sábado, 5 de novembro de 2011

Iogurte probiótico pode ajudar na digestão de carboidratos


Novo estudo sugere que a ingestão de iogurte pode mudar a maneira como as bactérias presentes em seu intestino digerem o carboidrato que você come.

Nosso intestino apresenta grande quantidade de bactérias, que formam um microbioma, mais conhecido como flora intestinal. Estas comunidades ajudam de várias maneiras, como: captação de energia a partir no alimento consumido, impede o crescimento de bactérias nocivas, produção de nutrientes como vitaminas K e H.

Produtos com probióticos – alimentos que possuem bactérias vivas resistentes ao processo de digestão chegando intactas ao intestino– podem estimular o melhor funcionamento do nosso aparelho digestivo. Mas, a pesquisa divulgada na revista Science Translational Medicine, demonstra que podem existir ainda mais benefícios.

Os testes foram realizados primeiramente em ratos e em 14 mulheres voluntárias. Os experimentos demonstraram que as bactérias vivas presentes no iogurte permitiram que o rato quebrasse certas classes de carboidratos de maneira mais eficiente. Muitas destas mudanças também puderam ser observadas na espécie humana. Na parte do estudo realizado com humanos, os pesquisadores recrutaram gêmeas, que receberam duas doses diárias de iogurte, pelo período de 7 semanas.

Os pesquisadores analisaram amostras de fezes das mulheres ao longo do estudo, e descobriram que o iogurte não alterou a espécie ou gene das comunidades de bactérias do intestino das participantes. Em outras palavras, as bactérias presentes no iogurte não colonizaram o intestino das cobaias. Na verdade, duas semanas depois que as mulheres pararam de consumir iogurte, os pesquisadores já não puderam mais detectar qualquer bactéria proveniente do iogurte nas amostras de fezes.

Apesar dos benefícios trazidos pelos probióticos, ainda não é totalmente claro como eles afetam o microbioma natural de nosso intestino e como influenciam nossa saúde em geral. Além disso, ainda são necessários mais estudos para comprovar que os probióticos também auxiliam humanos na quebra eficiente de carboidratos. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Nicotina abre a porta para uso de cocaína, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, fizeram um estudo em camundongos para mostrar como a nicotina pode ser uma porta de entrada para o uso de outras drogas como a cocaína. O trabalho foi divulgado na publicação científica "Science Translational Medicine".

Durante o estudo, os roedores beberam água misturada com nicotina por, pelo menos, sete dias. Depois eles receberam, ao mesmo tempo, doses de nicotina e cocaína. Como resultado, os animais apresentaram uma resposta maior à droga ilícita.


Essa afinidade pela droga é causada por uma mudança que a nicotina promove no DNA dos camundongos, especialmente em um gene ligado à dependência química chamado FosB.

Este é o primeiro estudo a revelar como a nicotina pode tornar o cérebro mais vulnerável aos efeitos benéficos da cocaína, que levam ao vício após uso prolongado. Esse modelo de pesquisa gerou controvérsia durante os últimos anos, já que até agora nenhuma pesquisa científica tinha conseguido mostrar um mecanismo biológico pelo qual a nicotina poderia aumentar a vulnerabilidade a drogas ilícitas.


Roedores x humanos
Para descobrir se os dados colhidos na pesquisa encontravam respaldo em estudos com humanos, os cientistas norte-americanos resolveram consultar os dados de uma pesquisa nacional realizada em 2003 sobre consequências do uso de álcool. Os participantes tinham entre 15 e 34 anos e foram acompanhados durante alguns anos para que revelassem os seus padrões de comportamento. Esse levantamento também continha dados sobre nicotina.


Os pesquisadores descobriram que a chance de dependência da cocaína também era maior entre as pessoas que começaram a fumar antes do que entre os usuários que fizeram o caminho inverso: experimentaram primeiro a droga ilícita e depois o tabaco.

As descobertas em camundongos sugerem que se a nicotina tem efeitos similares em humanos, a prevenção ao fumo serviria não só para evitar os efeitos nocivos do tabaco à saúde como também diminuiria a chance de vício em drogas ilícitas como a cocaína.

Os pesquisadores querem agora repetir o estudo para saber se o álcool e a maconha também podem servir como porta de entrada para outras drogas. O objetivo é saber se existe um único mecanismo pelo qual o corpo se torna mais suscetível à dependência química.

Fonte: G1

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dietas são importantes na hora de cuidar dos cabelos


Paulo Morgado

Permanentes, relaxamentos, tinturas, alisamentos, é comum às mulheres procurarem tratamentos químicos para os cabelos em busca de estética. Fica lindo. Mas se não houver manutenção adequada, depois de algum tempo os fios tornam-se quebradiços e ressecados, o que enfraquece as raízes e aumenta a queda. A beleza e a saúde capilar estão estritamente relacionadas à hidratação do fio. 

A perda da água provoca descamações, rupturas, perda de brilho e pontas quebradas. A proteína forma um filme protetor, mantém a água no fio e os aminoácidos levam a água para dentro do cabelo, sendo um importante reparador.

Processos químicos resultam em desmineralização dos fios de cabelo, o que significa a perda de oligoelementos essenciais como o silício, envolvido no processo de regeneração e vitalidade capilar.

Oligo, o que? Calma, a gente explica. Os oligoelementos protegem a superfície do fio e são importantes para a aparência dos cabelos. Unidos aos aminoácidos (proteína), regeneram e hidratam, resultando em cabelos maleáveis, com brilho e volume controlados. Alguns oligoelementos minerais são vitais nesse processo:


*Cálcio: a deficiência em cálcio faz com que o cabelo fique frágil e quebradiço. Sua ação é essencial para as proteínas do cabelo.

*Manganês: atua na cutícula do cabelo, na sua lubrificação e proteção ideal. Existem vários trabalhos que relacionam sua deficiência à existência da alopecia, isto é, queda de cabelo.

*Silício: um dos componentes mais importantes para o cabelo participa da sua reconstituição e luta contra o envelhecimento. É primordial para a obtenção de brilho.

*Zinco: fundamental para a oxigenação, nutrição e reconstituição das células, e no tratamento de cabelos enfraquecidos. É reconhecido como essencial para o fortalecimento capilar.

Alimentação saudável - Para ter e manter os cabelos saudáveis hidrate-se e alimente-se bem, de forma variada, com o intuito de alcançar as recomendações diárias dos diversos nutrientes citados.

Saiba mais:
Cálcio: pró e contra - o mineral é essencial à saúde, mas em excesso pode trazer problema;
Hidratação em casa - hoje é fácil manter cabelos bonitos e hidratados sem ir ao salão.

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