrecarga nas funções renais e desenvolvimento da hipertensão, que pode levar ao infarto e ao acidente vascular cerebral.



Açúcar

Assim como o sal, a glicose é absorvida no estômago e vai para a corrente sanguínea. Inserida nas células por um hormônio chamado insulina, se armazena no organismo em forma de gordura. Em excesso, o açúcar pode acarretar o diabetes.



Colesterol

Ao longo dos anos, o acúmulo de colesterol nas paredes dos vasos sanguíneos causa aterosclerose, ou seja, o endurecimento da estrutura. Quando consumida em excesso, a substância pode estreitar os vasos e resultar em infartos e AVCs.



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A importância do ferro para a saúde


São Paulo- Com certeza em algum momento da vida você já ouviu a frase: coma feijão, pois ele é rico em ferro e faz bem para saúde. O grão é sim fonte do mineral, mas você sabia que para o organismo absorvê-lo corretamente é preciso uma “ajudinha” da vitamina C?

Pois é, isso acontece porque os alimentos de origem vegetal tem menor concentração de ferro. A nutricionista Rafaela Isis Reis Allevato, nutricionista do Hospital San Paolo, explica que bebidas cítricas auxiliam no processo de absorção. “Recomendamos que durante as refeições as pessoas bebam um pouco de suco de laranja, limão ou acerola”.

O ferro é um mineral essencial para que o organismo funcione corretamente e é encontrado em maior quantidade em alimentos como fígado, vísceras e carne vermelha. A ausência do mineral pode causar problemas como irritabilidade, distúrbios digestivos, tontura e falta de apetite e pode ainda estar associada à queda de cabelo, unhas quebradiças e pele seca.

Alimentos que dificultam a absorção do ferro -É muito comum encontrarmos mães que logo após o almoço oferecem iogurtes às crianças, porém, muitas delas não sabem que com isso podem prejudicar a absorção do ferro ingerido durante a refeição anterior. Segundo Rafaela, o cálcio contido em alimentos lácteos é prejudicial quando consumido durante ou após as principais refeições “Leite, flans e iogurtes não devem ser servidos às crianças como complemento das refeições”, ressalta a nutricionista.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

6 dicas para a alimentação das crianças nas férias

  • 1
    Atenção aos exageros no chocolate, refrigerante...
    Foto: Getty Images
    As crianças acima dos dois anos já estão expostas aos alimentos em geral. De acordo com a nutróloga Fabiola Suano, não há alimento proibido, mas não se pode deixar a criança comer tudo deliberadamente. É importante que ela saiba que está podendo comer aquilo porque é uma situação diferente. "Sucos artificiais, por exemplo, não dê mais do que 150ml. Refrigerante, no máximo, 150ml e uma ou duas vezes na semana. Uma lata é muita coisa para uma criança, sendo que essas bebidas açucaradas estão associadas ao aumento de peso e enfraquecimento ósseo, entre outros problemas", reforça a nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) Fabiola Suano. 

    Outras dicas são importantes para controlar os pequenos: quando pedir batata frita na lanchonete, dê sempre a porção pequena. E ao comprar um cachorro quente, não dê a versão completa, ofereça com poucos molhos como o ketchup ou maionese. Com as bebidas de soja, o máximo que se deve oferecer é 150/200ml. "Chocolate, por exemplo, 15g é o máximo. As crianças devem ingerir até duas porções de açúcar por dia. Se ela adoça um leite, só pode comer um outro doce naquele dia, como um picolé, um pedaço de goiabada ou uma porção de chocolate. Ou dois doces se não açucarar nenhuma bebida", ensina Fabiola. 

    Pipoca natural feita em casa está na lista das guloseimas que não fazem mal para os pequenos, mas o sorvete... "Uma bola é o suficiente porque contém muito açúcar e gordura. Quanto mais você puder poupar a criança, melhor", finaliza a nutróloga da Abran.
  • 2
    Pode pular o café da manhã?
    Foto: Getty Images
    Já que a criança vai dormir mais tarde e acordar próximo do almoço alguns dias das férias, a dúvida aparece: pode começar o dia com o almoço? "Não. É importante que, ao acordar, seja oferecido algum alimento como um copo de leite ou uma fruta, mesmo sendo perto do almoço. Não precisa dar pão porque pode atrapalhar o almoço, mas uma introdução antes do almoço deve ter", reforça a médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran)
    Fabiola Suano.
  • 3
    Não deixe de lado os alimentos saudáveis
    Foto: Getty Images
    Nenhuma mãe gosta de ser vista como chata porque controla a alimentação da criança. Mas se a alimentação saudável não faz parte da rotina da casa, a criança certamente vai rejeitar frutas, verduras e legumes com mais facilidade. Portanto, mantenha as três refeições da criança com as comidas saudáveis

    "Há uma grande preocupação das mães se a criança está comendo muitos alimentos artificiais ou do tipojunk food. Porém, a atenção das mães deveria ser se a criança está comendo alimentos saudáveis, como frutas, legumes, leite e verduras – e não aqueles, como biscoito recheado, que vão impactar na alimentação", explica a professora e nutricionista daPUCRS
     Raquel da Luz Dias. 

    Segundo ela, é permitido trocar o jantar por um lanche mais nutritivo. "A mãe pode preparar junto com o filho uma pizza com massa integral, usando queijos magros e brincando com os ingredientes que vão compor o recheio", sugere a especialista.
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    De olho nas calorias?
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    De acordo com Raquel da Luz Dias, crianças entre 1 e 3 anos devem ingerir cerca de 1300 calorias diariamente. "O consumo de açúcar diário é de 10% da quantidade total de carboidratos recomendada. Portanto, uma criança nessa idade deve consumir, no máximo, 32g de açúcar por dia. É bem pouco, mas é o ideal", explica. 

    De 4 a 8 anos, a recomendação é de 1500 calorias, enquanto de 9 a 11 anos, 1800 calorias é o adequado, o que significa que a ingestão de açúcar é de 37g e 45g, respectivamente. 

    "Mas a contagem de calorias é uma preocupação muito de adultos. Claro que quando traçamos um plano alimentar para a criança prestamos atenção se ela está dentro do recomendado, mas definir esses números não é bom porque cada criança tem uma necessidade diferente", explica Raquel da Luz.
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    Até os dois anos, nada de mudanças
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    Uma criança abaixo dos dois anos não deve ser exposta a alimentos inadequados como biscoitos, sucos artificiais, chocolates, refrigerantes ou frituras

    "A alimentação nessa fase é muito controlada, a criança precisa de rotina, como comer de três em três horas, por exemplo. Não é bom variar esse controle mesmo nas férias", explica Fabiola Suano.
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    Cuidados com o transporte dos alimentos
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    Quando a criança ainda está na fase de beber o leite na mamadeira, prefira levar o pó do leite e da mistura em um potinho. "A temperatura é muito importante para manter o leite adequado para consumo, principalmente em crianças, que são mais sensíveis, pois há grandes riscos de provocar diarreia ou vômitos", alerta a nutróloga. 

    Segundo ela, não é recomendado que o iogurte ou outras bebidas lácteas fiquem sem refrigeração por mais de três horas e se for levar uma fruta, opte por levá-la inteira. "Muitas 









    Fonte: GNT-Globo

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