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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

‘Dieta do espumante’ virou moda, mas traz danos à saúde



Os malefícios do consumo de álcool diário são
superiores aos benefícios, afirma nutricionista
No início do ano, uma tática de emagrecimento no mínimo estranha virou polêmica entre médicos e nutricionistas. Celebridades como a cantora Lady Gaga se declararam adeptas do consumo de álcool diário com objetivo de inibir o apetite.

A substituição de alimentos por bebida alcoólica não possui base científica, trata-se apenas de um hábito ancorado na ideia de que o álcool, ao aumentar o índice de glicose no sangue, engana o cérebro.

Com a falsa noção de saciedade e a consequente perda do apetite, o emagrecimento é certo, mas as consequências graves à saúde, também.

Uma tendência recente lá fora é a adoção do champanhe em substituição a uma ou duas refeições por dia. Os adeptos desta ‘dieta’ acreditam que a bebida feita de uva seja uma opção mais saudável do que bebidas com maior graduação alcoólica, como a vodca.

Uma matéria publicada na revista feminina Glamour, dos Estados Unidos, traz a declaração de uma adepta da dieta do champanhe, Cara Alwil Leyba, de 31 anos.

- Sempre tentei todo o tipo de dieta, e nunca deu certo. E a maioria delas proíbe álcool. É impossível viver sem álcool, para mim. Então, como eu amo vinho, nada melhor do que incluir a bebida no meu cardápio. Um copo de champanhe tem só 100 calorias, faz bem para o coração e para o cérebro.

No Brasil, espumantes de uva de boa qualidade ainda são caros. Logo, a opção automaticamente mais em conta é a sidra, bebida também espumante obtida a partir da fermentação alcoólica do suco de maçã.

Nutricionistas e profissionais de saúde temem que a moda pegue por aqui. Bruna Bolanho Murta, especialista em Nutrição Clínica (UFF), sublinha os perigos que um emagrecimento a partir do hábito pode trazer.

- Os malefícios do álcool são superiores aos seus possíveis benefícios. Além disso, o álcool prejudica a absorção de nutrientes e aumenta a excreção dos mesmos. A bebida agride a parede do intestino, prejudicando o funcionamento deste que é o principal órgão do nosso sistema de defesa.

Segundo a profissional, o consumo moderado de álcool pode ser feito. Porém, prejuízos à saúde podem ocorrer caso a pessoa beba mais que um copo por dia, no caso das mulheres, e dois copos, no caso dos homens.


A partir daí, o álcool fará com que o organismo jogue fora vitaminas e minerais, nutrientes fundamentais para o nosso corpo que estão envolvidos no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos, na oxidação de gordura e na contração muscular.

E você, teria coragem de substituir alimentos por espumantes de frutas em nome do emagrecimento rápido? Será que vale a pena o risco? 

Fonte: R7

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dietas são importantes na hora de cuidar dos cabelos


Paulo Morgado

Permanentes, relaxamentos, tinturas, alisamentos, é comum às mulheres procurarem tratamentos químicos para os cabelos em busca de estética. Fica lindo. Mas se não houver manutenção adequada, depois de algum tempo os fios tornam-se quebradiços e ressecados, o que enfraquece as raízes e aumenta a queda. A beleza e a saúde capilar estão estritamente relacionadas à hidratação do fio. 

A perda da água provoca descamações, rupturas, perda de brilho e pontas quebradas. A proteína forma um filme protetor, mantém a água no fio e os aminoácidos levam a água para dentro do cabelo, sendo um importante reparador.

Processos químicos resultam em desmineralização dos fios de cabelo, o que significa a perda de oligoelementos essenciais como o silício, envolvido no processo de regeneração e vitalidade capilar.

Oligo, o que? Calma, a gente explica. Os oligoelementos protegem a superfície do fio e são importantes para a aparência dos cabelos. Unidos aos aminoácidos (proteína), regeneram e hidratam, resultando em cabelos maleáveis, com brilho e volume controlados. Alguns oligoelementos minerais são vitais nesse processo:


*Cálcio: a deficiência em cálcio faz com que o cabelo fique frágil e quebradiço. Sua ação é essencial para as proteínas do cabelo.

*Manganês: atua na cutícula do cabelo, na sua lubrificação e proteção ideal. Existem vários trabalhos que relacionam sua deficiência à existência da alopecia, isto é, queda de cabelo.

*Silício: um dos componentes mais importantes para o cabelo participa da sua reconstituição e luta contra o envelhecimento. É primordial para a obtenção de brilho.

*Zinco: fundamental para a oxigenação, nutrição e reconstituição das células, e no tratamento de cabelos enfraquecidos. É reconhecido como essencial para o fortalecimento capilar.

Alimentação saudável - Para ter e manter os cabelos saudáveis hidrate-se e alimente-se bem, de forma variada, com o intuito de alcançar as recomendações diárias dos diversos nutrientes citados.

