segunda-feira, 9 de maio de 2011

Palmito e suas propriedades

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O palmito é um alimento de baixas calorias e rico em potássio, substância que ajuda a manter controlada a pressão arterial, além de ajudar contra a retenção de líquidos. Para obter os benefícios do nutriente, o palmito deve ser fervido durante 15 minutos para eliminar a alta concentração de sódio (prejudicial para o coração e circulação sanguínea), pois é encontrado para consumo em conserva. Por ser rico em fibras o palmito contribui para um excelente funcionamento do intestino. Além disso, é rico em cálcio e ferro, importantes para a formação dos tecidos e para a manutenção dos ossos. É importante salientar que a falta de higiene em embalagens de palmito ou no próprio manuseio pode contaminar o vegetal com uma bactéria chamada Costridium botulinum(botulismo). Uma das características da doença é o comprometimento neurológico, podendo levar à morte.


Curiosidades sobre o Palmito:

O Palmito é um alimento extraído do broto de palmáceas. Na Mata Atlântica, as palmeiras das quais se extrai o palmito desempenham um papel essencial para a manutenção do Ecossistema. A mais famosa delas é a juçara (Euterpe edulis), devido à sua qualidade superior, ainda é intensamente explorada de forma ilegal e predatória do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo e está ameaçada de extinção. Na região de Criciúma é uma espécie em extinção. Não se encontram mais estas palmeiras da mesma forma que há 30 anos.

A Mata Atlântica era bastante rica nessa espécie. Entretanto, com a degradação desta floresta nas últimas décadas, tivemos uma escassez bastante grande de palmito. A partir dos anos 90, as leis ambientais, tornaram a exploração desta espécie restrita a um manejo florestal.

A palmeira juçara é uma das espécies-chave para o funcionamento do ecossistema. Muito mais abundantes durante o ano e também muito mais saborosos e ricos em nutrientes do que os de outras espécies, os frutos e sementes são importantes para a sobrevivência de várias espécies de aves, roedores e até de macacos.

Esses animais, por sua vez, participam da dispersão das sementes de várias espécies de plantas e árvores por toda a floresta. Desse modo, a derrubada das palmeiras juçara afeta em vários níveis os processos ecológicos, fragilizando ainda mais os escassos remanescentes da Mata Atlântica.



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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Beber água gelada ajuda a emagrecer

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Uma pessoa seria capaz de suportar até 200 dias sem comer. Sem água, porém, a resistência é bem menor: após cerca de 36 horas o organismo começa a entrar em colapso.

 Água é essencial para a saúde e o bem-estar. Mas existem dúvidas em relação às propriedades desse líquido do qual o organismo não pode prescindir. Confira alguns mitos e verdades sobre a ingestão de água.

Tomar água gelada queima calorias
VERDADE. A temperatura da água gelada é em torno de 4º C; a do corpo humano é cerca de 36º C. Então, quando você ingere o líquido gelado o corpo trabalha para aquecê-lo.

 “Esse processo, chamado termogênese, gera aumento de consumo de energia, ajudando assim a promover a queima calórica”, explica a nutricionista Natália Dourado, consultora da Santo Dom Massas sem Glúten, de São Paulo. Mas daí a imaginar que água gelada é a solução para a perda de peso é exagero. Até porque a queima calórica é pequena: meio litro de água gelada consome 17 calorias.

 “É pouco representativo em uma dieta de 1500 a 2000 calorias”, completa o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Tomar água em jejum emagrece
MITO. “A hidratação em jejum é importante para restabelecer os níveis séricos do organismo e a eliminação de toxinas produzidas em resposta ao período sem alimentação”, diz a nutricionista Natália Dourado. Devido a isso e ao fato de que beber água provoca uma distensão gástrica, o que pode acontecer é a sensação de diminuição da fome. Com menos fome, menos comida seria ingerida. Neste caso colaboraria com a perda de peso.

Água com gás engorda igual refrigerante
MITO. “Embora os dois líquidos contenham gás carbônico em sua composição, a diferença está no açúcar incluso nos refrigerantes”, explica Natália Dourado. O que engorda, portanto, não é o gás e sim as calorias do açúcar da bebida. O endocrinologista João César alerta ainda para o fato de o refrigerante conter grande quantidade de sal, o que também prejudica a saúde e a boa forma.

Beber água durante a refeição atrapalha digestão
MITO. “Não existe embasamento científico para justificar essa afirmação”, diz o médico da Unifesp. Mas é claro que não se pode exagerar na ingestão. Um litro de água faria a pessoa se sentir mal e poderia prejudicar o processo digestivo.

Beber água faz bem para a pele
VERDADE. A ingestão de água é importante para a eliminação das toxinas produzidas pelo organismo, que são expelidas pela urina ou suor. “Uma pele bem hidratada elimina estas toxinas com maior facilidade e fica com aparência mais saudável”, explica a nutricionista Natália.

