quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ácido Fólico e a Alimentação na Gestação

Você sabia que o que come durante a gravidez pode influenciar a alimentação do seu filho a vida inteira? 

Isso mesmo. Alguns estudos mostram que se a mãe tem, por exemplo, um alto consumo de gordura na gestação, é provável que o filho também terá uma alimentação direcionada para esse “nutriente”.

 
O mais importante é que uma má alimentação pode interferir na formação do bebê, já que diversos nutrientes são fundamentais para a sua saúde. Um grande exemplo disso é o ácido fólico.


O ácido fólico é importante também pois durante a gestação ele pode “silenciar” alguns genes propagadores de doenças. Essa ação genética pode se estender para 3 gerações futuras da criança, tudo a partir do que é consumido pela mãe durante a gravidez. 

Assim como o ácido fólico, outros nutrientes são importantíssimos para essa finalidade:  colina, betaina,  taurina, zinco, magnésio, entre outros.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Dedicação no trabalho x qualidade de vida


No meio corporativo, existe o consenso de que ter um bom desempenho no trabalho depende muito da qualidade de vida. Além de receber um bom salário ou benefícios vantajosos, atualmente é muito importante se sentir bem no ambiente em que atua. O lado financeiro é importante, mas, há tempos, não é mais o fundamental.


A pessoa organizada, que sabe administrar o próprio tempo e que consegue conciliar as diversas áreas da vida, estará, consequentemente, ganhando qualidade em todas elas. Isso está relacionado à família, trabalho e saúde. Tendo equilíbrio nestas esferas, o profissional irá performar melhor, conquistar melhores resultados e será mais feliz.

Trabalhar diariamente apenas pela questão monetária não é o ideal. O indivíduo deve listar atitudes e atividades para que possa se sentir bem consigo mesmo. “Tenho percebido que a questão do tempo é uma peça-chave. É tentar se desligar de assuntos relacionados à profissão nos períodos de folga e, dentro do dia, fazer coisas que gosta. É importante também ter uma relação boa com a equipe e com os demais colegas de trabalho”, aponta Cecília Shibuya, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

Não adianta o profissional pensar que não será cobrado por seu desempenho, pois a competitividade do mercado é cada vez maior. Traçar metas é essencial e a pessoa deve fazer um planejamento de seus objetivos para evitar estresse e ansiedade. O mais adequado é alinhar as necessidades do dia a dia para que transcorram da melhor forma a fim de viver com mais satisfação.

Além do estresse decorrente das pressões e responsabilidades, o ambiente de muitas organizações não é saudável. Isto acarreta em diversos impactos negativos como o presenteísmo (estar no trabalho, mas com a mente desconectada das atividades), absenteísmo (faltar no trabalho), afastamentos por doença e, consequentemente, queda no nível de produtividade como um todo.  “O trabalho é uma fonte de realização e as pessoas devem gostar do que fazem. Se aquilo que o profissional tem, considera não ser benéfico, é preciso buscar outra possibilidade. Se sentir mal no trabalho afeta o lado afetivo, intelectual, familiar, e a pessoa acaba adoecendo”, explica Shibuya.

Recursos Humanos


Um RH estratégico é fundamental e faz com que os líderes compreendam que os subordinados têm suas necessidades e anseios para performar com qualidade. As organizações consideradas melhores para trabalhar são preocupadas em oferecer programas de qualidade de vida. Os principais benefícios são aumento de produtividade, retenção de talentos e clima favorável.

“Tenho visto que as empresas estão, cada vez mais, consumindo seus funcionários, sem pensar na felicidade no trabalho. Produzir mais com menos faz com que as pessoas fiquem sobrecarregadas, cansadas e acabem atingindo um nível de estresse tão alto que impacta diretamente na vida particular”, opina Lenora de Oliveira Santos, coach pessoal e profissional.

Horas de dedicação


De acordo com a mais recente pesquisa “A Contratação, A Demissão e A Carreira dos Executivos Brasileiros”, realizada pela Catho Online com mais de 46 mil respondentes das mais variadas áreas e níveis hierárquicos, o brasileiro trabalha, em média 43,1 horas por semana, sendo que 17,8% do total admite executar suas tarefas semanais por, no mínimo, 51 horas:




Pesquisa Catho Online











Para Lenora, não saber administrar o lado particular e o trabalho faz com que as outras esferas da vida se descompensem, gerando frustrações e uma série de sensações negativas que vão impactar na atividade profissional.