Saiba mais:
Cálcio: pró e contra - o mineral é essencial à saúde, mas em excesso pode trazer problema;
Hidratação em casa - hoje é fácil manter cabelos bonitos e hidratados sem ir ao salão.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dietas pelo computador não diminuem efeitos da gordura saturada no sangue, diz estudo

Dieta online? Pesquisadores dizem que não funciona. Foto: Camila Maia/ 24.08.2010
Fonte: Artigo
RIO - Com vidas atribuladas e cinturas cada vez maiores, muitas pessoas estão optando pelos programas de nutrição on-line, uma estratégia para diminuir a ingestão de gordura saturada. Mas um estudo publicado na edição de setembro/outubro de 2011 da edição do "Journal of Nutrition Education and Behavior" não mostra evidências da eficácia desses programas.

Pesquisadores da Universidade de Vrije, em Amsterdam, da Universidade de Maastricht, e da Universidade Erasmus, na Holanda, avaliaram 442 adultos holandeses saudáveis para determinar a eficácia de uma intervenção de computador que visa a redução de ingestão de gordura.

Em vez de olhar apenas os relatos das dietas para avaliar a ingestão de gordura - o que pode ser distorcido por tamanhos de porção, subnotificação e respostas socialmente desejáveis - os pesquisadores avaliaram os resultados dos lipídios do sangue (total, HDL, LDL e colesterol e triglicérides). E o programa de computador destinado a reduzir a ingestão de gordura saturada não teve efeito sobre esses valores.

Os professores Willemieke Kroeze e Johannes Brug, da Universidade de Vrije, escrevem que "as intervenções com foco na diminuição de ingestão de gordura saturada tiveram efeitos significativos baseados nos relatos dos pacientes, mas não o suficiente para produzir mudanças no sangue".

O estudo documenta a importância de identificar fatores fundamentais que influenciem as habilidades individuais na mudança de hábitos alimentares.

Fonte: O Globo

domingo, 11 de setembro de 2011

Coma de tudo, um pouco...

Fonte: Google Imagens
O americano Horace Fletcher foi o inventor da primeira dieta dos tempos modernos. No início do século XX, ele aconselhava: "Mastigue cada pedaço vinte vezes" ou "Não coma quando estiver bravo ou triste". Para os que desejam uma silhueta esbelta, o desafio não é apenas se livrar dos quilos extras. É manter-se magro com saúde. 

As dietas da moda podem causar prejuízos ao organismo e as que são mais severas, não encorajam a prosseguir - e ainda existe o risco de recuperar os quilos a mais. Muitas pessoas vivem um círculo vicioso que não tem fim: quando percebem que estão engordando outra vez, a maioria opta por um regime tão severo quanto o anterior, que também será abandonado. Ao confundir o metabolismo, esse engorda-emagrece faz mal à saúde. 

No início da dieta a perda de quilos extras é fácil, mas chega um determinado momento em que o ponteiro da balança custa muito a baixar. Isto acontece porque cada pessoa é programada geneticamente para ter um peso. É o chamado "peso factível". Acima dele, o corpo acelera o metabolismo, na tentativa de consumir mais calorias. Abaixo, diminui, com o objetivo de economizá-las. Ou seja, a melhor maneira de perder peso, mantê-lo e conservar a saúde é por meio da reeducação alimentar. Com a adoção de uma dieta equilibrada, em que se come de tudo um pouco e não é preciso viver só de frango grelhado com saladinha.


Fonte: DGABC

sábado, 10 de setembro de 2011

Conheça um pouco mais sobre as Dietas Líquidas!

Definição

Fonte: Google Imagens
Dietas Líquidas é um termo que engloba uma ampla gama de dietas que atendem a uma variedade de funções. Pode significar substituto de refeição parcial ou total tanto por líquidos claros como por não-claros. Os médicos prescrevem frequentemente uma dieta líquida para antes ou depois de determinadas cirurgias, ou para pacientes que são clinicamente obesos. As pessoas também utilizam esta dieta para fazer jejum ou perder peso.

Origens

As primeiras utilizações das dietas líquidas datam de há séculos atrás porque as antigas cerimônias religiosas muitas vezes envolviam jejum, e muitas culturas serviam apenas caldo de carne a pacientes doentes. Há décadas que os médicos têm prescrito uma dieta líquida aos pacientes antes deles serem submetidos a uma cirurgia. Somente nas últimas décadas têm havido vários programas de perda de peso clinicamente monitorados, tais como o Optifast, e programas disponíveis comercialmente, tais como Slim Fast.

Descrição

As dietas líquidas são uma ampla categoria de dietas que podem ser utilizadas ​​para inúmeras razões diferentes. Isso significa essencialmente que substitui refeições regulares de alimentos sólidos por bebidas líquidas. Para muitos procedimentos médicos é útil, ou até mesmo necessário, que os pacientes consumam líquidos somente antes ou depois da operação. As pessoas também consomem apenas líquidos durante períodos de jejum. Quando uma pessoa é diagnosticada como sendo seriamente obesa, um médico pode decidir que a pessoa deve passar por um programa de perda de peso observado clinicamente, como o Optifast. Existem também vários programas como o Slim Fast, que imitam os programas medicamente observados, mas de uma forma menos severa que pode ser seguida sem supervisão.

