terça-feira, 16 de agosto de 2011

Coma devagar e mastigue, no mínimo, 30 vezes

Com a vida agitada nos grandes centros urbanos, esquecemos de realizar hábitos primários como saborear uma refeição. E queremos a qualquer custo emagrecer e ter boa saúde sem nos atentarmos para detalhes tão simples. Portanto, quando for sentar à mesa, algumas dicas:


O cérebro leva 20 minutos para ativar o mecanismo da saciedade, portanto, coma devagar. O recomendável: 30 mastigações para cada porção ingerida. Apure seu olfato e permita-se sentir o cheiro bom dos alimentos. Se você estiver muito cansado, não coma, aguarde e descanse por alguns minutos. Comer estressado é uma equação que não dá denominador comum. É possível comer bem e saudavelmente desde que se aprenda a equilibrar sua balança, que inclui o lado racional e, sobretudo, emocional. Isso vale para quem está fazendo dieta ou não.

O que não vale à pena e não traz benefícios é passar fome, fazer jejum. Depois você comerá em dobro. Não subestime o número de refeições. Coma de três em três horas.

Por Solange Bagdadi

Fonte: DGABC

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Soja não diminui sintomas da menopausa, afirma estudo

Cápsulas de isoflavona de soja provavelmente não reduzem as perdas ósseas e os sintomas da menopausa, segundo um estudo publicado ontem na revista Archives of Internal Medicine.

Os primeiros anos da menopausa costumam trazer consigo perda óssea acelerada, fogachos - sensação de quentura na face -, distúrbios de sono e de libido, além de outros sintomas.

"Terapias de reposição hormonal previnem muitas dessas mudanças. Contudo, pesquisas recentes sugerem que os riscos ultrapassam os benefícios. Por isso, a maioria das mulheres evita a terapia com estrogênio", explicam os autores, mencionando indícios de aumento no número de casos de câncer de endométrio e mama em mulheres, como razões para evitar a terapia de reposição hormonal. "Por isso, produtos derivados da soja são propostos como substitutos."

O trabalho comparou 126 mulheres que receberam placebo e 122 que consumiram 200 miligramas de cápsulas de isoflavona todos os dias. A concentração das isoflavonas variava de 87% a 97% nas cápsulas e as mulheres tinham de 45 a 60 anos.

Nos dois grupos estudados, não houve diferenças significativas na densidade óssea da espinha dorsal, do fêmur e da bacia, no início e no fim do estudo. A ocorrência de fogachos também foi equivalente.

Dúvida. O ginecologista Kyung Koo Han, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), já realizou pesquisas semelhantes sobre isoflavonas de soja há cerca de uma década. Seus resultados, no entanto, foram diferentes.

Ele avaliou cerca de 160 mulheres. Metade recebeu placebo e a outra metade, as cápsulas de isoflavonas. O número de mulheres que reclamavam de fogachos - sintoma que mais incomoda na menopausa - diminuiu 60%, valor próximo ao observado na terapia de reposição hormonal (80%). No grupo placebo, não passou de 20%. "Precisamos esperar alguns anos para reunir os estudos e obter um cenário consolidado", argumenta Han.

domingo, 14 de agosto de 2011

Casar engorda?

Semana passada a equipe da Webrun veio aqui na minha casa para fazer alguns vídeos para o site. Uma das pessoas da equipe era a jornalista Monique Barleben, que ao saber que eu tinha me casado há menos de dois meses não resistiu e me fez a pergunta tema deste artigo: casar engorda? Bom, para responder esta pergunta escreverei este artigo que será um pouco menos técnico, mais explicativo e até mesmo trará algumas soluções para quem realmente casou e engordou.