É preciso beber em média 2 litros de água por dia
VERDADE. No entanto, pode ocorrer uma pequena variação de indivíduo para indivíduo. “A média diária de ingestão de água por um adulto fica entre 1,5 a 3 litros – ou em torno de 30 a 40ml/kg de peso corporal. Vale lembrar que temos a água natural das frutas, verduras e legumes, que são de extrema importância também”, explica Natália.

Devo beber água mesmo sem ter sede
VERDADE. Principalmente no inverno a percepção de sede diminui – o que não quer dizer que não se deva beber água. É importante manter o hábito de tomar vários copos ao longo do dia. Quando temos sede é porque nosso organismo já está sentindo a falta do líquido.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dez mitos e verdades sobre as fases da gestação

A maior parte das mulheres sonha em um dia engravidar e ter uma família bonita e saudável.

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No entanto, ao ficar mais próxima de realizar este sonho, é tomada por dúvidas sobre as mudanças em seu corpo e quais as melhores maneiras de alcançar o bem-estar próprio e do bebê. 

Para esclarecer algumas questões mais frequentes, o Dr. José Bento de Souza, ginecologista e obstetra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduado pela Universidade de São Paulo (USP), comenta os mitos e verdades das três fases de uma futura mamãe (pré-concepção, período gestacional e pós-parto).

1.  Qual é a melhor maneira de planejar uma gravidez?
O casal que pretende ter uma gravidez planejada deve, em primeiro lugar, procurar um médico. O especialista poderá realizar avaliações clínicas e solicitar exames laboratoriais para verificar o estado geral de saúde da mulher. Algumas alterações no organismo feminino podem aumentar as possibilidades de malformações e parto prematuro, por isso, é importante antecipar estas probabilidades. Quando a gravidez é confirmada, é essencial que a mulher faça o pré-natal*, pois neste período são realizados exames de rotina para verificar a condição do bebê e detectar qualquer problema na saúde da mãe. A cada trimestre gestacional são recomendados a realização de exames como análises de sangue, ultrassom, curva glicêmica. Vale ressaltar que muitas mulheres desenvolvem o diabetes gestacional. Então, a medição com monitores de glicose nessa fase é fundamental.

2.  A mulher em idade avançada consegue engravidar? Quais são os cuidados que precisam ser tomados?
Hoje em dia, adiar a gravidez se tornou muito comum entre as mulheres. O número de mulheres que têm o primeiro filho entre os 30 e 40 anos aumentou significativamente. Isso está ligado a muitos fatores, como o desejo de firmar-se na carreira antes de constituir uma família, a espera por um relacionamento estável, por estabilidade financeira ou mesmo a dúvida de ter ou não um filho. É importante que as mulheres saibam que a idade afeta a capacidade de obter e manter uma gravidez sem percalços, no entanto, existem testes, tratamentos e técnicas avançadas, como a fertilização in vitro, que podem e devem ser feitos em mulheres que decidem ter filhos com mais idade. 

3.  Por que o médico prescreve vitaminas antes da gravidez?
Existem diversos estudos científicos que comprovam que a suplementação de vitaminas cerca de 3 meses antes da gravidez diminui a ocorrência de malformações nos neurônios, coração, face e nos membros do bebê. Há também evidências que comprovam a diminuição da incidência de abortamentos, pré-eclâmpsia (alta pressão arterial, retenção de líquido e presença de proteína na urina, com sintomas que podem evoluir para convulsão e coma), diabetes gestacional, trombose e nascimentos prematuros. Desta forma, as vitaminas são prescritas para suprir as atividades fisiológicas que surgem com a gravidez, período em que ocorre um aumento das necessidades nutricionais diárias. Para uma maior eficiência, o suplemento precisa ter nutrientes como ácido fólico, sais minerais, oligoelementos e vitaminas A, B1, B2, B6, B12, C, D, E, niacina, cálcio, ferro e zinco. O ácido fólico, em especial, é muito importante na fase pré-gestacional e no início da gravidez, pois previne lábio liporino, malformação do sistema neurológico do feto, evitando problemas como a anencefalia (defeito na formação do cérebro).  

4.  A mulher precisa mudar os hábitos alimentares durante a gravidez?
A boa alimentação é fundamental para garantir ao bebê todos os nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento, uma vez que é do corpo da mãe que virá toda a matéria-prima para a sua formação. Com a nutrição adequada, a mulher garante uma gestação mais tranquila, sem a ocorrência de anemias, hemorragias e diabetes gestacional. O estado nutricional é determinante para a saúde da grávida, sendo que neste período, a maioria das mulheres deve acrescentar cerca de 300 calorias à sua dieta diária para nutrir o feto em desenvolvimento, preferencialmente distribuídas em cinco refeições (desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar), preparadas com ingredientes que são fontes de proteínas, ferro, cálcio e ácido fólico, preferencialmente com um baixo teor de gordura. 

