terça-feira, 10 de julho de 2012

Vitamina B de bom humor.




Escolhas feitas à mesa têm tudo a ver com a maneira como você leva a vida. O time vitaminado do complexo B não pode faltar no prato de quem deseja manter a apatia e o desânimo bem longe da rotina.
por Paula Desgualdo 

Às vezes o dia acorda mais cinzento. Bate aquele cansaço, uma preguiça quase insuportável de encarar o mundo. Quando isso acontece, repare que é comum jogar a culpa no excesso de trabalho, nas vias intransitáveis da cidade, entupidas de veículos, e nas contas a pagar. Sobra até para a sogra, mas raramente relacionamos a falta de ânimo ao que comemos. Segundo pesquisas recentes, já está mais do que na hora de levar esse elo a sério. "Muitas doenças de fundo emocional são favorecidas, também, pela alimentação", revela a nutricionista Silvia Papini, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo. 


Esqueça a ideia de que abocanhar um chocolate é a solução para melhorar o humor. Está certo que uma barra de cacau que derrete na boca é puro deleite. No entanto, vamos falar aqui de como nossos hábitos alimentares podem contribuir para a produção e a manutenção de substâncias que preservam o alto-astral. Nesse cenário, destacam-se algumas vitaminas do complexo B. Acaba de ser publicado pelo Instituto Rush para o Envelhecimento Saudável, nos Estados Unidos, um trabalho que evidencia o vínculo entre o consumo de B6 e B12 e a prevenção de sintomas de depressão. "Níveis insuficientes desses micronutrientes estão associados à doença", escreve Kimberly Skarupski, professora do Centro Médico da Universidade Rush, em artigo enviado a SAÚDE. Em outras palavras, investir nas fontes dessas substâncias ajudaria a afastar a fadiga e os pensamentos negativos. 


Por sorte, elas estão bem distribuídas nos alimentos. "Carnes, ovos e folhas verdes são ricos em vitaminas do complexo B", conta a nutricionista Lara Siqueira, da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar, em São Paulo. "O problema é que a população não está comendo direito", acredita Silvia Papini. O resultado desse descuido é o surgimento de problemas que acometem o corpo todo — e podem, inclusive, abrir as portas para o mau humor.  
Talvez você tenha notado a ausência de algumas integrantes da família B na tabela da página anterior. Não se trata de nenhum tipo de discriminação. Na verdade, aquelas representadas pelos números 1, 6, 9 e 12 aparecem com mais frequência nos estudos que estabelecem a ponte entre a geladeira e o cérebro. Mas, como você vê no quadro ao lado, a trupe não se encerra por aí.


Justificativas à parte, o fato é que estamos diante de micronutrientes capazes de modular a fabricação de neurotransmissores, substâncias químicas que promovem a comunicação entre as células do cérebro. Pesquisadores do Laboratório de Neurobiologia da Depressão da Universidade Federal de Santa Catarina mostravam que o folato, por exemplo, contribui indiretamente para a formação de serotonina, um dos neurotransmissores por trás da felicidade e da disposição. No organismo, a vitamina passa por uma série de transformações e acaba envolvida na produção desses mensageiros da alegria. Sem falar que ela é essencial para o desenvolvimento da massa cinzenta — as gestantes são orientadas a caprichar em suas doses justamente pelo bem do sistema nervoso da criança. 


"Em meu doutorado, estudo os efeitos do ácido fólico em modelos animais com transtornos como a esquizofrenia", conta a farmacêutica Josiane Dudni, que realiza suas pesquisas na universidade catarinense. Ela desconfia que a B9, presente nos cogumelos, nos brócolis, no tomate e na rúcula, influencia também na liberação da dopamina e da noradrenalina, que completam o trio paz e amor. "Mas essa ação ainda não está clara e precisa ser investigada", pondera. Faltou falar da B1, ou tiamina, que não é menos importante do que suas irmãs. Encontrada na carne de porco e no pistache, ela participa da conversão da glicose em energia — e, sem energia, a mente cede às pressões do cotidiano. 


Depois de conhecer os benefícios do complexo B para a cabeça, vai dar vontade de largar a revista correndo e ir direto comprar a versão encapsulada da vitamina. Mas essa não é uma boa ideia. "É muito comum as pessoas apresentarem reações adversas ao consumo exagerado dessas substâncias, como manchas vermelhas na pele", avisa Silvia Papini. Sem contar que uma dieta equilibrada é perfeitamente capaz de suprir as necessidades diárias de um adulto saudável. "O caso dos vegetarianos é diferente", lembra Lara Siqueira. "Como eles não ingerem carne, a principal fonte de vitamina B12, devem procurar a orientação de um especialista", acrescenta. O mesmo vale para quem foi submetido a uma cirurgia bariátrica. Nessa situação, o organismo perde a capacidade de sintetizar a B12. 