Dietas líquidas para procedimentos médicos

Antes dos pacientes serem submetidos a determinados procedimentos médicos, um médico pode recomendar uma dieta líquida. Isto é feito para limpar o sistema digestivo e diminuir a pressão sobre os órgãos digestivos. Esta dieta permite que o paciente adquira as calorias necessárias, nutrientes e fluídos, enquanto minimiza o impacto digestivo. Testes que podem requerer esta dieta incluiem a sigmoidoscopia, a colonoscopia, uma ressonância magnética, e alguns raios-x. Procedimentos cirúrgicos que podem exigir uma dieta líquida incluem a maioria dos tipos de cirurgia oral séria, assim como quase qualquer cirurgia ao estômago ou ao intestino. Muitos procedimentos cirúrgicos, como uma cirurgia bariátrica, também podem exigir que o paciente siga uma dieta líquida após a operação, enquanto recupera a capacidade de digerir alimentos sólidos.

Embora as orientações sejam diferentes consoante o procedimento, seguir uma dieta líquida como preparação para um procedimento médico geralmente significa beber apenas líquidos que podem ser vistos à temperatura ambiente. Isso significa que água, sumo, caldo, gelo e gelatina são geralmente aceitáveis. Sopas que contenham legumes, macarrão, carne ou arroz não são geralmente permitidas. Enquanto o leite é normalmente aceitável, o iogurte já não o é. Quando um médico prescreve uma dieta líquida, este vai dizer ao paciente as orientações específicas, incluindo um período de tempo durante o qual a dieta deve ser seguida, e muitas vezes fornece informações sobre os tipos de fluídos que são permitidos.

Jejum

Muitas pessoas realizam períodos de jejum por uma variedade de razões. Enquanto alguns jejuns exigem que apenas se beba água, ou que não se consumam líquidos de todo, o jejum normalmente significa abstinência de comer alimentos, mas não de beber líquidos. A maioria das religiões mundiais mais populares exigem períodos de jejum em certas alturas, pela tradição, por razões de expiação, para limpar a mente, como forma de luto, para purificação, bem como por outras razões espirituais. A tradição judaica diz que o jejum deve ser feito durante o Yom Kippur ou Kippur, um dos dias mais importantes do judaísmo. Muitos cristãos jejuam durante a Quaresma. Os muçulmanos tradicionalmente fazem jejum durante os dias do Ramadã. Muitos ascéticos budistas e hindus também praticam o jejum periodicamente. Muitas pessoas também fazem jejum por questões de saúde, porque acreditam que o jejum possa limpar o corpo das toxinas e algumas ainda acreditam que podem curar doenças. Historicamente, o jejum também tem sido usado por razões políticas, como uma forma de protesto, como os realizados por Mohandas Gandhi nos anos de 1920 e 1930.

Por qualquer razão que seja feito, o jejum nunca deve ser usado para perder peso. Profissionais médicos discordam se o jejum deve ser usado por outras razões, mas é maioritariamente aceite que o jejum não é uma forma eficaz de perder peso e que pode ser muito perigoso. O jejum não só retarda os processos metabólicos, o que significa que pode realmente resultar num aumento de peso total, como também enfraquece o sistema imunológico e pode tornar as pessoas vulneráveis ​​a muitas doenças e estados graves, incluindo insuficiência do fígado e insuficiência renal. As pessoas que consideram fazer jejum devem consultar sempre o seu médico para se certificarem de que não estão a arriscar a sua saúde.

Dietas líquidas para perda de peso médicamente assistida

Quando uma pessoa é extremamente obesa, um médico pode prescrever um programa de perda de peso clinicamente monitorado que envolve habitualmente a substituição de alimentos sólidos por um substituto líquido. O substituto líquido geralmente fornece entre 500 e 800 calorias por dia, o que significa que qualifica esta dieta como uma dieta pobre em calorias. O substituto líquido também vai fornecer todas as vitaminas e minerais necessários, os quais seriam normalmente fornecidos por alimentos sólidos. Normalmente o substituto líquido vem na forma de um batido. Os pacientes são orientados para beber um certo número de batidos por dia, em vez de comer, e para usar esse período de tempo para romper com velhos hábitos alimentares. Depois de várias semanas de perda de peso rápido e frequentes reuniões com um médico, que monitora a saúde e o progresso do paciente, os alimentos sólidos podem ser reintroduzidos lentamente. Todo o processo é difícil e arriscado e só deve ser realizado quando prescrito por um médico e devidamente monitorado por um profissional médico! Normalmente, esse tipo de dieta líquida só é prescrita quando os graves riscos de saúde causados ​​pela obesidade superam os eventuais riscos do programa.

Uma popular dieta líquida medicamente observada é chamada de Optifast. É produzido pela empresa Suíça, a Novartis Medical Nutrition Corporation, que também é conhecida por fazer a comida para bebé Gerber. Eles relatam que, num estudo de 20.000 pessoas que utilizaram o programa Optifast durante 22 semanas, as pessoas perderam em média 52 quilos e a pressão arterial diminuiu em 10 por cento. O sistema Optifast é extremamente caro e não é destinado a qualquer pessoa que queira fazer dieta.

Dietas Líquidas comercialmente disponíveis 

Possivelmente por causa da reputação de rápida perda de peso em pacientes gravemente obesos e por serem mais baratos, os líquidos substitutos de refeições tornaram-se comercialmente disponíveis para perder peso sem supervisão médica. Estes produtos não são geralmente destinados a substituir todas as refeições ou todos os alimentos sólidos. Estes produtos destinam-se a ajudar quem quer fazer dieta, a perder peso rapidamente, embora muitas vezes eles façam muito pouco para afectar mudanças de estilo de vida a longo prazo.