“O suporte social e ter com quem contar e dividir experiências, é extremamente importante. O envelhecimento saudável depende da convivência maior com a família e amigos. Percebo cada vez mais as pessoas buscando fazer atividades físicas, ações sociais e usufruir das férias desconectando-se totalmente do mundo tecnológico, entre outras ações”, completa a vice-presidente da ABQV.

Fonte: Catho

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Índice de qualidade de vida de crianças melhora no Brasil.



O Brasil acompanhou a tendência de outros 126 países ao melhorar, na última década, seu Índice de Desenvolvimento Infantil (CDI, na sigla em inglês) - indicador medido pela ONG internacional Save the Children, com sede em Londres.

A pesquisa leva em consideração uma série de fatores agrupados sob três áreas principais: saúde, educação e nutrição.

Entre os cinco primeiros colocados no ranking estão Japão, Espanha, Alemanha, Itália e França, e os cinco últimos são República Democrática do Congo, Burkina Faso, Chade, Níger e Somália - todos eles países africanos.

O Brasil ficou atrás de países como Argentina, México, Chile, Cuba, e a grande maioria dos países europeus. Mas, à frente de nações como Paraguai, Bolívia, Irã, Emirados Árabes Unidos e muitos africanos.

Entre os Brics, a China foi a melhor colocada, na 29ª posição, seguida pelo Brasil (36ª), Rússia (37ª), África do Sul (84ª), e Índia (112ª).

A ONG explica que brasileiros, russos e sul-africanos demonstram coerência entre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido pela ONU, e os avanços das crianças.

Já no caso da China, a prioridade dada à educação e saúde infantil faz com que o país se saia muito bem no CDI mesmo tendo ainda índices mais baixos de IDH.

Comparando Índia e China, o estudo diz que ambos têm altos índices de frequência escolar. Cerca de 40% das crianças indianas estão abaixo do peso, enquanto na China o índice é menor que 5%.

Na Índia, a taxa de mortalidade de crianças com menos de cinco anos excede a de 60 a cada 1.000, na China o número fica abaixo de 20.

Para Mark Doyle, analista da BBC para Desenvolvimento Internacional, o relatório traz boas notícias ao indicar que um terço das crianças do mundo estão indo à escola e as chances de uma criança morrer de fome diminuíram em um terço.

"Mas o relatório também avisa que a subnutrição está aumentando devido aos altos preços dos alimentos e desigualdade global, o que é um problema mais escondido e mais difícil de lidar", dis Doyle.

Ele ressalta ainda o pedido da Save the Children ao primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, para que utilize a "Cúpula da Fome", que será realizada durante as Olimpíadas de Londres, para melhorar o bem-estar das crianças.

Ricos X Pobres

Na visão da organização, o balanço geral da primeira década do século é bastante positivo em relação ao período entre 1990 e 2000.

O estudo apurou que 127 países melhoraram seus índices e que entre 2005 e 2010, cerca de 9.000 crianças foram poupadas da morte antes dos cinco anos, em comparação à cifra de 1995 a 1999.

Comparando os mesmos períodos, 50 milhões de crianças a mais estão na escola primária e o mundo já tem 36 milhões de crianças abaixo do peso a menos.

São números positivos em relação aos anos 1980, por exemplo, quando os níveis de desnutrição infantil eram alarmantes, sobretudo nos países em desenvolvimento. Mesmo assim, a Save the Children diz que 1,5 milhão de crianças a mais sofrem de desnutrição em relação ao início dos anos 2000.

"Desde o final dos anos 1990 o bem-estar das crianças melhorou em 90% dos países pesquisados. Em média, as vidas das crianças em torno do mundo melhoraram em mais de 30%. O avanço ocorreu tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento", indica o estudo.

"No entanto, enquanto a taxa de progresso foi mais rápida nos países desenvolvidos na virada do século (16%, comparada a 12% em países em desenvolvimento), na primeira década dos anos 2000 os países em desenvolvimento aceleraram seu progresso (a até 22%) e ultrapassaram os mais ricos, onde a taxa de avanço ficou em 9%".

De acordo com a ONG, esse movimento ajudou a suplantar a barreira entre ricos pobres.

Na África, embora o continente ainda seja o responsável pelas piores posições no ranking, a tendência de avanço já é percebida.

"Na África, uma das regiões com a performance mais fraca no bem-estar infantil, o progresso individual de alguns países apresenta um retrato fragmentado. Enquanto cinco dos 11 países que registraram os principais progressos estão na África, seis dos dez países no final do ranking também estão no continente", diz o estudo.
 

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