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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Obesidade já mata mais do que desnutrição, aponta pesquisa

"Segundo dados de agência ligada à OMS, óbitos por sobrepeso foram três vezes maiores do que os causados pela falta de comida"

Pesquisa realizada pela Global Health Burden, instituição ligada à Organização Mundial da Saúde, problemas físicos gerados pela obesidade mórbida foram responsáveis por três milhões de mortes em 2010, número três vezes maior do que os óbitos relacionados à desnutrição. De acordo com os dados apresentados, a fome era a principal causa de doenças há 20 anos.

O resultado do levantamento surpreendeu os pesquisadores, entre eles, o professor Alan Lopez, da Universidade de Queensland, na Austrália.

- Foi surpreendente para nós a disseminação da obesidade em países em desenvolvimento. Não é como nos países ricos, mas (o fenômeno) está crescendo - declarou Lopez, acrescentando que, apesar de ser mais presente em países desenvolvidos, o sobrepeso tornou-se um problema também entre as nações em desenvolvimento.

De acordo com a OMS, a obesidade, junto com a pressão alta e a diabetes, responde por dois terços das mortes causadas por doenças não contagiosas no mundo. Nos Estados Unidos, o excesso de peso é considerado uma epidemia que atinge mais de um terço dos adultos e 17% de suas crianças, segundo o Instituto Nacional de Saúde do país.

Atualmente, mais de 500 milhões de adultos e 43 milhões de crianças abaixo de cinco anos são obesos, e as doenças relacionadas a esse problema estão no topo da lista de causas evitáveis de morte. Indivíduos com sobrepeso têm maiores chances de desenvolver hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Controle do Stress

Jogar xadrez, dama, dominó ou montar um quebra-cabeça pode ser mais que um passa tempo. Atividades de raciocínio lógico como essas podem ajudar também a aliviar o stress do dia a dia. 

Segundo a especialista em terapia comportamental e cognitiva pela USP, Maria de Lourdes, essas atividades exercem uma relevante função na neuróbica - exercícios para o cérebro. "Elas ajudam na manutenção da memória, da atenção e da concentração", diz. Além disso, a psicóloga acredita que os jogos de tabuleiro favorecem os relacionamentos interpessoais, pois exigem uma socialização com os adversários ou parceiros. 

Porém, Maria de Lourdes ressalta que participar de atividades como essas não garante a eliminação do stress. “Quando você faz algo que lhe dá prazer, você muda a produção química do cérebro. Isso vai aliviar por um tempo, porém não vai resolver o seu problema.", afirma. Isso porque, apesar do alívio momentâneo, ao chegar ao fim de uma partida, a pessoa pode retomar o estado de tensão anterior. “Os jogos ajudam, mas tiram o foco apenas temporariamente. O que ela precisa fazer é identificar as fontes estressoras para, desta forma, eliminá-las totalmente da sua vida”. 

A psicóloga explica ainda que qualquer prejuízo à saúde física ou mental, que jogos como estes podem desencadear, é causado pelo exagero. “Tudo em excesso faz mal, o risco do vício é algo relativo. Não é todo jogador que se torna dependente. Normalmente, há uma predisposição biológica associada à prática comportamental que leva o praticante de atividades ou hobbies ao vício”, finaliza. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Alimente seus genes: dieta pode limitar propensão genética a doenças


Descoberta de pesquisadores noruegueses derruba os argumentos que sustentam as dietas consideradas "salvadoras"



A dieta é a chave para controlar a nossa suscetibilidade pessoal genética para a doença. Ao escolher o que comemos, optamos se vamos oferecer aos nossos genes as armas que causam doenças. Mas, então, o que devemos comer? Respostas com recomendações para dietas saudáveis não faltam. Porém, qual seria a resposta a essa pergunta se soubéssemos como os nossos genes respondem aos alimentos que ingerimos e como eles afetam o processo celular que nos faz saudáveis (ou não)?

A resposta que cientistas da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia encontraram pode surpreender: a melhor dieta do ponto de vista de um gene deve ser composta por um terço de proteínas, um terço de gorduras e um terço de carboidratos. Segundo o recente estudo publicado no site da instituição, esta seria a melhor receita para limitar o risco de doenças relacionadas aos hábitos de vida.

Doenças cardiovasculares, cânceres e diabetes

No estudo, os pesquisadores Ingerid Arbo e Hans-Richar Brattbakk alimentaram pessoas que estavam um pouco acima do peso com dietas diferentes, que demonstraram efeito sobre a expressão gênica — o processo no qual a informação da sequência de um gene do DNA é traduzida em uma substância.

Os cientistas descobriram, por exemplo, que uma dieta com 65% de carboidratos faz com que vários tipos de genes tenham que "fazer horas extras", isto é, trabalhem muito mais. 

De acordo com a supervisora do estudo, Berit Johansen, isto afetaria não apenas os genes que causam inflamações, mas também genes associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cânceres, doenças mentais e diabetes tipo 2 — as principais doenças relacionadas ao estilo de vida.

Mude a sua dieta

A descoberta dos pesquisadores noruegueses derruba os argumentos que sustentam as dietas que você ouviu que o salvariam. Segundo a publicação, o que acontece é que existem várias recomendações e uma grande variação quanto à forma como são justificadas cientificamente.

— Ambas as dietas de baixa e alta ingestão de carboidratos estão erradas. Mas a dieta com ingestão reduzida destes nutrientes está mais próxima de uma alimentação correta — explica a pesquisadora.

Segundo ela, a dieta não deve conter mais de um terço de carboidratos (até 40% das calorias) em cada refeição, caso contrário, os genes são estimulados para iniciar atividade que gera inflamação no corpo.

No entanto, a professora adverte que cortar completamente os carboidratos e ingerir mais gorduras e proteínas também é prejudicial. O ideal seria manter um equilíbrio sempre.

A recomendação de Berit é que os três nutrientes sejam ingeridos em cinco ou seis pequenas refeições diárias e não somente na refeição principal.

— Se você quer reduzir a probabilidade de doenças, porém, a mudança na dieta tem de ser permanente — explica.

Fonte: Clic RBS

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