Um dos mais populares substitutos de refeições líquidas disponível comercialmente é chamado de Slim Fast. O plano Slim Fast diz que quem quer fazer dieta deve comer uma refeição regular durante o dia e substituir as restantes com batidos baixos em calorias. Cada batido fornece um terço das recomendações diárias para uma dieta saudável. O Slim Fast é um dos poucos planos de reposição de líquidos que defende o seu plano com estudos clínicos controlados. Num estudo feito na Universidade da Califórnia, Los Angeles School of Medicine, 300 pacientes seguiram a dieta Slim-Fast durante 12 semanas. Estes pacientes perderam em média 15 quilos e 76% foram capazes de manter pelo menos 80% do peso um ano depois. Contudo, a maioria dos nutricionistas ainda sustentam que uma dieta de reposição de líquidos não é um substituto apropriado para uma vida saudável.

Função

Benefícios

Os benefícios possíveis de uma dieta líquida dependem de que tipo de dieta líquida uma pessoa está a considerar fazer. Quando um médico diz ao paciente para se abster de comer alimentos sólidos, pode evitar tudo, desde vómitos durante uma cirurgia até um teste ineficaz. Algumas pessoas acreditam que o jejum pode ter benefícios espirituais e outros, incluindo alguns profissionais de saúde, acreditam que o jejum pode ajudar a remover toxinas do corpo.

No entanto, os maiores benefícios de saúde de uma dieta líquida são, provavelmente, experimentados por pacientes extremamente obesos que perdem peso com uma dieta líquida, substituta de refeição, medicamente supervisionada. A obesidade tem sido associada a muitas doenças graves e, como a diabetes, doenças cardíacas, insuficiência renal, insuficiência hepática e câncer, indivíduos obesos que perdem peso podem reduzir drasticamente o risco de contrair essas doenças e até mesmo reduzir a gravidade de seus sintomas caso já sofram deles. Os benefícios para a saúde também podem ser adquiridos por pessoas que perdem peso através da utilização de uma refeição de dieta líquida de substituição, comercialmente disponível.

Precauções

A qualquer pessoa a quem tenha sido prescrito um período de dieta líquida devido a um procedimento médico, deve obter o máximo de informações possíveis sobre as orientações específicas e observar essas directrizes cuidadosamente. Ao fazer isto, dará ao processo uma maior oportunidade de sucesso. Qualquer pessoa que esteja a considerar fazer jejum deve consultar seu médico e descrever a natureza do jejum para que possa ser determinado se o jejum irá provocar sérios riscos. Pessoas com problemas de saúde não devem envolver-se num jejum prolongado.

As dietas líquidas muito baixas em calorias não devem ser realizadas sem supervisão médica. Estas são apenas destinadas a pessoas que têm grandes quantidades de peso a perder, geralmente mais de 50 quilos, e que já tenham experimentado os riscos de saúde por causa da sua obesidade. As pessoas que pretendem fazer qualquer tipo de refeição de dieta líquida de substituição devem consultar o seu médico para ter a certeza de que a dieta é segura para elas.

Riscos

As dietas líquidas a curto prazo para uso antes ou após um procedimento médico, carregam poucos riscos e são geralmente consideradas seguras se o paciente seguir as orientações prescritas e se assegurar que obtém ingestão calórica suficiente através de caldo, sumo, ou outros líquidos. Jejuns muito prolongados trazem muitos riscos, incluindo possíveis danos no trato intestinal, função hepática ou renal debilitada, e hipoglicémia. O jejum também prejudica o sistema imunológico do corpo, o que torna o organismo mais vulnerável a doenças transmissíveis, como a gripe ou estreptococo. Ganhar gordura também é um risco comum do jejum porque, embora o corpo possa usar reservas de gordura durante o jejum, uma vez que o jejum se encontra sobre o corpo, normalmente reconstrói estas reservas rapidamente e, muitas vezes reconstrói mais do que era originalmente disponível.

Dietas de substituição de refeições sob a supervisão médica podem acarretar os seus próprios riscos, embora estes geralmente sejam superados pelos benefícios da perda de peso para os extremamente obesos. Os efeitos colaterais podem incluir formação de pedras na vesícula bilias, náuseas, fadiga, constipação e diarréia. As dietas líquidas comercialmente disponíveis também têm muitos riscos, dependendo da marca. Algumas são consideradas dietas muito baixas em calorias que são susceptíveis de resultar em desnutrição. Muitos não substituem adequadamente as vitaminas e minerais que normalmente seriam fornecidos por alimentos sólidos, o que pode resultar em deficiências que podem causar problemas. Por exemplo, se o organismo não recebe quantidade suficiente de cálcio, o risco de osteoporose e raquitismo aumenta.

Pesquisa e aceitação geral

É geralmente aceite que, para determinados procedimentos médicos, é necessário que os pacientes se abstenham de comer alimentos sólidos durante pelo menos 24 horas antes do procedimento. A maioria dos hospitais têm preparada a literatura do paciente sobre as orientações precisas que devem ser seguidas para a maioria dos procedimentos.