A minha experiência em consultório mostra que a questão título do artigo na maioria das vezes vem acompanhada da resposta: sim! Porém, esta não precisa ser a regra e ao descobrir o que faz a pessoa engordar quando se casa, o problema pode ser solucionado. Vamos então dividir os problemas chamando- os de “erros” e colocando a solução para cada item:


Erro 1
- As maiorias dos casais moram com os pais e vão morar juntos (e “sozinhos”) somente após o casamento. Esta mudança pode ser chocante para a maioria das pessoas, afinal são muitas adaptações e mudanças na rotina diária. E um dos primeiros problemas enfrentados é a compra de mercado. A pessoa agora precisa pensar no que irá comprar e como ela irá preparar estes alimentos. Com a vida corrida da maioria das pessoas, a tendência é a compra de produtos congelados e de fácil preparo. Ou ainda, trocar o jantar (que na casa da mamãe sempre tinha grelhadinho com salada) por lanche, esfiha, pizza.

Solução 1
– Planejamento. Se você não tem tempo de cozinhar todos os dias, prepare o arroz em maior quantidade para durar por mais dias, congele alguns alimentos que você mesmo preparou, deixe a salada lavada e cortada para a semana. Um dia de dedicação na semana e o resto do trabalho será no máximo grelhar um bife (o que não dura nem sete minutos)

Erro 2
- Outra questão típica da compra de mercado é: se eu comprar fruta, legume ou verdura só para duas pessoas, já sei que vai estragar, então, nem vou comprar. E isso se aplica a outros alimentos saudáveis de curta validade como iogurtes, queijo minas, etc...

Solução 2
– Tempo para conhecer o tamanho do consumo da sua casa. As primeiras compras realmente serão incompletas ou terá comida sobrando na geladeira. Porém, aos poucos você vai conhecendo o consumo e comprará apenas o necessário. E isso significa comprar apenas uma cebola, um pimentão, uma cenoura, três maçãs, quatro bananas. Parece estranho, pela pequena quantidade, mas aos poucos a comida deixa de faltar ou de estragar. É preciso paciência e observação.

Erro 3
– “Agora sou casado e meus finais de semana se resumem a sair para jantar com os amigos ou ficar em casa vendo filme comendo pizza!”. E este erro é clássico!!!

Solução 3
– O problema não é sair pra jantar ou comer uma pizza uma vez por semana, mas sim o sabor da pizza, a bebida que acompanha e o prato do jantar com os amigos. Sendo assim, vai a dica: quando for pedir pizza, comer no máximo dois pedaços e escolher sabores mais magros como marguerita, mussarela, napolitana, rúcula. Tomar cuidado com a bebida alcoólica. Se for beber vinho, no máximo uma taça, se for beber cerveja, uma lata. Lembrar que o álcool é mais calórico que o carboidrato e a proteína. Se for sair pra jantar, optar pelos grelhados, cuidado com o excesso de fritura, e se for massa, preferir o molho vermelho e lembrar-se de evitar o queijo ralado.

Erro 4
– Também é muito comum ver as pessoas que se acomodam porque casaram (“Meu marido/esposa me ama de qualquer jeito e também já casei, não preciso ficar mais tão preocupado com minha aparência”). Param com a academia, desencanam da dieta e obviamente acabam engordando.

Solução 4
– Encontrem uma atividade física que possam fazer juntos, que um estimule o outro a praticar. Aos finais de semana, saiam para caminhar no parque, andar de bicicleta, correr em corridas de rua. O importante é o casal se apoiar e ter objetivos comuns. Se o marido engordou e a mulher não, não custa nada a mulher entrar na dieta junto do marido e sair pra andar com ele aos finais de semana. Família unida jamais será vencida, nem mesmo pelo sedentarismo!!

Estas são algumas dicas para os erros mais comuns que eu vejo por aí. Para matar a curiosidade: casei-me em 11/06/11, mas já morava junto há um ano. Quando me mudei para a casa do meu atual marido, emagreci quatro quilos. Sendo assim, posso afirmar que não é verdade que casar/morar junto leva ao ganho de peso!!

Fonte: WebRun

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