Equilibre o seu humor 


É claro que apostar apenas nas protagonistas desta reportagem não é o suficiente para viver feliz para sempre. "O consumo de carboidratos e de algumas proteínas é fundamental para evitar a tristeza", lembra Ivan de Araújo, neurocientista da Universidade Yale, nos Estados Unidos (veja por que no quadro da página seguinte). E é bom deixar claro que a alimentação é um dos diversos fatores, e não o único, envolvido no surgimento de males como a depressão. Não dá para excluir a tendência genética e as influências do próprio ambiente. "Para evitar o mau humor, nenhuma receita funciona sem este ingrediente: equilíbrio", finaliza José Alves Lara Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Experimente começar por aí.



Para sorrir sempre
 VITAMINA B1 (TIAMINA) 
Homens: 1,2 miligrama/dia
Mulheres: 1,1 miligrama/dia
Onde encontrar: 1 bife de fígado
grande fornece 0,3 miligrama
 VITAMINA B6 (PIRIDOXINA) 
Homens: 1,3 miligrama/dia
Mulheres: 1,3 miligrama/dia
Onde encontrar: 2 bananas-pratas
ou 2 batatas assadas fornecem
0,52 miligrama
 VITAMINA B9 (FOLATO) 
Homens: 400 microgramas/dia
Mulheres: 400 microgramas/dia
Onde encontrar: 1 tomate médio
fornece 249 microgramas
 VITAMINA B12 (COBALAMINA) 
Homens: 2,4 microgramas/dia
Mulheres: 2,4 microgramas/dia
Onde encontrar: 1 filé de salmão
pequeno já fornece a recomendação
diária
As outras B 

Elas não costumam ser muito citadas em pesquisas sobre a modulação do humor, mas não sejamos injustos. Nosso corpo, e mesmo o cérebro, precisa de B2, B3, B5 e biotina, as outras vitaminas do complexo B, tanto quanto de qualquer nutriente. Aliás, muitos médicos lançam mão da B3 para aplacar os sintomas da tensão pré-menstrual na mulherada, um sinal de que ela também tem seu papel no controle da irritação. As fontes são praticamente as mesmas em que se encontra o resto da família: carnes e ovos, principalmente.

Mais ingredientes da alegria 

Triptofano
"A serotonina depende desse aminoácido para ser produzida", comenta Ivan de Araújo, da Universidade Yale, nos Estados Unidos. Diferentemente das vitaminas do complexo B, ele tem relação direta com a constituição do neurotransmissor. Portanto, trate de colocar feijão, grão-de-bico, ervilha, carnes, peixe, leite e ovos no prato. 

Fenilalanina
Aproveite os alimentos citados acima para extrair suas pitadas desse outro aminoácido essencial, ou seja, que não é produzido pelo organismo. Ele será transformado em tirosina e participará da produção de dopamina e noradrenalina, neurotransmissores que definem como reagimos diante do mau humor alheio. 

Carboidratos
Nem pense em deixá-los de lado. O cérebro precisa de glicose para funcionar, e é nos pães, nas massas e no arroz que a encontramos em boas quantidades — prefira as versões integrais, que contêm mais fibras, as responsáveis por tornar a absorção do açúcar mais lenta. De quebra, esses alimentos disparam processos no corpo que permitem que o triptofano trabalhe melhor. 

Minerais
Magnésio, potássio, cobre, selênio... Existem indícios de que o quarteto deixa as células do cérebro mais ligadas. Para que eles não faltem no seu dia a dia, coma tofu, semente de abóbora, banana, abacate e oleaginosas.

Design: Glenda Capdeville | Fotos: Alex Silva | Produção: Andréa Silva

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Champagne pode emagrecer, proteger cérebro e coração


Champanhe pode emagrecer e proteger cérebro e cora
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Boa notícia: dieta libera o champanhe e incentiva o consumo de até duas taças por dia. Isso porque a bebida é rica em polifenóis e estudos garantem que ela protege o coração e o cérebro e ainda pode ajudar no emagrecimento. Os dados foram publicados pelo jornal britânico Daily Mail.