A maioria das dietas líquidas de substituição sob supervisão médica são geralmente aceites. Alguns médicos questionam se os métodos mais tradicionais de perda de peso são melhores em alguns casos de obesidade menos extrema, mas acredita-se que os riscos e efeitos colaterais destes programas são superados pelos benefícios para as pessoas para quem eles são geralmente prescritos.

Há muitas dietas líquidas para perda de peso disponíveis comercialmente e a sua aceitação depende da sua marca e do seu programa. Marcas que incluem alimentos regulares, pelo menos 1200 calorias por dia, e algum tipo de recomendações de exercícios, como o Slim Fast, são mais aceites do que os programas que são muito baixos em calorias e não incluem o exercício, tais como a dieta Hollywood Celebrity Miracle Diet.

Fonte: i-legumes

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dietas customizadas: o cardápio certo para quem quer emagrecer sem cortar o carboidrato, o vinho ou o chocolate



Quem não vive sem pão ou macarrão
 Getty Images
Fonte: Artigo
Em geral, são as que mais apelam para as dietas que cortam completamente os carboidratos da rotina, como a Atkins — em que, por duas semanas, não é permitido ingerir nem pão nem massa nem mesmo algumas frutas e legumes. Mas justamente por serem tão radicais, essas restrições não costumam durar muito tempo. Além disso, há estudos que relacionam a necessidade de comer carboidratos a uma baixa produção de serotonina (o hormônio do prazer) no cérebro. “Uma forma de melhorar a liberação dessa substância sem apelar para os carboidratos é consumir alimentos ricos em triptofano, como castanhas em geral, abacate, banana, ovos, leite e derivados”, diz a nutricionista Mariana Jota, da Emex Nutrição Orientada.


Mas quem não consegue viver sem massas, pães & cia., a dica é aprender a consumi-los corretamente. “A massa deve ser sempre acompanhada de uma fonte de proteína e de uma salada, para controlar o índice glicêmico”, afirma Mariana. Índice glicêmico é o nível de glicose no sangue. Quanto mais rápido ele sobe, mais rápido passa a sensação de saciedade. Ou seja, se for comer um pão branco, por exemplo, inclua no recheio peito de peru, atum ou sardinha. O macarrão, por sua vez, deve sempre vir acompanhado de uma salada e de uma carne magra.

Os alimentos que mais interferem nessa relação glicêmica são justamente os pães, as massas e os doces, chamados de carboidratos simples. Os carboidratos integrais fazem o efeito inverso: a digestão ocorre lentamente, em função das fibras, e a glicose, consequentemente, é liberada aos poucos, mantendo o nível de energia equilibrado por mais tempo. Resultado: sem fome por mais tempo. Por isso, sempre que possível, prefira os integrais.


Quem ataca a geladeira à noite
 Getty Images
Fonte: Artigo
De nada adianta passar o dia todo se controlando e, à noite, atacar a geladeira. Em alguns casos, esse comportamento pode ser sintoma de uma compulsão alimentar chamada síndrome da alimentação noturna (quando a pessoa come 50% da ingestão diária depois das 19h), mas, na maioria das vezes, é apenas um hábito errado — essa síndrome acomete apenas 1,5% da população em geral e 8% dos obesos. “O maior problema desse comportamento é o consumo de calorias num período em que o metabolismo está com o funcionamento mais lento, pois a necessidade e a queima de energia tendem a ser menores”, diz a nutricionista Martha Amodio, da clínica Stesis. Uma forma de eliminar esse hábito é alimentar-se melhor durante o dia, não pular refeições e, principalmente, fazer lanche da tarde e um jantar leve, para que o corpo mantenha-se nutrido. 

Mas enquanto isso não acontece e a vontade continua atacando de madrugada, a dica prática é deixar à disposição alimentos de fácil digestão, saudáveis e pouco calóricos, como palitos de cenoura, pepino e erva-doce, iogurtes, gelatinas, salada de frutas e queijos e frios magros. “Ninguém vai fatiar cenouras ou preparar rolinhos de peito de peru no meio da noite. Em geral, nessa hora a gente pega a primeira coisa que vê na frente, quase sempre pães, biscoitos, justamente o que se deve evitar”, diz ela. Um copo de leite desnatado também pode ajudar a saciar a fome (ou a gula).



Quem não abre mão de uma tacinha de vinho
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Fonte: Artigo
A primeira regra de qualquer dieta é: diminuir ou evitar ao máximo o consumo de bebidas alcoólicas, pois elas são bastante calóricas. Mas essa não é uma tarefa fácil para todo mundo – há quem sofra só de pensar em abrir mão do vinho, da caipirinha ou da cerveja mesmo que só nos fins de semana. “Uma boa dica para quem tem essa dificuldade é tomar água entre os goles da bebida alcoólica”, diz Martha. Assim, mantém-se o prazer e diminui-se consideravelmente o consumo. “Parece exagero, mas se lembrarmos que cada grama de álcool tem sete calorias, enquanto cada grama de carboidrato ou proteína tem quatro e de gordura tem nove dá para se ter uma idéia do quanto uma tacinha pode atrapalhar uma dieta”, afirma. Uma simples taça de vinho, por exemplo, tem 107 calorias, ou seja, quatro delas já equivalem a uma refeição inteira.