5.  As vitaminas trazem benefícios para a saúde da mulher grávida?
O estado nutricional é um dos principais determinantes da saúde e do bem-estar da grávida. Além disso, é comprovada a relação entre o estado nutricional materno e o desenvolvimento do feto. A deficiência de micronutrientes (vitaminas e sais minerais) pode ocorrer até mesmo em gestantes saudáveis, que se alimentam adequadamente, sendo a suplementação de vitaminas importante para a redução significativa da incidência de malformações neurológicas, cardíacas, faciais, urinária ou defeitos de membros. Há também evidências que comprovam a diminuição da incidência de abortamentos, pré-eclâmpsia (alta pressão arterial, retenção de líquidos e presença de proteína na urina, com sintomas que podem evoluir para convulsão e coma), diabetes gestacional, trombose e nascimentos prematuros. 

6.  Qual é o peso ideal de uma grávida ao final de uma gestação?
O peso ideal de uma grávida oscila entre nove e doze quilos a mais de seu peso normal considerando toda a gestação, ou seja, cerca de 1,5 a 2 quilos por mês a partir da 16ª semana. Desta forma, é importante a restrição ao consumo de alimentos calóricos, como refrigerantes, balas e doces industrializados. 

7. Grávidas podem fazer exercício físico?
A grávida que opta por fazer exercícios físicos fica mais preparada para o parto, sofre menos com inchaços e dores lombares, além de manter um controle sobre o seu peso. A prática de atividade física também irá beneficiar o equilíbrio emocional da gestante, pois é um momento em que ela fica em contato com o próprio corpo, sentindo como o bebê reage aos seus movimentos. É importante ressaltar que o médico precisa ser consultado antes de ser iniciada qualquer atividade física, sendo normalmente indicada a prática de exercícios físicos de baixo impacto, como caminhadas moderadas, alongamentos e hidroginástica. 

8.  Quais cuidados que a mulher pode ter com a beleza durante a gestação?
Os cuidados com a beleza influenciam positivamente no estado emocional da grávida. No entanto, deve-se redobrar a atenção aos tipos de produtos utilizados, para que eles não ofereçam risco ao desenvolvimento do bebê. Normalmente, o que mais preocupa as gestantes é o surgimento de estrias, que podem aparecer no abdômen, nas mamas, nas nádegas e nas coxas, pois a pele fica mais fina e esgarçada ao ser esticada. Uma boa alimentação, o acompanhamento pré-natal e o uso diário de hidratantes e emolientes de boa qualidade são importantes nessa fase. Produtos ajudam a prevenir o rompimento das fibras de colágeno da pele da gestante. Isso porque se trata de um hidratante para a prevenção de estrias, elaborado com os mais altos padrões de qualidade em geral aplicados somente a produtos farmacêuticos e é hipoalergênico, ou seja, apresenta uma formulação livre de corantes e perfumes. Como o produto é específico para a gestante, também não contém uréia, princípio ativo comum em hidratantes, mas que pode causar malformação do feto. Esse tipo de creme forma uma película protetora e penetra nas camadas mais profundas da pele garantindo maior eficácia. Em geral, não é indicado que as futuras mamães utilizem produtos químicos como tinturas e descolorações, além de realizar procedimentos como permanentes ou alisamentos, principalmente nos quatro primeiros meses da gravidez, período em que ocorre o desenvolvimento da maioria dos órgãos do feto.

9.  As mulheres que estão amamentando podem tomar vitaminas?
Sim, os suplementos polivitamínicos desenvolvidos especialmente para mulheres grávidas e em fase de amamentação também são importantes para enriquecer a qualidade do leite materno. Durante a gestação, o feto recebe os nutrientes maternos ainda na placenta e, ao nascer, este processo continua, porém a transferência para o bebê ocorre durante a amamentação. Bons índices de vitaminas na lactação, como as do complexo B, auxiliam no desenvolvimento físico e mental da criança, permitindo um crescimento saudável, com funções motoras adequadas e um futuro desempenho escolar satisfatório. 

10.  É arriscado ter uma gravidez após o parto? Como prevenir?
Não, mas logo após o parto, a possibilidade de engravidar é muito pequena, especialmente quando a mulher amamenta o bebê. Nesta fase, o uso de métodos contraceptivos hormonais é contraindicado, pois parte do hormônio pode ser transmitido para o bebê durante o aleitamento e interferir em seu desenvolvimento. No entanto, existem métodos anticoncepcionais que podem ser usados neste período, tanto para que o casal possa planejar o próximo filho, quanto para que o intervalo entre os partos seja adequado. Os métodos mais indicados são os que contém somente o hormônio progesterona, como o SIU – Sistema intrauterino liberador de levonorgestrel, hormônio derivado da progesterona produzido naturalmente pelo organismo. Esse dispositivo é uma espécie de DIU (dispositivo intrauterino), mas que contém hormônio que é liberado diretamente no útero. A mulher pode ficar com o DIU por cinco anos, sendo que o método pode ser retirado quando desejar. Trata-se de um método altamente eficaz, de segurança comparável a laqueadura tubária, reversível e que não apresenta riscos durante a amamentação.


*Consulte seu médico para avaliar quais são as suas condições específicas.


Redatora: Clarissa Mirzeian
Fonte: Band

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