O champanhe tem 91 calorias por taça e pode ser inserido em uma dieta de até 1400 calorias diárias.


A ideia do programa alimentar é trazer glamour saudável à mesa de suas adeptas. A pesquisadora da British Nutrition Foundation, Elisabeth Weichselbaum, afirma que a maioria das dietas proíbe a ingestão de álcool e chocolate, sem necessidade. Para ela, permitir a ingestão destes alimentos pode ter efeito psicológico na manutenção da dieta. A permissividade para o champanhe, portanto, pode aumentar a adesão ao programa alimentar. Dar glamour ao cardápio das dietas seria como trocar o hambúrguer com refrigerante por salmão defumado, salada verde e uma taça de champanhe, por exemplo.

Uma pesquisa da Universidade de Reading, na Inglaterra, em parceria com a Università degli studi di Cagliari, na Itália, constatou que o champanhe pode fazer bem ao coração, cérebro e circulação sanguínea por ser rico em polifenóis, substância que dilata os vasos, contra a pressão arterial e craniana.


Segundo os pesquisadores, o consumo de champanhe é capaz de reduzir o mau colesterol, diminuir a incidência de derrames e ataques cardíacos, e proteger o cérebro de doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Os cientistas recomendam o consumo de duas taças da bebida por dia, mas quem não costuma ingerir bebidas alcoólicas não deve começar por conta dos benefícios, segundo recomendações da American Heart Association. Para isso dieta e exercícios físicos trazem mais benéficos à saúde do que os potenciais efeitos positivos presentes na bebida.

Por Catharina Apolinário
Fonte: Vila Mulher

"Beba com moderação!"

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Perda da guarda de criança obesa acende polêmica nos EUA


O caso de um menino de 8 anos retirado da sua família por pesar mais de 90 quilos reacende o debate sobre a questão dos pais que perdem a guarda quando os filhos sofrem de obesidade severa.

O garoto foi retirado da família e colocado em um abrigo após agentes dizerem que a mãe não estava se empenhando de modo suficiente para fazê-lo perder peso. Com esse peso, o menino corre risco de desenvolver doenças como diabetes e pressão alta. Em média, meninos dessa idade pesam 27 quilos, segundo as curvas de crescimento oficiais.

Cerca de dois milhões de crianças nos Estados Unidos são consideradas extremamente obesas. Neste caso, o governo retirou o garoto do convívio familiar porque considerou que a inabilidade da mãe em fazê-lo emagrecer era uma forma de negligência médica.

Um juiz aprovou a remoção da custódia familiar. "Nós temos trabalhado muito com a família ao longo dos últimos 20 meses antes de chegarmos a este ponto", disseram os agentes, além de frisar que a decisão foi em nome do interesse da criança.

Para especialistas, não há uma resposta fácil quando se trata de determinar de quem é a culpa nesses casos. "Não são só os pais ou a criança. A obesidade é uma epidemia nos Estados Unidos. Como sociedade, somos responsáveis",diz Naim Alkhouri, que trabalha com crianças obesas no Cleveland Clinic Children's Hospital.


Não basta apenas encorajar algumas crianças a comer melhor e se exercitar, porque há também um grande componente psicológico, diz ele.

"Quando se trata do envolvimento de autoridades, não acho que temos diretrizes claras", continua. "Começar o debate é uma boa coisa. Nós precisamos de mais orientação sobre como reagir a essa questão."

Agentes foram alertados do peso do garoto no início do ano passado após sua mãe levá-lo a um hospital por problemas respiratórios. Ele foi diagnosticado com apneia do sono, que é caracterizada por pausas na respiração enquanto a pessoa dorme e pode estar relacionada ao excesso de peso.

Poucas vezes pais perderam a guarda de crianças obesas nos Estados Unidos e, na opinião de especialistas em artigo publicado no Journal of the American Medical Association em julho, colocar a criança temporariamente em um abrigo é, em alguns casos, mais ético do que fazer uma cirurgia de obesidade.

Especialistas do Children´s Hospital Boston dizem que o ponto não é culpar os pais, mas agir no interesse da criança e oferecer a ajuda que os pais não conseguem fornecer.

A mãe do garoto diz que tem se esforçado para ajudá-lo a perder peso. "Eles estão tentando sugerir que eu não amo meu filho", ela declarou a um jornal. A identidade dela não foi revelada.

Uma defensora pública disse que a perda da guarda pode ser contestada porque o garoto não está em perigo iminente.

Fonte: Estadão

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