Outra maneira de “enganar” o paladar é preparar drinques não alcoólicos e consumi-los entre as bebidas alcoólicas. Por exemplo: se você gosta muito de vinho tinto, sirva-se de meia taça, beba intercalando com água e depois, neste mesmo tipo de taça, coloque suco de uva integral. Quando terminar, sirva-se de mais meia taça de vinho, intercalando as tomadas com água. Se gosta de espumante, faça o mesmo com água com gás pura ou misturada com algum suco que se aproxime da cor da sua bebida favorita e sirva na taça. “Vale também incluir frutas na bebida, como pedaços de maçã e pêssego, e fazer uma ‘sangria’, com umas gotinhas de adoçante”, sugere a nutricionista.


Quem come chocolate todos os dias 
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Fonte: Artigo
Quem não consegue viver sem chocolate cansou de ouvir de nutricionistas e endocrinologistas que deve trocar a versão ao leite pela amarga. Isso pode soar como uma heresia, mas vale a pena tentar. Foi comprovado que o chocolate amargo ou com maior concentração de cacau (em torno de 70%), além de ter menos açúcar e gorduras, é o que traz mais benefícios à saúde – rico em flavonóides, ajuda a proteger o coração, a prevenir o diabetes tipo 2, reforça as defesas do corpo e até controla o apetite. “Um jeito é acostumar o paladar aos poucos, começando com os de 40%, depois 50% e assim por diante”, diz Martha Amodio. Ou tentar equivalentes no sabor para saciar a vontade, sugere Mariana Jota. “A semente de alfarroba (uma vagem originária do mediterrâneo) tem gosto de chocolate, é isento de lactose e tem quatro calorias por grama enquanto o cacau tem nove”, diz. Além disso, a vagem é comercializada em pó (como o chocolate) é pobre em gorduras, rica em fibras (como a pecticina, que aumenta a saciedade, melhora a digestão e, de quebra, reduz o colesterol ruim do sangue), e boa fonte de vitaminas B1, B2, A, além de rica em cálcio, magnésio, potássio, sódio e ferro, minerais que reforçam as defesas do organismo. Se nada disso adiantar, porém, é bom saber que o consumo de chocolate deve ser de no máximo 30 g por dia e o melhor horário para consumi-lo é entre meio-dia e 15h.


Quem fica o dia inteiro beliscando 
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Fonte: Artigo
Entram nessa categoria aquelas que não conseguem ficar no computador, ler ou assistir TV sem estar mastigando alguma coisa. “Em geral, esse comportamento tem um fundo emocional, como ansiedade”, diz a nutricionista Martha Amodio. “A boa notícia é que estudos comprovam que dá para ‘enganar’ o cérebro e saciar o desejo de consumir a todo o momento sem ingerir necessariamente algo calórico.” A dica, então, é parecida com a dos comedores noturnos: busque alimentos nas versões integrais e tenha sempre à mão palitos de legumes, frutas secas, mix de castanhas, semente de abóboras, chiclete sem açúcar, enfim, opções que mantenham a boca ocupada e a vontade saciada, mas que sejam saudáveis e pouco calóricas. Ou seja, transformar a compulsão em aliada, já que a recomendação é de fazer seis refeições por dia, contanto os lanches. “Outra dica é tomar chás que ajudam a controlar a ansiedade, como camomila, melissa e erva-cidreira”, diz Mariana Jota. 

Dicas que valem para todas 
Iogurte emagrece
Uma pesquisa recentemente divulgada pela Universidade de Harvard mostrou que quem come mais iogurte perde uma média de 370 gramas a cada quatro anos sem sacrifício. “As bactérias aumentam a produção de hormônios intestinais que produzem saciedade e diminuem a fome”, diz Frank B. Hu, especialista em nutrição na Faculdade de Harvard de Saúde Pública e coautor do estudo. As bactérias podem também aumentar a taxa metabólica do corpo, facilitando o controle do peso. 

Proteína mata a fome
Cientistas da Universidade do Missouri chegaram à conclusão que aumentar em 10% a ingestão de proteínas no café da manhã diminui a sensação de saciedade durante o dia todo. O estudo, publicada recentemente no periódico Obesity, mostrou que a proteína consumida logo cedo ameniza os sinais emitidos pelo cérebro que estimulam a motivação para comer e o comportamento alimentar de recompensa. “Comer no café da manhã é importante e já se sabia disso. Essa pesquisa ressalta, no entanto, que essa refeição é uma estratégia valiosa para controlar o apetite e regular a quantidade de alimento que consumimos”, diz Heather Leidy, uma das pesquisadoras. 

Fonte: Busk

sábado, 16 de julho de 2011

5 dietas que são na verdade inimigas

Hoje em dia, as pessoas vão longe demais para parecerem bonitas (ou simplesmente magras). Celebridades são muitas vezes o estereótipo disso.

Em uma tentativa de perder peso da forma mais rápida e atingir uma aparência invejável, elas seguem alguma dieta da moda. O fato é que essas dietas são, quase sempre, um tiro no escuro, quando não muito prejudiciais.

“Essas dietas fazem mais danos do que ajudam na perda de peso. Além disso, não é possível para qualquer um segui-las por um longo período de tempo sem consequências permanentes”, diz a nutricionista Jyoti Arora.

“A dieta deve equilibrar a ingestão de nutrientes, mas essas dietas na verdade só limitam. Então, você pode até perder peso, mas nunca é permanente”, acrescenta a nutricionista Ritika Samadar. Conheça cinco dietas que podem ter funcionado para as celebridades, mas certamente não vão fazer nenhum bem para você:


1 – Dieta dos alimentos crus
Fonte: Artigo
A atriz Demi Moore jura que essa dieta, na qual você tem que substituir 75% de sua ingestão de alimentos diária por frutas e verduras cruas, funciona.

O veredicto: apesar de rica em nutrientes, com essa dieta você pode enfrentar problemas nos rins, no fígado e indigestão, já que os cientistas acreditam que, há cerca de meio milhão de anos, nosso sistema digestivo se acostumou à ingestão de alimentos cozinhados.


Fonte: Artigo

2 – Dieta do suco
Essa dieta “estilo desintoxicação”, que tem fãs como a atriz Gwyneth Paltrow, foi criada pelo Dr. Alejandro Junger. Ela consiste de duas refeições líquidas por dia, e uma sólida entre elas.

O veredicto: sem proteínas, carboidratos e gorduras você vai se sentir cansado muito rápido e perder peso muscular (do qual você certamente precisa).


Fonte: Artigo

3 – Dieta da sopa de repolho
Seguida pela atriz e modelo Liz Hurley, tudo que você pode comer nesta dieta é sopa de repolho, e muita…

O veredicto: essa dieta de baixo valor nutricional pode causar danos a longo prazo. Além disso, você vai engordar muito mais se por acaso quebrar a dieta.


 
4 – Dieta alimentar do bebê

Fonte: Artigo

A cantora Cheryl Cole fez essa dieta. Você tem substituir duas refeições por dia por comida de bebê misturada a dois litros de água.

O veredicto: você acaba consumindo apenas 600 calorias por dia, o que é muito pouco para adultos.

 
 
Fonte: Artigo
5 – Dieta do cookie
A estrela americana de realitys shows Kim Kardashian tentou essa dieta, no qual os cookies – as bolachas – são consumidos para controlar a fome. Você pode comer seis por dia: 500 calorias.

O veredicto: é uma dieta extrema, que não pode ser seguido por um longo período de tempo sem consequências graves.[HindustanTimes]


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ômega-3: a gordura que faz bem ao nosso organismo

Fotos: Alex ChermucsnisRofiAvlxyz
Encontrado em alimentos como linhaça, peixes de águas frias e azeite, o ômega-3 é um ácido graxo essencial para o bom funcionamento do corpo. Esta partícula de gordura (do bem) tem status de proteger artérias e combater inflamações e ainda pode auxiliar na eliminação dos quilinhos extras.

O nutricionista Dennys Cintra, da Universidade Estadual de Campinas, afirma que várias experiências apontam que a obesidade estaria relacionada a inflamações. É exatamente aí onde o ômega-3 mostraria todo ou seu poder anti-inflamatório, atuando no combate de inflamações e auxiliando no emagrecimento.

A inflamação celular atrapalha a troca de informações entre os hormônios leptina e insulina, liberados quando nos alimentamos e que avisam ao cérebro que é hora de parar o ímpeto de continuar comendo. Uma dose baixa de ômega-3 diminui a inflamação nas células que regulam a saciedade, ideal para manter o peso e evitar abusos calóricos e ainda aumenta o gasto de energia do nosso corpo.

Tantos benefícios têm uma justificativa: o ômega-3 ativa uma proteína celular chamada PPAR-gama. Quando acelerada, ela melhora a atuação da insulina nas células, facilitando a conversão de açúcar em energia, antes que ele seja armazenado e se transforme naquele pneuzinho. Além disso, o poderoso ácido graxo combate todos os males das artérias e previne doenças cardiovasculares.


As melhores fontes de ômega-3

No topo da lista da boa gordura estão os peixes de águas frias, que oferecem variantes da substância prontas para serem consumidas pelo organismo humano. Eles também são conhecidos como peixes azuis devido à gordura entremeada em seus músculos, que interfere na coloração.

Portanto, quando se deparar com a expressão “peixe gordo”, certifique-se de que ele seja gordo em ômega-3. As seguintes espécies de peixe são as mais ricas:

Cavala: de 1,8 a 5,1
Arengue: de 1,2 a 3,1
Sardinha: de 1,5 a 2,5
Salmão: de 1 a 1,4
Atum: de 0,5 a 1,6

Os valores de ômega-3 são para cada 100g do pescado. É importante também atenção ao modo de preparo dos peixes. Primeiro é importante dizer que incluí-los nas refeições de duas a três vezes por semana é o suficiente. Em segundo lugar, devemos saber que o ômega-3 oxida facilmente, perdendo suas propriedades.

Por isso, no caso dos peixes, quanto mais “in natura” ele for consumido, melhor. Se você não é fã do sashimi (o peixe cru da culinária japonesa que preserva todo seu ômega-3), dê preferência àquelas receitas ensopadas em que o caldo desprendido durante o cozimento é aproveitado. O grelhado também é uma boa opção. Mas corte de vez as frituras, já que a alta temperatura degrada toda a gordura do bem, ficando apenas a gordura do óleo.

A Linhaça é outra boa fonte da gordura do bem. A melhor opção é a farinha, que pode acompanhar um iogurte ou uma fruta no café da manhã. Para preservar ainda mais as propriedades do ômega-3, a dica é moer a linhaça apenas na hora em que for ser consumida. Quatro colheres de sopa por dia já são suficientes.

Por fim, substitua, sempre que possível, os tradicionais óleos de milho ou de soja pelo azeite de oliva. O nutricionista Dennys Cintra orienta ainda que as cápsulas de suplementos nem sempre são uma alternativa inteligente, já que as doses saudáveis podem ser alcançadas apenas através da alimentação. As cápsulas só são recomendadas em casos de doenças inflamatórias e, claro, sempre com prescrição médica.

Cuidado com o excesso

Ao final de todas as dicas que damos, sempre alertamos para os exageros. Os benefícios são muitos, mas as altas quantidades sempre podem ser prejudiciais. Se consumido em excesso, o ômega-3 leva a um aumento do processo natural de oxidação do organismo e pode reduzir a eficácia do sistema imunológico, deixando o organismo vulnerável.

Além disso, o exagero da gordura do bem pode transformá-la em vilão: um índice de ômega-3 além da conta pode prejudicar a coagulação sanguínea, o que é perigoso especialmente para quem irá enfrentar um processo cirúrgico. Portanto, aprecie sempre com moderação e siga orientações de seu médico e nutricionista.

Fonte: Viva Viver

sábado, 18 de junho de 2011

Como incluir guloseimas sem prejudicar a alimentação


Se você já foi ao supermercado com uma criança, provavelmente percebeu como ela influencia o consumo dentro de casa. Em meio a tantas guloseimas, é quase impossível não ouvir a famosa frase: “compra, vai”. Assim, os pais acabam cedendo à pressão dos filhos e levam para casa diversos alimentos pouco nutritivos.

De acordo com uma pesquisa do Datafolha, realizada no ano passado na cidade de São Paulo para o Instituto Alana, refrigerantes, salgadinhos e bolachas recheadas são os mais consumidos durante a semana por crianças de 3 a 11 anos de idade. 

Esses produtos possuem alto teor de açúcar, sódio, gordura, corantes e conservantes, que não trazem nenhum tipo de benefício à saúde e aumentam os riscos de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade.

Segundo José Augusto Taddei, professor de Nutrologia do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina, as guloseimas podem ser liberadas com moderação, mas jamais devem ser oferecidas como substituição de afeto, atenção ou prêmio. “Guloseima é um conceito criado nas práticas alimentares. Podemos desenvolver com nossos filhos conceitos mais saudáveis vinculados ao convívio e à atividade física ao ar livre. Entretanto, elas podem ser consumidas em pouca quantidade e sempre depois das refeições”, afirma.

Para Fabiana Prata Carneiro, de São Paulo, especializada em nutrição clínica infantil, uma vez por semana a mãe pode fazer um lanche diferenciado para o filho levar à escola. A dica é combinar alimentos saudáveis com outros nem tão saudáveis assim. “A criança pode comer um pacote pequeno de salgadinho e tomar suco de fruta ou água de coco. Se preferir uma barrinha de chocolate, o ideal é que ela coma antes um sanduíche com pão, requeijão e peito de peru, por exemplo”, ressalta.

A nutricionista explica que reforçar o café da manhã é a melhor forma de diminuir a vontade de comer guloseimas. “Muitas crianças vão à escola em jejum e, como a maioria delas janta entre 20h e 21h, acaba preferindo comer algo como uma bolacha recheada, que é uma fonte de glicose de rápida absorção”, afirma Fabiana.

Por isso, vale a pena acordar o filho um pouco mais cedo e investir na primeira refeição do dia, que deve ter fontes de cálcio, carboidrato, vitaminas e minerais. Oferecer pão com manteiga ou requeijão, acompanhado de uma fatia de peito de peru e um copo de leite, é o ideal. E nada de encher o copo com achocolatado em pó: uma colher de sobremesa é mais do que o suficiente para agradar o paladar da criança.

Outra boas pedidas são: frutas picadas, como maçã, tangerina, uva, morango, mamão, melão e abacaxi; iogurte natural ou queijo petit suisse acrescido de frutas picadas ou cereais; pães e bolos com farinha integral, rica em fibras; e sanduiches de diversos tamanhos, com opções de recheio: queijo branco, alface, tomate, pasta de ricota, requeijão, presunto magro, patê de peito de peru e queijo cottage.
Confira a seguir como incluir guloseimas nas refeições da criançada, sem prejudicar a sua alimentação.

Substitua um pelo outro
- Refrigerante por suco de frutas ou água de coco.
- Bolacha recheada por biscoito integral ou caseiro.
- Maionese por requeijão, manteiga ou queijo branco.
- Salgadinhos fritos por salgadinhos assados de soja.


A lancheira saudável com guloseima
Opção 1
Uma caixinha de suco de frutas, um pacote pequeno de salgadinho e uma maça picada.

Opção 2Uma caixinha de água de coco, sanduíche de pão integral com queijo branco, requeijão, peito de peru e cenoura e uma barra pequena de chocolate.

Opção 3Uma caixinha de leite de soja para criança, quatro morangos e duas bolachas recheadas.

Opção 4Uma caixinha de suco de frutas, uma xícara pequena de amendoim e uma barra de cereal.


Coletânea Editorial
Especial para o Terra


Fonte: Terra

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